segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

É Carnaval?



Antigamente, quando o carnaval tinha lança-perfume da Rhodia (chamada Rodouro) e era vendida na porta do clube, a coisa era mais organizada. As pessoas esperavam pelo carnaval. Hoje tem carnaval todo dia. Naquele tempo, já dizia Jesus a seus discípulos-foliões, todo mundo trabalhava os outros 361 dias do ano. Ou estudava. Então, quando chegava o carnaval, o negócio era pra valer. Homem vestido de mulher era o mínimo que se permitia.

O evento – sim, era um evento – começava meses antes. Os compositores, os melhores compositores brasileiros, faziam as músicas “para o próximo carnaval”. Os cineastas brasileiros faziam os musicais da Atlântida para lançar as pérolas. Quando chegava fevereiro todo mundo já sabia “de cor e salteado” umas dez delas. Cidade Maravilhosa, Olha a Cabeleira do Zezé, Pierrô Apaixonado, Chiquita Gonzaga, lá da Martinica, Letra Ó, De Caniço e Samburá, Coração Corinthiano.

E, em função das músicas, se faziam os blocos para o clube. Famílias se reuniam, se organizavam, bolavam os figurinos, gastavam uma “nota preta”.
Nos dois sábados que antecediam as quatro noites, tínhamos o que era chamado de “pré”. Não, não tinha nada a ver com cheque-pré. O baile pré-carnavalesco já vinha embutido no preço das mesas para as quatro delirantes noites. Era o aquecimento, o treino, o bate-bola, o bate-coxa.

As pessoas cheiravam (lança) e caiam no meio do salão e aquilo era uma festa, não era uma droga. Outras bebiam e iam regurgitar lá na varanda. E depois, é claro, tinha uma bela duma sopa de cebola que ia até lá pelas oito da manhã. Sendo que no sábado e na terça tinham as matinês para a “gurizada”. E os jovens pais aproveitam para colocar os filhos nos ombros e cairem na gandaia naquele calor carnavalesco.

Namoros começavam naqueles dias. Outros, terminavam por causa de algum rapaz ou moça da capital que vinham cativar a caipirada. E quem “animava” os bailes eram grandes orquestras com mais de quarenta músicos. Orquestras que eram contratadas a preço de ouro um ano antes.
O carnaval era uma coisa séria, minha senhora. Hoje todo dia é dia de carnaval. Mas sem ter lança-perfume para jogar na bundinha das meninas, não tem a menor graça.

Agora quando chega o carnaval as pessoas procuram uma praia para descansar do carnaval que foi o ano todo. Onde já se viu?

E eu, como atualmente moro numa praia, estou pensando – seriamente – em cair na gandaia daqui a pouco. Vestir uma camisa listrada e sair por aí, “botando bezerro, botando pelo ladrão, deitando o verbo, destripando o mico, deitando carga ao mar, falando aos peixes”.

Revista Voguerg
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Semana de festas...se não brincando carnaval, pelo menos assistindo-o . Festa que orgulha os brasileiros , que divulga o país lá fora...porém artificial, sem a pureza do passado.
Mas em todas as épocas existem suas graças...e vamos lá...pois é Carnaval!
Bom descanso !
Tais

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Do virtual para o encontro real. E agora?


Soube recentemente de uma pessoa que foi em busca de uma namorada através das redes sociais e que se encontrou com três moças pessoalmente, as que havia apreciado muito. Com as duas primeiras, pediu apenas que encostassem os seus lábios nos dele para que pudesse saber se sentiria algo. Nessas duas, nada de diferente ocorreu, porém, na terceira, aconteceu algo inexplicável, logo de imediato ao toque dos lábios, uma forte conexão surgiu entre ambos, uma conexão de pele e uma química indescritível por ambos. Experiência esta que mais à frente continuou-se revelando como profunda identificação sobre os mais variados assuntos. Logicamente que isso não é uma premissa, mas uma ideia criativa que funcionou para este rapaz.

Na nossa atualidade, estamos mais conectados com outros do que nunca através das mídias sociais, network, etc e paradoxalmente também mais desconectado do que nunca.


A tecnologia promove comunicação extremamente rápida, mas não há certeza de que seja o melhor para fazermos contato verdadeiro. Não há como fazer conexão genuína enquanto estamos digitando. É certo que é possível de se conhecer aspectos ininteligíveis no contato virtual, mas mesmo assim, este tipo de conhecimento não tem mostrado ser suficiente.

Apenas ao encontrarmos a pessoa fora do virtual, quando compartilhamos um lanche, ou mesmo um café, é quando o mais amplo encontro acontece e obviamente que o tipo de contato é outro. Você pode observar como a pessoa reage, interage com outros, como é a linguagem corporal, o olhar e como a pessoa se autoexpressa.

A verdadeira química acontece, no frente à frente, no olho no olho.

Hoje, mais do que nunca, as pessoas estão muito ocupadas em seus trabalhos e em suas vidas pessoais e cada vez mais fica difícil sair à "caça" para se conhecer alguém; por isso mesmo é que todo esse mundo virtual é importante para que os encontros também ocorram. Muitas pessoas buscam outras pela internet nos intervalos de trabalho, já que estão frente à tela do computador constantemente. As telas dos computadores têm funcionado como janela e passarela para o mundo.


************Autor desconhecido

Amei este texto, ele nos mostra como são as relações hoje e o que realmente tem valor: olho no olho.... Quer coisa melhor que reunir amigos e conversar, sem computador, celular, etc?????
Ah...como é bom isso!
Mas por outro lado essa tecnologia encurta distâncias. Hoje conversei com uma amiga que está do outro lado do mundo, e foi tão bom. O ideal é estarmos "no centro, no meio"...nem tanto lá...nem tanto cá... Aí teremos a oportunidade de desfrutar de tudo isso...sem escravidão.
Por outro lado, se mesmo com todas essas dicas e informações, você ainda tem muita vontade de ter alguém, mas por algum motivo emocional se sente impedido, pergunte-se  porque... e se realmente for importante e estiver disposto a olhar-se, busque por auxílio terapêutico para ser menos tímido, inseguro, ingênuo, exigente demais ou para o que quer que seja que o impede de realizar um encontro dos bons!
Para algumas pessoas ter alguém é essencial, então...

Busque...e seja feliz!

domingo, 27 de janeiro de 2013

Seu relacionamento está monótono e sem graça?


O site americano Good in Bed fez uma pesquisa com cerca de 3 mil pessoas para descobrir quais são as principais causas do tédio no relacionamento. Segundo os pesquisados, o que deixa a relação sem graça são circunstâncias do tipo:

. envelhecimento - 38,5%
. ter filhos - 32,2%
. morar junto - 15,6%
. o casamento em si - 13,8%
. gravidez - 8%


O fato é que as obrigações e as responsabilidades, de qualquer ordem, quando não equilibradas com lazer e prazer, tornam-se entediantes. Não só o casamento, mas a vida em geral fica pesada e sem graça quando o foco está sempre no que DEVE ser feito e não no que se QUER fazer. Portanto, faz sentido que esses sejam indicadores de tédio no relacionamento, considerando que a maioria dos casais, com o passar do tempo, termina negligenciando o prazer, em todos os sentidos. E onde não há prazer, sobra espaço para a chatice, a tensão e a falta de graça.


As consequências mais comuns nas relações onde a monotonia impera - ou seja, sempre o mesmo tom - são irritação, brigas, falta de condições de ceder e de enxergar o ponto de vista do outro, menos e menos vontade de estar por perto, transar, rir e se sentir feliz. As conclusões terminam sendo algo do tipo "acho que não amo mais", "quero um amor mais intenso", "preciso de uma vida melhor", etc.
Creio, então, que a pergunta principal seja: "como lidar com essas circunstâncias que tendem a apagar o romantismo e o brilho da relação?". Certamente, a resposta tem a ver com maturidade, vontade e escolhas. Atitudes coerentes e inteligência emocional também são fundamentais! Mas vamos aos fatos!


Vilão: Envelhecimento
Envelhecer é inevitável. Não faz diferença estar casado ou não, pois teremos de aprender a lidar com as demandas desta fase. Senão, nos tornaremos melancólicos e viveremos de lembranças. O casamento precisa ser sinônimo de companheirismo na velhice. Para tanto, os investimentos e os cuidados precisam começar bem antes disso. Precisam começar agora.

Vilão: Ter filhos
Homem e mulher não podem se esquecer de que continuam a ser um casal e não somente "pai" e "mãe". Se dedicarem todo o seu tempo e todas as suas tarefas em função dos filhos, terminarão se distanciando enquanto casal. Reservarem uma noite da semana para ficarem sozinhos é fundamental. Se não der, pode ser de 15 em 15 dias, mas precisam continuar investindo na relação do casamento e não só na paternidade e na maternidade.

Vilão: Morar junto

A fantasia de que o problema está em morar junto é muito comum. Mas não é verdadeira, senão os casais que namoram ou moram em casas separadas nunca teriam problemas. Mas, obviamente, dividir o mesmo espaço é mesmo um exercício de tolerância, amadurecimento e transformação. É preciso querer. E querer de verdade, com atitudes coerentes com esse desejo. Com vontade de fazer dar certo, o casal sempre terminará encontrando uma solução para suas diferenças. Um boa estratégia é se dar conta de que todo mundo tem seu dia de "querer brigar". Quando for o dia de um, e o outro perceber, assuma a posição de não brigar. Não é fácil, mas é altamente eficiente e o "briguento do dia" termina perdendo a vontade.

Vilão: O casamento
Se o vilão é o casamento, penso que a única saída é não casar. Mas de qualquer forma, essa me parece mais uma "desculpa" do que uma razão para justificar o tédio no próprio casamento. O fato é que reclamar é muito simples, mas usar a criatividade, lembrar-se do que é bom na relação, fazer diferente, resgatar o carinho e a atenção requerem comprometimento e dignidade para cuidar da própria história. Isso, infelizmente, ainda é trabalho assumido por poucos. Mas penso que está na hora de crescer e fazer a vida valer a pena. Senão, as escolhas perdem o sentido e a depressão costuma ser uma consequência comum.

Vilão: Gravidez
Se um casal não se sente pronto para as demandas de uma gravidez, o melhor é proteger-se. Agora, se já aconteceu, que assumam a responsabilidade por seus atos e busquem saídas, ajuda, soluções, enfim. Durante este período, as adaptações também podem vir acompanhadas de criatividade, carinho e atenção. Autoconhecimento e autopercepção ajudam muito. Ficar apontando os erros do outro e cobrando atitudes diferentes é o mais fácil. Mas olhar para si e perceber de que outra forma pode agir é o que realmente funciona. Lembre-se: muitas vezes, não é "o que" você fala para o outro, mas "como" você fala. Pense nisso!


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Ser casado, assim como ser solteiro, inclui situações interessantes e agradáveis e as nem tão interessantes e agradáveis. Assim é a vida. E estar maduro para aproveitar o que é bom e aprender a lidar com o que não é tão bom é o grande segredo. Senão, fica-se "pulando de galho em galho" e reclamando que não tem sorte no amor sem entender que a mudança precisa começar dentro e não fora. Que os casais encontrem seus muitos tons e acabem de vez com a monotonia do amor!
Ou...está difícil encontrar alguém? Esta também pode ser uma grande oportunidade de conhecer-se melhor... Normalmente as dificuldades existem para nos levar à aprendizagens, e se está complicado compreender as razões desta dificuldade sozinho(a), busque ajuda. Uma terapia pode ser muito interessante, pois além de nos conhecermos melhor, ainda podemos nos proporcionar oportunidade de mudanças e autoconhecimento.
Pense nisto!