domingo, 16 de agosto de 2020

Como a relação com a mãe afeta a sua vida?

Mãe é o símbolo do acolhimento. Do conforto. Do sustento. Do cuidado. Carinho. Proteção. Traumas e raiva inconscientes em relação à mãe atravancam a nossa confiança e capacidade de direcionamento da força rumo ao trabalho, crescimento e prosperidade.

Quando falo de traumas em relação à mãe, estou falando de sentimentos e dores não vistos.

E isso é dentro de nós, não tem nada a ver com a nossa relação com a mãe fora de nós. Por isso, esqueça a necessidade de se harmonizar com a sua mãe. O negócio é pra dentro… 
E se você sente que tem dificuldade de “encontrar-se na profissão” ou vive falta de prosperidade, deverá olhar para a sua relação com a mãe internalizada.

Mas… como “tomar esta mãe”, de acordo com estes ensinamentos de Bert Hellinger? 

Tomar a mãe inclui alguns passos:
  • saber definitivamente que você está trabalhando a imagem interna da mãe (não a sua relação externa com ela)
  • buscar ampliar esta imagem internalizada da mãe. Como? Olhando para a mãe de forma distanciada, buscando todos os defeitos e todas as virtudes que existem, mesmo que você tenha que perguntar pra outras pessoas: quem foi (ou é) mamãe, para você?
  • olhar para os sentimentos e dores que a relação com a mãe provocou dentro de si, principalmente para a sua criança (que pode ir desde a gestação até a adolescência)
  • permitir esta existência de todos os sentimentos: desde amor, até ódio. Raiva, mágoa, sensação de traição, dó, culpa, medo, alegria, prazer, confiança. Tudo, tudo, tudo.deixar que tudo isso se acomode no seu coração, dure o tempo que durar 

Você verá que, conforme vai fazendo este processo, a sensação de força e confiança vai retornando. 

Terão momentos difíceis, dolorosos, raivosos. Isso faz parte. 

Porém, o amor incondicional que existe entre você e sua mãe irá também se revelando, naturalmente. 

Aos poucos, você irá percebendo que é exatamente a continuação dela. E ao amá-la, estará amando a si mesmo.
Alex Possato
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domingo, 9 de agosto de 2020

Corona vírus na visão budista

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Discípulo:
Mestre, é tão difícil para eu entender o por que de um vírus tão agressivo. Qual é o propósito?

Mestre:
Aprendizado. Essa pandemia foi gerada pelo homem através das constantes violações das leis universais.

Discípulo:
Mas algo tão ruim vai causar muita destruição.

Mestre:
O coronavírus não é ruim. Também não é bom. É necessário, é diferente. Não há nada errado com o universo. Se o coronavírus está presente, é porque a divindade permitiu, de outra forma não poderia existir.

A ideia de bem e mal é gerada em sua mente, que julga a partir da sua ignorância um evento que por si só é neutro.

Discípulo:
Mas tantas pessoas estão sendo infectadas no mundo, tantas outras ficarão sem comer. Muitos idosos, homens e mulheres. Isso é muito injusto.

Mestre:
O injusto não existe no amor universal. Isso existe apenas em sua mente que não entende o propósito profundo.

O que existe é o justo, o preciso, o exato, o correspondente. Existe um processo evolutivo necessário que consiste em uma coleta constante de informações. Um aprendizado enfrentando as dificuldades que a vida nos apresenta, para que, em meio ao caos e ao sofrimento gerado, descubramos o princípio do amor que se encontra na própria vida. E esse princípio de amor é o que nos libertará das limitações humanas e nos fará corresponder a experiências com muito mais satisfação e harmonia.

Você precisa entender que ninguém experimenta uma experiência que não corresponde a ela. E se corresponder a ela, ele viverá, seja na resistência, na cura ou na morte física. O coronavírus não é ruim. É muito bom, pois muitas pessoas estão aprendendo com isso. O nível de consciência do planeta está subindo, estamos sentindo a necessidade de desenvolver grandes ferramentas de amor, como a aceitação, apreciação e adaptação. Paciência, tolerância e respeito por nós e por todos.

Pode ser um teste difícil, mas não é ruim. Você está crescendo graças a ele. Se você parar de ver o coronavírus através dos medos e começar a vê-lo pelo seu entendimento poderá reconhecer o valor que existe nele. Então você passará neste teste que a vida está lhe apresentando. A decisão está em você.

Você recebeu o poder de tomar decisões através do seu livre-arbítrio, e estas serão respeitadas por todo o universo. Você pode escolher o medo ou escolher o amor. A decisão é sua. Está em você!

Neste momento, qual a decisão que você está tomando? Você escolheu medo ou o amor?

A decisão é sua, mas terá um resultado, que também é seu e você terá que assumir.

Se você decidiu pelo medo, irá gerar destruição na sua paz, na sua energia vital, nos seus relacionamentos e na sua saúde.

Se você decidiu amar, passará no teste que a vida lhe apresenta e não precisará mais sofrer novamente.

Tenha como opção o amor. O amor é sempre o melhor caminho.

Discípulo:
E como faço para trilhar o caminho do amor e não do medo?

Mestre:
◾Torne-se um ser imperturbável. Invulnerável. Trabalhe em você para que sua paz e felicidade não dependa do externo.

◾Pare de ver problemas e comece a ver oportunidades nas quais você pode aproveitar para fazer o crescimento interno.

◾Desenvolva a aceitação. "Tudo o que acontece é perfeito, e se existe e acontece é porque tem um propósito". "Pai, faça sua vontade, e não minha." "Mostre-me como posso servi-lo melhor."

◾Aprenda a fluir e a se adaptar. Aja com sabedoria em vez de reagir com a incompreensão.

◾Observe seu pensamento para que ele vibre apenas na alta frequência do amor. Isso lhe trará clareza de espírito.

◾Não compartilhe seus medos com os outros. Compartilhe apenas seu entusiasmo, otimismo e sua alegria.

◾Vigie seu verbo para que as suas palavras criem harmonia e faça com que os outros se sintam confiantes e seguros.

◾Faça amizade com o coronavírus. Não o veja como algo ruim, mas como algo necessário. E fale com ele: "O que você está me ensinando?" "Você é valioso para mim e estou disposto a aprender o que você pode me ensinar."
"Assim que eu aprender, você pode sair porque não vou mais precisar de você."

Aproveite a oportunidade que a vida lhe apresenta neste momento para fazer um trabalho interior. 

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domingo, 2 de agosto de 2020

A retirada – Bert Hellinger


A ARTE DE IR EMBORA.
Retirar-se significa retroceder diante do que mostra mais forte que nós. Com isso nos subtraímos a seu influxo e poder, enfraquecendo-o e impondo-lhe limites. Essa retirada é, portanto, estratégica e temporária. Ela serve pra conservar e concentrar as próprias forças. Faz parte de um movimento mais amplo, que não exclui um avanço posterior.


A retirada também pode ser necessária quando avançamos e invadimos indevidamente. Então retrocedemos diante de algo com que orgulhosamente queríamos competir e que, com razão, se manifesta como maior e mais forte que nós. Essa retirada nos purifica. Através dela, recuamos para nos nossos próprios limites e ficamos modestamente dentro deles.

Retiramo-nos, também, quando algo se completa, por exemplo, uma tarefa, um trabalho. Então o deixamos entregue ao seu próprio movimento e à sua própria força. Não o seguramos e não deixamos que nos segure por mais tempo. Essa maneira de retroceder recolhe para dentro o que estava sendo dirigido para fora: para outras coisas, para outras pessoas. No interior, isso se acalma, pode se renovar, ordenar e concentrar para um novo movimento ou uma nova tarefa.

A retirada também é oportuna quando algo foi superado – um saber, uma experiência, uma conquista, por mais útil, impulsionador e importante que tenha sido; o apego se converte num obstáculo para o novo – para um novo saber, uma nova experiência, um desafio inesperado. Abandonar o que foi, soltar o que guardávamos nos libera para o definitivo e para o possível.

Também nos retiramos quando não somos mais necessários, quando outros tomam o nosso lugar, quando se aproxima e se impõe a despedida definitiva. Ela é a última retirada, o retorno ao centro, no qual torna a cair tudo o que se expandiu. Essa retirada, quando bem sucedida, é a recolhida entrada no definitivo.

“Retirar-se pode ter vários sentidos. Aqui me refiro a uma retirada no sentido de uma realização. O essencial foi realizado, a tarefa central efetuada, a alma já se sente próxima de sua meta. Mas ela não foge. Pelo contrário. Permanece lá, porém, à distância. Está dedicada, mas ainda sem intervir. Observa de modo benevolente e sereno o mundo em ação, também os conflitos e a luta por soluções e o investimento em objetivos sublimes, algumas vezes acha graça de algo e descansa em si mesma. Necessita somente de pouco e de poucos, pois já se desapegou.

Desse modo ela empobrece? Não. Pelo contrário. Aquilo que ela deixou para trás, não se perdeu. Está presente, de forma pura e sem desejos. Alcançou o seu objetivo, está acolhido, aberto. Aquilo que foi deixado para trás é experimentado como plenitude, como felicidade, algo concluído e mesmo assim atua como uma força silenciosa. Esta retirada é rica. Abre a alma para compreensões que, na vida cotidiana, acabaram ficando no pano de fundo. 

Essas compreensões transformam experiências passadas que, mesmo imergindo, permanecem, mas agora de uma forma diferente.

Aquele que se retira deste modo, enquanto permanece, representa um ganho para muitos. Sua presença é benéfica. Os outros podem orientar-se a partir dele, sem que se sintam obrigados, pois em sua presença sentem-se livres.

Dizemos igualmente que Deus se retirou. Mas talvez justamente por isso ele seja aquele que realiza tudo de um modo especial e totalmente diverso, muito para além de nossas imagens e desejos. Somente a sua retirada nos torna receptíveis e preparados para o inacessível e o inominável.”
Bert Hellinger
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