domingo, 8 de março de 2020

O que é constelação sistêmica?

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A constelação sistêmica é um conhecimento que tem aplicação em diversas áreas de atuação. Ela foi estudada e observada por mais de 30 anos pelo psicoterapeuta alemão Bert Hellinger e tem encontrado um excelente resultado em suas aplicações na terapia familiar, na consultoria organizacional, na saúde e no direito, entre outras áreas.

Esse conhecimento tem sua origem na terapia familiar e na observação da influência exercida em todos os integrantes de um sistema familiar por meio de um campo inconsciente de cada família.

Isso pode parecer óbvio se considerarmos os relacionamentos diretos, como pais e filhos. Afinal, é comum que eles convivam juntos até uma certa idade.

O que Hellinger descobriu é que, na verdade, há uma influência invisível que se dá por meio da existência do vínculo, independentemente da convivência.

Dessa forma, um filho recebe a influência do pai ou da mãe que o abandonou, por exemplo. Ou um bisavô que nunca conviveu com seu bisneto pode ter questões difíceis de sua vida incidindo sobre a vida do bisneto pelo fato de estarem ligados pelo vínculo familiar.

O campo familiar

Essa influência, que não necessita de palavras ou convivência, se dá pelo campo familiar, que é um conjunto inconsciente de acontecimentos, conhecimentos e experiências que agrupa tudo o que aconteceu dentro de uma rede familiar.

Nós, hoje, somos o elo mais recente dessa rede, que remonta a muitas gerações anteriores. Cada geração, com suas dores, vivências, amores, perdas, ganhos, sucesso, fracasso, saúde ou doença, contribuiu com tudo o que hoje faz parte da nossa história familiar. Está tudo neste inconsciente.Essa ideia é apoiada pela teoria dos campos morfogenéticos, de Rupert Sheldrake, biólogo inglês.

O olhar da constelação sistêmica traz que, motivados por nosso vínculo, podemos estar conectados a esses destinos, principalmente os difíceis, e repeti-los em nossa vida. E isso ocorre em função daquilo que Hellinger denominou “as 3 leis da vida”.

As leis dos relacionamentos

No seu trabalho com as constelações sistêmicas, Hellinger observou que todos os relacionamentos, sejam eles entre familiares ou não, estão sujeitos a três parâmetros. São eles a ordem, o pertencimento e o equilíbrio.

Esse conhecimento surgiu da observação empírica no trabalho sistêmico de Hellinger. E como o psicoterapeuta traz, esses três aspectos incidem sobre todos os relacionamentos, quer as pessoas envolvidas saibam da existência dessas leis ou não, quer elas concordem ou não.

Apenas para facilitar a compreensão, duvidar ou desacreditar dessas leis é como duvidar ou desacreditar da lei da gravidade. A pessoa sofrerá os efeitos da mesma maneira.

A ordem fala que no sistema familiar – e de forma geral em todos os sistemas – cada pessoa possui seu lugar. Assim, um avô vem antes do pai, que vem antes do filho. E quem vem antes tem precedência em relação a quem vem depois. 

Um filho é sempre menor que seu pai, no sentido anímico. Porém, é comum que haja uma disfunção, e o filho se coloque como maior que seu pai, por exemplo, quando lhe dá conselhos. Ou mais difícil ainda, quando se coloca no movimento de compensar algo por ele. Quando essa transgressão da ordem acontece, o inconsciente familiar se tensiona para recuperar o lugar de cada um. 

Nós, como integrantes deste sistema, sentimos este tensionamento através das nossas dificuldades na vida.

O pertencimento e o equilíbrio

O pertencimento fala que todos aqueles que nascem em um sistema familiar têm o direito de ter seu pertencimento garantido nele. Logo, não há motivo possível para exclusão. Porém, se observa de forma comum que em quase todos os sistemas familiares há algum tipo de exclusão, seja por alguém que não agiu conforme as regras familiares, seja por qualquer característica não aceita.

Quando o pertencimento de um integrante é transgredido, o sistema se tensiona para exercer pressão a fim de garantir o retorno do excluído ao seu lugar. E nós experimentamos esse tensionamento como dificuldades em nossa vida.

A terceira lei é a do equilíbrio nas trocas entre os relacionamentos, que devem sempre tender para o equilíbrio para se manterem positivas e existentes. Quando numa troca o dar e receber é desequilibrado, com um lado dando muito e recebendo pouco, ou mesmo se negando em receber de volta o que está dando, o sistema se tensiona. E mais uma vez, nós, como integrantes deste sistema, percebemos o tensionamento por meio de dificuldades em nossa vida.

A tensão no sistema

Uma dinâmica comum que é utilizada por esta inteligência familiar que busca garantir a ordem, o pertencimento e o equilíbrio de todos ao seu sistema é a repetição.

A constelação sistêmica diz que, motivados por nossa lealdade familiar e o vínculo que nos liga a essa grande rede, nos colocamos inconscientemente – através de um amor infantil – à disposição do sistema para resgatar acontecimentos difíceis e repeti-los, como forma de alcançar uma cura sistêmica.

Ao mesmo tempo, nos emaranhamos nesses destinos, e experimentamos em nossa vida essas dificuldades. Estamos fora de nosso lugar, presos ao nosso amor infantil que deseja fazer algo pelo nosso sistema.

A constelação sistêmica e seu trabalho auxiliam a trazer essa dinâmica oculta para a consciência, e com amor e respeito, nos ajudam a nos liberar dessas repetições. Dessa forma, podemos seguir para a vida sem estar presos em outros destinos. Ficamos livres para viver nosso próprio caminho.

Além do sistema familiar

Ao longo dos anos desde o início dos estudos de Hellinger e também de outros estudiosos que vieram antes, como Virginia Satir, Ruth McClendon e Les Kadis, foi sendo observado que essa dinâmica de influência não fica restrita aos sistemas familiares. De fato, onde houver um grupo organizado de pessoas, com relacionamento entre si (um sistema), poderá haver influência entre seus integrantes.

Ainda que o campo familiar é o que mais nos influencia de forma pessoal, a constelação sistêmica e sua aplicação organizacional, no direito sistêmico e na pedagogia, nos convida a ampliar esse olhar.

Por exemplo, no campo das empresas, o grupo de trabalhadores que compreendem todo o quadro de uma instituição também formam o campo empresarial de atuação daquela organização. Mesmo o relacionamento entre as áreas funcionais poderá ter suas dinâmicas observadas por meio do trabalho da constelação organizacional.

No campo do direito sistêmico, a dinâmica trazida por Hellinger tem auxiliado em processos no caminho da pacificação e do acordo entre as partes, com resultados processuais surpreendentes.

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Este artigo é muito esclarecedor para aqueles que julgam a Constelação Sistêmica de maneira errônea, e aqueles que querem ter contato mas tem receios dos mais diversos: medo ( por achar que é manifestação espiritual), crença de que não temos ligação com os acontecimentos ligados aos nossos antepassados, etc...
Ele é simples, objetivo e finalizador: A constelação é um trabalho que chegou para modificar vidas, para uma maior compreensão dos emaranhados nos quais estamos envolvidos , e, com isso, aprendermos a julgar menos e a ter uma vida mais livre.
O constelação não julga e, por isso, Leis do Amor: pertencimento, hierarquia e equilíbrio.
Mas também não faz "milagres". Ela mostra e o cliente faz suas escolhas e mudanças de acordo com aquilo que foi permitido vir à tona.
Boa semana
Tais

domingo, 1 de março de 2020

O perdão e a visão de Bert Hellinger

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Nós somos passíveis de cometer erros.

Geralmente nossos erros afetam a vida de outras pessoas. Todos os erros geram consequências que muitas vezes, inclusive, não podem ser percebidas imediatamente. 

É um equívoco pensar que podemos perdoar alguém se entendemos o perdão como algo que livra o outro da responsabilidade pela consequência do que fez. Perdoar, nesse contexto, é um ato de arrogância, pois aquele que perdoa toma para si a ilusão de que pode eliminar as consequências do ato do outro através do seu perdão. Essa posição de superioridade priva o agressor da alternativa de crescer através do próprio erro, e pode gerar consequências nefastas para as próximas gerações. 

Em um diferente entendimento do perdão, podemos deixar com o outro a responsabilidade pelas consequências do que fez, e assumir a consequência dos nossos próprios atos. Muitas vezes alguém faz algo de mau para nós com a nossa permissão inconsciente - em alguns casos como resultado de um emaranhamento. 

Por exemplo, uma mulher que nunca consegue separar-se de um homem abusivo pode estar permitindo o abuso por amor e lealdade a uma avó que também teve um homem abusivo. Há, portanto, muitos possíveis motivos ocultos para que os agressores estejam agressores e as vítimas estejam vítimas.

O mundo dividido entre bons e maus ganha força através do perdão que não enxerga toda essa totalidade. Todos nós temos nossa parcela de responsabilidade na relação com o outro. Quando nos damos conta disso, por amor, paramos de querer perdoar e olhamos a realidade com a clareza que ela exige para que possamos nos tornar mais capazes de lidar com ela. 

Se repararmos bem, o perdão também tem o papel de nos aliviar da nossa própria culpa. E muitas vezes isso não dá certo, porque em diversos casos esse perdão que toma para si um direito que não tem, joga também para o outro toda a responsabilidade pelo que aconteceu. Olhar a vida dessa maneira nos torna, com o tempo, fracos e desconectados da realidade. Esse é um movimento para o menos.

Na prática, quando dizemos ao outro "desculpe-me pelo que fiz a você", nós não só estamos fazendo um pedido que está além do que a "vítima" pode realizar, como também estamos atribuindo a ela a responsabilidade de nos livrar das consequências dos nossos próprios erros.

Para a vítima, esse é um peso a mais. Esse pedido de desculpas mantém o conflito, pois não respeita o equilíbrio de trocas, fundamental nas relações humanas. Se, no entanto, o perpetrador diz: "Eu sinto muito", ele abre um espaço interno em que ele mesmo pode crescer através do acolhimento da sua própria responsabilidade e culpa. Ao mesmo tempo em que ele cresce, ele pode também deixar o outro livre para assumir sua eventual responsabilidade. Só assim o campo se abre de forma a permitir que os dois possam negociar uma compensação justa que traz de volta a dignidade e a força dos dois e, junto com isso, a paz. Esse é um movimento para o mais.

Bert Hellinger observa que podemos seguir leves nas nossas relações se praticamos a indulgência, ou seja, permitimos internamente que o outro cometa erros e viva em plenitude a sua imperfeição e busca.

 Só podemos fazer isso na medida em que nós, também, nos damos essa permissão interna, e olhamos de forma amorosa para as nossas próprias imperfeições. Nesse contexto, já não precisamos mais perdoar, pois os erros são vistos como possibilidades de crescimento. Com TODAS as suas consequências e com toda a grandeza que isso envolve.

Leo Costa . Terapeuta e Educador Sistêmico- https://sabersistemico.com.br
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Quando sentimos muito, trazemos de volta para dentro de si a compreensão do que aconteceu, a responsabilidade do que aconteceu e ao mesmo tempo, deixamos o outro livre para aceitar ou não, nosso pedido de reparação.
Ocorre que, esse gesto de humildade, comove o outro e libera o amor da alma, que coloca em movimento “as forças curativas”, que possibilita: – que o que foi interrompido, volte a fluir…
É outro caminho.
Temos sempre que ter clareza do Sistema de Crenças que estamos vinculados, e saber que em cada um deles existem regras e possibilidade de chegar ao Divino, pois, o amor que flui em nossos relacionamentos, significa o divino agindo em nós e a partir de nós, sendo o amor em ação.
Precisamos só avaliar se aquilo que temos como certo está realmente dando resultados. Se não, podemos nos abrir à novas possibilidades e experimentar outras formas.
Quem sabe, antes de contestar essa nova forma de "olhar" o perdão, poderemos experimentar e sentir o que  nos dá uma maior liberdade... Experimente!
Tais

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Constelações - coletânia de textos 2

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O OLHAR SISTÊMICO

A Constelação Familiar e Sistêmica é um conhecimento que olha para influências pessoais que surgem do vínculo a um grupo, seja ele familiar, profissional ou de qualquer outro tipo.

Considerar o sistema e suas atribuições significa que o todo NÃO pode ser explicado a partir da análise separada de cada elemento.

Na verdade, na inter-relação entre seus integrantes, uma realidade maior surge, estando esta além para a simples soma da contruibuição individual de cada integrante.

Esta análise é especialmente válida no trabalho da Consultoria Organizacional Sistêmico-Dinâmica, onde o conhecimento da Constelação Sistêmica é aplicado para análise de emaranhamentos profissionais.

Em uma empresa, a simples identificação do indivíduo que acarreta o problema e a aplicação de uma solução direcionada geralmente não resolve a dificuldade. O olhar precisa ampliar para encontrar o motivo sistêmico que permite a manifestação de um sintoma empresarial.

É nesse novo olhar, que a Constelação Organizacional auxilia no diagnóstico e na busca de soluções.

“O todo é mais do que a soma dos elementos. As propriedades sistêmicas são mais – e pode-se até dizer que são algo distinto – do que a mera adição de seus elementos. As propriedades de um sistema não podem ser concluídas a partir da análise dos respectivos elementos, elas só são acessíveis quando o sistema como um todo é considerado na inter-relação entre as suas partes.” (trecho de Klaus Grochowiak e Joachim Castella, no livro “Constelações Organizacionais – Consultoria Organizacional Sistêmico-Dinâmica).
Sobre as informações que surgem e as que permanecem ocultas no trabalho da Constelação Familiar.

Por Bert Hellinger, No livro “A fonte não precisa perguntar pelo caminho”.

“A família tem uma memória. O que dela vem à luz nos é presenteado. Mas ainda estão presos a ela o escuro e o oculto do qual vêm.

Isto é, o seu essencial nos permanece oculto, por exemplo, o seu “de onde” e o “para onde”.

Não só nos permanece somente oculto, mas também em segurança, isto é, subtraído ao nosso acesso. Por isso, podemos e nos é permitido dispor dele somente quando se mostra, e nós paramos aí, onde nos é ocultado.

Por isso, o que veio à luz não trai o oculto e nem aquilo que está em segurança, somente nos é mostrado por ele de maneira limitada.

Nossas opiniões se colocam na frente do que vem à luz, encobrindo-o. A opinião, tão logo a tenhamos formado, nos permite permanecer no subjetivo e por isso bloqueia o conhecimento.

Ao contrário, o que veio à luz nos força ao desconhecido, insólito e novo. Quando nos concentramos neste trabalho, então nos concentramos naquilo que permanece oculto, atrás do que quer vir à luz.

Nós nos submetemos não somente ao que vem à luz, mas também àquilo que permanece oculto e a tudo aquilo que se manifestou e que volta a imergir.

Por isso, estamos em harmonia com os dois movimentos e nos submetemos a ambos. Este trabalho deixa aparecer o essencial e, por isso, não se limita ao que está em primeiro plano, por exemplo, à cura de uma doença.

Por isso, ele é em sua essência mais do que simples psicoterapia.”

CONSTELAÇÕES FAMILIARES: FILOSOFIA APLICADA

“Vou esclarecer com um exemplo:
Um cliente reclama de seus pais ou reclama do que ele ou ela vivenciou de ruim na infância.

Originalmente tínhamos pena desse cliente e pensávamos: ‘Vamos ajudá-lo’. Mas se penso filosoficamente, através do espírito, não existe nada de ruim. Isso não pode existir.

Se atrás de tudo atua uma força criativa, não existe nada que possa contradizer isso.

Portanto, agora olho filosoficamente para essa situação e peço ao cliente que ele também veja a sua situação filosoficamente e que diga: ‘Não importa o que tenha sido: obrigado. Tomo isso como uma força. Eu tomo esses pais como pais especiais, que me dão forças especiais e essenciais para a minha vida’.

De repente, tudo o que aconteceu se transfigura.
Fica preciso.

Como o terapeuta se comporta então?
Ele já não é mais um terapeuta, é agora, na verdade, um filósofo.
Ele não tem nenhum pesar.
Pelo contrário, concorda também com aquilo que é ou que foi.
Com isso são liberadas forças que ultrapassam a psicoterapia”.

PARA ENTENDER A CONSTELAÇÃO FAMILIAR

Algumas pessoas estranham o termo “Constelação Familiar” e isto é bem natural.

Aqueles que não conhecem os estudos de Bert Hellinger sobre os relacionamentos humanos e as influências do sistema familiar sobre os seus integrantes, acham que se trata de algo místico.

Por isso, geralmente é um desafio falar da Constelação Familiar de Hellinger para aqueles que nunca participaram de uma vivência.

Então, para fim de explicação e buscando facilitar o entendimento, vamos usar aqui neste post um termo mais diretamente relacionado com o objeto deste trabalho. Usaremos “Posicionamento Familiar” no lugar de Constelação Familiar.

O “Posicionamento Familiar” (Constelação Familiar) é uma dinâmica terapêutica com o objetivo de observar como membros de uma família se relacionam em um sistema.

Dadas algumas regras que regem o sistema familiar, como descobriu o psicoterapeuta Hellinger, ao fazer o “Posicionamento familiar” com base numa questão trazida pelo cliente, é possível verificar onde está a possível fonte da identificação do cliente com seu sistema e que se manifesta como dificuldade em sua vida.

Essa dinâmica fica clara para o cliente, servindo como um rápido diagnóstico e incitando mudanças. Como é uma experiência que se manifesta em seu corpo, a compreensão é muito mais rápida e efetiva, diferente por exemplo, da terapia onde o cliente fala sobre suas questões.

Outras teorias também se propõem a explicar outros resultados da Constelação, que vão para além do trabalho com o cliente.

Como estas informações que transparecem no “Posicionamento Familiar” advém do inconsciente familiar do cliente, este também é impactado, gerando movimentos em todo o sistema.

O trabalho de Hellinger é impressionante e tem encontrado resultados expressivos em todo o mundo, já sendo aplicado há mais de 40 anos.

Hoje, este conhecimento se expande para todo local onde há relações sistêmicas, como na Administração, na Saúde, na Pedagogia e no Direito.

Lembre-se: “Posicionamento Familiar” é um sinônimo de “Constelação Familiar”.

Neste texto apenas mudamos para auxiliar uma compreensão mais racional, sem a barreira “mística” (e inexistente) que o nome original em português as vezes desperta nas pessoas que não o conhecem.

CONSTELAÇÃO FAMILIAR: UMA TERAPIA BREVE
Por Bert Hellinger

“Terapias breves se destacam porque, partindo da multiplicidade do possível, direcionam-se ao essencial.

Chegam direto ao assunto, ao centro, à raiz.

Com efeito, as constelações familiares também são terapias breves porque trazem à luz, em poucos passos, o que estava, até então, oculto e, assim, as soluções com frequência emergem, espontaneamente.

Uma constelação familiar dura, via de regra, de 20 a 50 minutos.

Isto é bem breve, quando se pensa o quanto vem à luz e quão amplos são os resultados.

Entretanto, ela traz toda a família para seu campo de visão, incluindo muitas pessoas na solução.

Trata-se de soluções no sentido literal ou de um movimento interrompido em direção à mãe ou ao pai que estava impedido ou interrompido, até aquele momento; ou trata-se de olhar para uma realidade até então não percebida, porque se tinha medo dela. Aqui, o terapeuta deixa o cliente ver sem rodeios essa realidade e deixa que ela mostre a solução.”

A REPETIÇÃO COMO FORMA DE EXPIAR ALGO DIFÍCIL
por Bert Hellinger, no livro “Ordens do amor”

“A expiação é uma forma de compensação, e por sinal, uma compensação cega. Existe uma lei natural que busca sempre compensar um desequilíbrio.

Essa lei atua igualmente na psique, onde também busca sempre compensação. Assim, a expiação é uma tentativa de compensar alguma coisa instintivamente.

Muitas vezes ela funciona de um modo que escapa do controle do indivíduo.

Há, porém, uma forma de libertar-se do contexto instintivo e de compensar de acordo com uma ordem superior, que chamo de ordem do amor.

Ela se encontra em um nível superior e leva a compensar de uma forma que dispensa a expiação.”

A forma de cessar a expiação é olhando para a realidade com respeito, lidando com a responsabilidade que lhe cabe. Assim, nos liberamos e liberamos os outros em relação a este acontecimento.

Coletânea de textos que professores do Ipe Roxo escreveram e compartilharam -  https://iperoxo.com/
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Os conteúdos da Constelação Sistêmica Familiar são profundos e somente a prática, o centramento do constelador e a permissão do sistema do cliente é que nos permite " olhar  para o que há".
Obtive uma resposta muito positiva com relação aos dois textos que republiquei do Ipe Roxo, em meu blog.
Sempre me sinto realizada quando vem à tona a compreensão aos que me seguem, embora em quase nada dependa de mim ( e sim do cliente e de seu sistema). Eu apenas colaboro.
Uma ótima semana com um carnaval da forma que lhe for melhor.
Tais