domingo, 29 de dezembro de 2013

Uma dieta diferente


"O fim do ano está aí e sempre prometemos começar uma dieta no ano que vem. Que tal essa dieta? A DIETA DOS RELACIONAMENTOS

Você deve pensar, essa emagrece? Certamente mais que emagrecer, as pessoas estejam precisando fazer dieta dos relacionamentos. O que é isso? Como se faz? Vou tentar explicar, pois uma coisa é certa, você perde peso do que você carrega na vida. E não há emagrecimento melhor. Do que adianta você emagrecer, ficar bonita diante do espelho, mas no seu interior se sentir pesada?

Sabemos que quando o corpo acumula peso além do normal, é conseqüência do acúmulo de coisas variadas (açúcares, gorduras, etc) que precisam ser eliminadas, pois fazem mal a saúde. Então, logo pensamos em fazer dietas para emagrecer.

Sofremos o que for preciso para perder alguns quilinhos. As pessoas falam de tantas dietas: da lua, da sopa, jejum, do líquido, da USP e assim por diante. Mas também podemos pensar na dieta dos relacionamentos.

A dieta dos relacionamentos está relacionada às impurezas (sentimentos negativos, ódio, vingança, mágoa, inveja, egoísmos, etc), aos conflitos internos e das relações, do respeito às diversidades, da escalas de valores, o ego como produtor de impurezas em nossa vida. Certamente você deve ter alguém que um dia lhe deixou uma mágoa e que você gostaria de conversar e até hoje está engasgada e sempre ela vem no seu pensamento, incomoda, e você não teve a iniciativa de procurá-la. Não sabe o porquê do acontecimento, ou talvez saiba, mas por orgulho, não queira ir atrás.

Pare para pensar. Nada será resolvido, nada será passado a limpo, mesmo que seja para terminar uma amizade, uma relação, mas um peso ficará entre vocês. Então procure essa pessoa, converse e perca alguns quilos, mesmo que termine por aí.

Acho que todas as páginas de nossa vida devem ser viradas. Se alguma ficar dobrada, essa certamente ficará pesada e fazendo mal para nós mesmo. Não se preocupe com o que o outro irá pensar. Pense que você quer tirar essa impureza de dentro de você. Liberte os sentimentos negativos de dentro de você, saiba perdoar, não guarde ódio, não tenha inveja, não passe por cima das pessoas, não seja egoísta, não pense em somente si próprio, não seja negativo, mal humorado. Esses pesos, além de tudo, trazem doenças para seu organismo.

Como fazer? Esse é um treino que devemos ter paciência, pois levamos anos adquirindo esses pesos e não podemos querer perdê-los rapidamente. Devemos lembrar todo dia, em cada atitude. Assim como colocamos um objetivo de quantos quilos queremos perder, devemos colocar esses objetivos e lembrá-los sempre. Cairemos de vez em quando, mas voltaremos a eles e seguiremos. É treino e paciência. É ter consciência de que não somos os donos do mundo, apenas pensamos ser.

Mas mexer com essas coisas, talvez não seja fácil. Porém, quando conseguimos, a sensação que temos é que perdemos muito mais quilos do que nas dietas para perder peso. Isso só é possível através da abnegação. Abnegação não significa ódio a si mesmo, auto desprezo ou rejeição do ego. É a recusa em deixar que os interesses ou as vantagens pessoais governem o curso da vida de uma pessoa. E nada como o começo do ano, quando prometemos coisas novas em nossas vidas, até mesmo o famoso regime, mas nunca pensamos na dieta dos relacionamentos.

Pense nisso para 2014 em sua vida, ou melhor, para o resto da sua vida. A dieta dos relacionamentos restabelece a energia do amor. Assim como precisamos eliminar as impurezas que afetam o corpo, precisamos também eliminar as impurezas que afetam as nossas relações, Não deixe que os interesses ou vantagens pessoais governem o curso da sua vida. Aprendi com uma pessoa o seguinte: "ninguém pode ver os laços que nos unem, mas todos podem ver as intrigas que nos separam”. O ego é o maior produtor de impurezas da nossa vida. Para se satisfazer ele precisa se alimentar da gordura da realização dos nossos interesses e do açúcar da aparência de quem não somos.

Eu já estou fazendo a minha e sinto-me muito melhor. Que tal, iniciar esta dieta para uma melhor qualidade de vida? Então, comece agora."

Cristina Fogaça
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Chegando ao final de mais um ano, época em que sempre fazemos um balanço e encontramos os acontecimentos que foram importantes na nossa trajetória, os sonhos realizados e outros não realizados ... enfim refletindo sobre todos acontecimentos da jornada do dia a dia e podendo concluir ao final um saldo de crescimento e aprendizado positivo, o que já valeu a pena por tudo.
Penso que o que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre com todas as etapas a vida.
Que o Ano Novo seja o início da construção de um caminho de amor, alegria e esperança e que seja repleto de realizações
Mais um ano que se vai. O que ficou para trás não volta mais e o futuro depende de nossas atitudes de agora...
Agradeço por ter caminhado com vocês nestes 365 dias através de meu Blog e, que no próximo ano, possamos trilhar juntos novamente com paz, harmonia e muita esperança nesta vida que é maravilhosa.
Me sinto muito satisfeita e feliz por poder levar até vocês um tantinho de alegria, reflexão e crescimento pessoal, alem de receber tudo isso com reciprocidade absoluta. Agradeço também a companhia de todos.
Estarei "fora do ar" até dia 12/01/2014.
Bom 2014!!!!!
Grande abraço
Tais

domingo, 22 de dezembro de 2013

Acreditar no Natal


"Acreditar em Papai Noel, em anjos, em famílias amorosas ou amigos fiéis, em governantes mais justos e líderes mais capazes – em alguma coisa a gente acaba sempre acreditando"

"Acreditei em Papai Noel por muitos anos. Menina do interior com a fantasia sempre a mil, ele fazia parte das minhas histórias encantadas. Até uns 7 anos de idade, eu também acreditava na cegonha e no coelho da Páscoa. Quando o pôr-do-sol tingia o céu, diziam-me que os anjinhos começavam a assar aqueles biscoitos de Natal que se faziam em todas as casas da pequena cidade. Trovoadas de começo de verão eram São Pedro arrastando os móveis para a fábrica de brinquedos ter mais espaço.

Na antevéspera de Natal, um recanto da sala era ocultado por lençóis estendidos, e ali atrás ocorria o milagre: na noite de 24, com o coração saltando de ansiedade, a gente escutava sininhos como que de prata: era hora. Levada pela mão da mãe ou do pai, eu entrava na sala, de onde os lençóis tinham sido removidos, e lá estava ela: a árvore de Natal, toda luz de velas, toda cor de esferas, e embaixo os presentes. Muitíssimo menos dos que se dão hoje às crianças, mas havia presentes. Cantávamos canções natalinas, todo mundo se abraçava, depois abríamos os pacotes e comíamos a ceia. No dia seguinte, chegavam tios, primos, alguns amigos. Era só isso, sem alarde, mas com emoção. Guardei a sensação de que Natal é fraternidade, é reconciliação, é alegria de estar junto, é a chegada de pessoas queridas, é o tempo da família. Para quem não a tem, é o tempo dos amores especiais. Não éramos particularmente religiosos, mas uma de minhas avós, luterana convicta, na manhã seguinte me levava à igrejinha, onde eu gostava de cantar. Algo de muito bom se comemorava nesse tempo, o nascimento de Cristo e a esperança dos povos. Nem tudo seria guerra e perseguição, pobreza, crueldade, injustiça.

As pessoas se queixam muito de que o Natal hoje é só comércio. Depende de quem o comemora. Se me endivido por todo o próximo ano comprando presentes além de minhas possibilidades, pois no fundo acho que assim compro amor, estou transformando o meu Natal num comércio, e dos ruins. Se entro nesses dias frustrado porque não pude comprar (ou trocar) carro, televisão, geladeira, estou fazendo um péssimo negócio para minha alma. E, se não consigo nem pensar em receber aquela sogra sempre crítica, aquele cunhado cínico, aquele sobrinho malcriado, abraçar o detestado chefe ou sorrir para o colega que invejo, estou transformando meu Natal num momento amargo. Então, depende de nós. Claro que há as tragédias, as fatalidades, doença, morte, desemprego, alguma maldade – essas não faltam por aí. Um avô meu morreu de doença muito dolorosa, na véspera de Natal. Foi a primeira vez que vi um adulto, minha avó, chorando. Há poucos anos, minha mãe morreu na antevéspera de Natal, depois de longuíssimo tempo de uma enfermidade maldita. Mas foram também ocasiões de conforto e consolo, abraço, amor e entendimento.

Na medida em que não se podem dar muitos e caríssimos presentes, talvez até se apreciem mais coisas delicadas como a ceia, o brinde, o carinho, os votos, a reunião da família, o contato emotivo com os amigos, mensagens pelo correio ou e-mail, música menos barulhenta e aroma de velas acesas. Mais que tudo isso, o perfume de uma esperança ainda que realista. A crise nas finanças pode incrementar a valorização dos afetos. Se não pudermos viajar, curtiremos mais nossa casa. Se não há como trocar velhos objetos, vamos cuidar mais dos que temos. Se não podemos comprar o primeiro carro, vamos olhar melhor nossos companheiros no metrô. Vamos curtir mais nossos ganhos em afeto.

Não é preciso ser original para escrever sobre o Natal. A gente só quer que ele seja tranqüilo e gostoso, e que nos faça acreditar: em Papai Noel, em anjos, em famílias amorosas ou amigos fiéis, em governantes mais justos e líderes mais capazes, em um povo mais respeitado – em alguma coisa a gente acaba sempre acreditando. Porque, afinal de contas, é a ocasião de ser menos amargo, menos crítico, menos lamurioso e mais aberto ao sinal deste momento singular, que tanto falta no mundo: a possível alegria, e o necessário amor."
Lia Luft
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Tenho constatado que quem leva a vida com a mente radiosa será sempre saudável e feliz. Isso porque a mente radiosa intensifica a força vital e faz com que a pessoa viva todos os dias com sentimento de gratidão a tudo. Existem, porém,  pessoas que dizem sentir-se gratas a todos mas sempre estão com a fisionomia aborrecida e taciturna. Elas não são realmente gratas, apenas fingem estar. Evidentemente, a gratidão verdadeira e a gratidão simulada nada têm em comum. A gratidão verdadeira é duradoura, mentém-se inalterável em qualquer condição. Mas a gratidão simulada se desfaz rapidamente, fazendo com que a pessoa, diante de algum contratempo, comece de repente a se zangar e a esbravejar. A atitude no momento crítico revela o verdadeiro valor das pessoas. 
Gratidão é possível mesmo em meio a situações difíceis, pois sempre temos muito a agradecer: nosso corpo, o ar que respiramos, a Vida que recebemos...
Desejo à vocês, neste Natal, a oportunidade de olhar com gratidão as coisas mais simples de nossas vidas pois aí está o segredo da real felicidade.  Meu abraço carinhoso.
Tais


domingo, 15 de dezembro de 2013

Existência e Percepção - primeira parte

O ser humano deve enxergar "fora da caixinha", ou seja, além deste mundo da três dimensões para entender a vida.
Nossa vida está muito além do mundo das três dimensões.
Este artigo foi escrito pelo Mestre Masaharu Taniguchi em 1968, mas como se fosse ontem, ele nos explica claramente uma das sete dimensões que regem a Vida dos ser humano e como interagimos com cada uma delas.
O artigo foi publicado novamente na Revista Mundo Ideal  e discorre sobre o modo de viver de cada Ser, de acordo com sua existência - Unidimensional, Bidimensional, Tridimensional e o intercâmbio com o Mundo Da Quarta Dimensão.
Como sempre o Mestre é simples nas explicações, mas de uma profundidade transformadora. Aproveitem!
"O MODO DE VIVER
DA "EXISTÊNCIA UNIDIMENSIONAL"
  "Suponhamos que exista aqui um "ponto". Esse pondo que enxergamos a olho nu , ocupa certo espaço. Ao microscópio, esse espaço pode ser ampliado e ser visto maior ainda, mas imaginemos esse "ponto" do qual eu falo como um ponto simbólico, como aquele da geometria que apenas ocupa uma posição, sem nenhuma dimensão, largura e altura. Imaginemos esse ponto rolando em uma determinada direção. Se imaginarmos a trajetória de seu rastro, visualizaremos esse prolongamento como uma "reta" que tem apenas "comprimento", sem largura. A esse prolongamento damos o nome de "dimensão". O que chamamos de reta não tem largura,nem espessura, apenas é um prolongamento, designado "comprimento". É a isso que denominamos "existência unidimensional".
   A pessoa de pouco raciocínio, que considera válido apenas o seu próprio pensamento e que vive egoisticamente sem refletir em mais nada, é aquela que tem uma "existência unidimensional", pois não enxerga os lados. É como um cavalo com tapa-olhos. As pessoas que têm estreita visão da vida, mas que pensam estar levando um estilo de vida livre, são desse tipo.

O MODO DE VIVER
DA "EXISTÊNCIA BIDIMENSIONAL"
   Façamos girar a "reta" que obtivemos rolando o "ponto" em ângulo reto em relação ao seu comprimento. Imaginando a sua trajetória além do "comprimento"e da "reta", haverá uma "largura". Ou seja, aparecerá um "plano", formado pelos prolongamentos equivalentes a "comprimento"e "largura".
   A existência que possui esses dois prolongamentos é chamada de "bidimensional". Não avança somente para a frente, pensa em viver harmoniosamente com os outros, pois é despertado na pessoa o sentimento de amor ao próximo. Ampliou-se, dessa forma, o campo de visão da vida. Mas quando isso pende para o lado negativo, a pessoa invade a área do próximo.
   Pessoas que  levam esse tipo de vida bidimensional enxergam os lados, a frente e atrás, mas não enxergam acima.Pessoas sem saber que Deus está olhando de cima, invadem a área do próximo e o prejudicam só podem ser tachadas de elementos bidimensionais.

O SER HUMANO COMO 
"EXISTÊNCIA TRIDIMENSIONAL"
   Foi obtida uma reta rolando um ponto. Girando essa reta, apareceu um plano. Erguendo-se esse plano em ângulo reto em relação à superfície e imaginando o prolongamento obtido, surge uma dimensão para cima e para baixo. Pode-se chamar esse prolongamento de altura. A essa nova forma, chamamos de "existência tridimensional".
Nós que habitamos o mundo visível aos olhos carnais, captamos imagens que têm comprimento, largura e altura. E vemos também o nosso corpo carnal como uma existência com essas três dimensões. Visto assim, o ser humano é uma existência tridimensional.
   Podemos concluir que aquele que avança em linha reta é um ser biológico unidimensional, aquele que vive pensando nos outros é um ser bidimensional, e aquele que se reconhece ligado à Vida dos ancestrais e dos pais é um ser biológico tridimensional."

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Na próxima semana vocês poderão compreender como ocorre a interferência do mundo de outras dimensões em cada tipo de Ser.
Na verdade, sempre temos as respostas de que necessitamos, em todas as áreas de nossas vidas. Mas dependendo do tipo de Ser que somos, não percebemos... ou percebemos de forma distorcida!
Até a semana que vem, com o desejo de dias tranquilos apesar de toda a loucura de véspera de festas...
Tais