domingo, 7 de abril de 2019

Constelação Organizacional - Um olhar sobre a empresa familiar

Resultado de imagem para bonecos atraves de uma lupa
Há um ponto bastante recorrente nas empresas familiares. Elas geralmente nascem como uma forma de suporte à família do proprietário, sendo a fonte de onde o pai e/ou a mãe retira o sustento do parceiro e dos seus filhos.

Nesse primeiro movimento, já é possível perceber como a história pessoal deste empresário(a) se entrelaça com a história desta empresa que ele cria.

Isso fica claro no impulso de abertura da empresa e na sequência do seu funcionamento, servindo à necessidade de seu sustento diário e de prover o que é necessário para a família.

O conhecimento de Hellinger aprofunda um pouco mais essa compreensão.

O que a Constelação Organizacional traz de novo é a possibilidade de verificar na prática e através da observação vivencial que muitos dos diversos problemas que se manifestam em uma empresa familiar tem início nas histórias pessoais dos proprietários.

Vínculos familiares dentro da empresa

O grande desafio dentro de uma empresa familiar é a sobreposição de sistemas, ou seja, nele co-existem as ordens sistêmicas que regem a família e as ordens sistêmicas que regem a empresa e lidar com essas duas estruturas coexistindo muitas vezes pode ser bem desafiador.

Neste tipo de organização as pessoas que fazem parte de ambos os sistemas serão impactadas pelas relações nos dois sistemas e os conflitos se estabelecem quando as posições em um e outro sistema não são correspondentes.

Vamos imaginar um exemplo: uma empresa em que um dos filhos é o gestor de toda a organização, o pai é o responsável pelas vendas e a mãe pelo setor financeiro. Neste caso, quando está na família, o filho vem depois na hierarquia familiar e, por isso, seu bom lugar é como pequeno, como aquele que chegou depois e que respeita tudo aquilo que acontece entre seus pais. Porém, quando chega na empresa, o filho passa a ser o primeiro na estrutura hierárquica e seus pais estão subordinados a ele. Que desafio para este filho ser aquele que muitas vezes precisará tomar decisões que impacte os setores onde seu pai e sua mãe atuam, por exemplo? Como conseguir dissociar estes dois lugares tão diferentes? Exigirá muito dele, com toda a certeza.

Outro grande desafio nas empresas familiares é quando acontece algum conflito ou desentendimento em um dos sistemas e, humanos que somos, levamos o conflito para ambos os setores. Como forma de exemplificar isso que dizemos, podemos trazer o seguinte caso:

Trata-se de uma empresa familiar, cuja gestão é compartilhada por um casal. Por vários motivos, este casal entra em crise e cada um pode começar a procurar em seus funcionários, possíveis aliados para suas reclamações e reivindicações em relação ao parceiro do relacionamento. Isso pode acontecer de forma totalmente inconsciente, muitas vezes sem nem sequer tocar no assunto pessoal. As vezes isso se mostra através de não observância de decisões que o outro sócio já tomou, críticas quanto a algo que foi realizado ou até mesmo situações bem simples como a posição de uma mesa na sala do cafezinho. 

O conflito entre o casal não aparece de forma clara, mas ele está sempre rondando, fantasiado de “problemas” na empresa e, se uma dinâmica como essa não é percebida e claramente comunicada entre os sócios, o preço dela poderá ser o início da queda do faturamento, do bom relacionamento entre as pessoas da organização, a perda do foco naquilo que é realmente importante com consequências bem sérias para a empresa.

Neste mesmo caso, também é uma possibilidade que os clientes “se afastem” da empresa, pois o proprietário ou gestor não está disponível para servir aqueles que buscam seus serviços ou produtos, preso em emaranhamentos familiares não resolvidos e transpostos para o dia-a-dia da empresa.

Também o proprietário de uma empresa familiar tem muitas vezes dificuldade em estabelecer o limite claro entre a empresa e o ambiente familiar, com assuntos pessoais misturando-se com assuntos da empresa dentro de um mesmo espaço. Em outros casos, as finanças da família se misturam com as finanças da empresa, o que sempre representa um perigo para saúde financeira da organização.

Para além desses exemplos, no trabalho com empresas, inúmeras outras dinâmicas decorrentes de desordens sistêmicas são encontradas.

Uma ferramenta prática

A partir do conhecimento das ordens sistêmicas, é possível perceber que as empresas familiares caminham de forma muito próxima ao sistema de origem de seu(s) proprietário(s) e/ou fundador.

Nessa história não estão somente os fatos atuais de sua vida e de sua empresa, mas também as experiências vividas dentro do sistema familiar (pais, avós, demais antepassados) e também na forma como a empresa foi fundada (estrutura inicial, sócios, origem dos recursos financeiros, entre outros).

Em muitos casos podemos perceber que os movimentos de sucesso e fracasso podem estar conectados com acontecimentos de fundo sistêmico.

As relações do sistema

Toda empresa é em si própria um sistema vivo, porém em empresas familiares a proximidade e a pessoalidade da empresa na figura do proprietário é muito forte. Essa influência é reafirmada diariamente em todas as suas funções dentro da organização.

Nestes casos, trabalhar com as Constelações Organizacionais pode ser de grande ajuda para o esclarecimento do que atua de forma oculta no funcionamento da organização.

Ou seja, nas empresas familiares, esta ferramenta encontra uma de suas grandes funções: auxiliar no diagnóstico de problemas empresariais e na busca de soluções possíveis considerando de forma ampla as variáveis sistêmicas que atuam na rotina da empresa.

A Constelação Organizacional se apresenta como uma forma viável e simples de verificar o que atua nas dificuldades de uma empresa familiar, assim como em organizações com outro tipo de configuração, onde, porém, atuarão as próprias dinâmicas criadas pelo sistema empresarial.

Familiares e Colaboradores

“Quando os membros da família têm ao mesmo tempo cargos na empresa, põe-se em primeiro lugar a pergunta: se eles têm essa posição por terem competência para tal ou por serem membro da família?” (Grochowiak e Castella, no livro Constelações Organizacionais – Consultoria Organizacional Sistêmico-Dinâmica).

Nesta observação podemos observar um acontecimento comum em muitas empresas, e que pode significar uma quebra da ordem dentro da organização. Isso porque o critério principal de pertencimento dentro deste tipo de sistema é a capacidade/competência de cada indivíduo de trazer resultados para a organização.

Porém, quando uma posição é mantida por simples conveniência familiar, o pano de fundo é que a empresa está sendo colocada em segundo plano. Novamente, uma quebra de ordem e hierarquia, que tem como consequência dificuldades para a empresa.

Nesse ponto é possível perceber também como é fácil perder o foco da empresa quando questões familiares se misturam à responsabilidades organizacionais. 

A alma do empreendedor

Neste conhecimento trazido pelas constelações sistêmicas, um ponto primordial está na disponibilidade do empresário para o seu negócio. Não falamos aqui apenas de tempo, mas também de sua presença de “corpo e alma”, falamos do quanto ele está realmente disponível para o movimento que a empresa necessita dela para seu crescimento e êxito.

É aqui onde os vínculos familiares de lealdade, o amor, a culpa, as crenças sobre dinheiro e seus valores atuam de forma oculta e muitas vezes decisiva sobre a direção ao sucesso ou fracasso do negócio.

Podemos verificar essa dinâmica sistêmica nas inúmeras histórias de empresários que tem uma facilidade e força excepcional de materializar e fazer crescer um negócio, mas que depois de algum tempo, com a mesma força fracassam. Esses ciclos se repetem até que haja uma nova postura e percepção interna por parte do empresário.

Hellinger traz em seu livro “Leis Sistêmicas na Assessoria Empresarial uma lista de 10 observações para todos aqueles que desejam se tornar e manter-se um bom empresário.

São elas:
Ter algo a oferecer que sirva a outros: Quanto mais os outros precisarem do que tenho para oferecer, mais importante o meu negócio se torna. Então, nada mais se opõe ao sucesso. O que destaca um empresário? Ele tem aquilo de que os outros precisam e o torna acessível a eles. Quanto mais tiver aquilo que os outros precisam, maior sua reputação e seu sucesso. Em resumo: uma empresa serve. Quanto mais significativo seu serviço, maior a sua influência;

Um empresário precisa de ajudantes. Ele deve liderar funcionários, treiná-los e orientá-los de forma adequada para que gerem e ofereçam às pessoas da melhor forma possível aquilo que a empresa tem para oferecer. Assim tem que produzir e também vender aquilo que tem pra oferecer.

Um empresário deve liderar. Lidera por meio de sua ideia. Lidera através da fabricação. Lidera por meio da venda e de tudo o que é necessário para isso.

Um empresário encara a concorrência. Através da concorrência, melhora seu produto. Assim serve ainda mais àqueles que precisam.

O empresário defende sua empresa contra e ataques e a protege de forma adequada. Ele permanece confiante e autônomo.

O empresário sabe que depende de outras pessoas com as quais deve realizar coisas em comum. Ele sabe como conquistá-las e conservá-las.

Um empresário se alegra com seu sucesso, pois seu sucesso traz felicidade. Quando um empresário está feliz e mostra isso aos outros, seus funcionários se alegram e, com eles, suas famílias.

Um empresário permanece, junto com vários outros indivíduos, em uma comunidade solidária. Ele sabe que a sorte de muitos depende do seu sucesso. Por isso, ele o multiplica, com a ajuda de muitos, que o auxiliam para garantir o fundamento da vida de vários.

Um empresário transmite sua empresa, no momento certo, ao sucessor adequado. Ele entrega a ele os recursos de que precisa para ser bem sucedido. Ele continua sendo a alma de sua empresa. Seu espírito bom continua atuando nela.

Um empresário deixa sua empresa aos desenvolvimentos que cabem a ela, mesmo quando estes divergem de suas ideias. Ele a deixa à corrente do tempo, que também passa por ele, e observa ir de forma benévola.


A força das empresas familiares

A iniciativa empresarial familiar no Brasil é uma das principais forças de nossa economia. 

Da mesma forma, são estas empresas que diariamente mantêm muitas outras famílias através das vagas de trabalhos abertas e da rede de serviços que se criam em torno delas para seu funcionamento. Elas são um grande mecanismo que servem à nossa sociedade, e garantem que o fluxo da vida possa encontrar um meio de seguir adiante.

E dessa força, vem também uma grande responsabilidade. Pois como sociedade, precisamos que estes sistemas empresariais estejam saudáveis e dispostos para o sucesso, e assim, possam servir mais e mais pessoas, seja através de empregos, seja através de seus produtos e serviços, além da contribuição com a manutenção do estado, através dos impostos que geram receitas para a sociedade.

Ser um empresário é, segundo Bert Hellinger – pensador sistêmico que nos trouxe este conhecimento sobre as ordens sistêmicas que atuam nas relações humanas – a mais difícil das profissões e a que mais exige daqueles que se colocam neste caminho.

Neste sentido, se você conhece um empresário um pouco mais de perto, você compreenderá este olhar de Hellinger e reconhecerá esta realidade: normalmente os empresários são os que assumem os maiores riscos, normalmente passam a maior parte de suas vidas a serviço da organização e, em alguns casos, isto lhes custa a saúde, as relações e o lazer, principalmente nos momentos de maiores dificuldades e desafios.

Olhar para as soluções

E neste ponto a Constelação Organizacional se mostra como uma excelente ferramenta de diagnóstico para verificar o que atua nas dificuldades que uma empresa familiar pode estar passando.

Pela Constelação Organizacional é possível olhar para:
  1. perda de clientes e resultados;
  2. acontecimentos recorrentes com colaboradores, como por exemplo alta-rotatividade;
  3. postura do(s) proprietário(s) em relação à empresa;
  4. decidir sobre novos produtos a serem lançados;
  5. testar a eficiência de novos passos dentro da organização.
Você pode compreender problemas como:
  1. Conflitos entre sócios, equipes e setores;
  2. Estagnação nos resultados apesar de todos os esforços;
  3. Produtos que não vendem;
  4. Repetição de padrões de erros, falhas de processos, ações judiciais;
  5. Falta de cooperação, ordem e clareza sobre o que deve ser feito;
  6. Dificuldade de inovação e renovação.

Este conteúdo (textos, imagens e artes gráficas – exceto trechos de livros, citações de outros autores, e imagens de banco de imagens, quando houver) é exclusivo e produzido pelo Ipê Roxo – Instituto de Desenvolvimento Humano. Sua reprodução é permitida se acompanhada com o devido crédito: material de propriedade do Instituto Ipê Roxo – disponível em www.institutoiperoxo.com.br | Curadoria de conteúdo realizada por Ana Cht Garlet, professora do Instituto.

Segue abaixo uma indicação de um curso focado neste conhecimento sobre as ordens e desordens sistêmicas dentro de uma empresa. O curso se chama “Liderança Sistêmica”, e é oferecido pela empresa que preparou e redigiu todo este texto - Ipê Roxo Instituto (https://iperoxo.com/ ) - altamente recomendado pela qualificação profissional que todos os integrantes da equipe têm.
Tais

Uma oportunidade para a sua empresa

O Curso sobre a Liderança Sistêmica foi desenvolvido com base nas constelações familiares de Bert Hellinger. Com base em 3 Leis universais que regem as relações, é possível entender como as equipes podem atuar para o crescimento, com apoio, respeito e inovação dentro dos seus mercados de atuação.
Um curso em 3 módulos, de dois dias cada, com início em 16 de novembro.

Módulo 1: As 3 leis da liderança sistêmica

Módulo 2: Como alcançar as metas e o crescimento

Módulo 3: Liderando em sintonia com o sucesso mais amplo
Saiba mais clicando na imagem abaixo


Uma excelente semana para vocês!
Tais

domingo, 31 de março de 2019

A vida é um todo indivisível.- como olho para ela?

Imagem relacionada
"Dependendo de como se olha para o futuro, elas podem ser saudáveis ou doentes em qualquer idade.

De acordo com a cultura de cada país que ensina diferentes maneiras de olhar o futuro, temos a indiana que acredita na reencarnação e respeita os mais velhos.

No Egito ensinam o respeito às palavras do Senhor Maomé e entregam o futuro a Aláh. Nos países ocidentais ensinam que as pessoas com mais de quarenta anos começam a ter problemas nas vistas; que é mais difícil arrumar emprego; que as mulheres correm riscos se quiserem engravidar, etc.

Se observarmos a Índia e o Egito quase não vemos pessoas usando óculos, mas se observarmos o Brasil, Eua, Europa e outros países ocidentais, percebemos que a cada cinco pessoas que passam, uma usa óculos.

Notem que no país onde a cultura que impõe crenças limitantes e medo, faz com que as pessoas olhem para o futuro com pensamentos negativos e até temem fazer planos por acreditarem que o futuro rejeita as pessoas com mais de 40 anos.

Santo Deus, quanta bobagem ensinam às pessoas do mundo ocidental, tirando-lhes a fé e a esperança!

No livro Os fundamentos do Budismo, de Elena Roerich, representante oficial da Ordem Rosacruz no Tibete, encontramos: “Carma é a ação de consequências do que é feito pelo homem em atos, pensamento e palavra... Daí, a responsabilidade do homem diante de tudo que existe e, sobretudo, diante de si mesmo...” “O que chamo de carma não é mais que pensamento, pois, tendo pensado, o homem agiu com seu corpo, sua palavra e sua mente”.

Você, que aceita essa verdade, discipline-se e queira ser feliz. Reconheça, em si mesmo, que seu comportamento pode ser melhorado e que alguns hábitos negativos de sua personalidade devem ser mudados.

Se sua visão enfraqueceu e você já não consegue ler ou enxergar como antes, ou mesmo se você trouxe essa deficiência desde o nascimento, está na hora de refletir sobre seus pensamentos e atitudes passados. Consulte o “arquivo” das emoções e procure aquele sentimento de recusa e inflexibilidade em acreditar que tudo pode mudar.

Provavelmente algum fato, ou a própria vida, o feriu fazendo com que você prefira não ver tal ou tais coisas ou pessoas que o fizeram sofrer.

Você diz que já esqueceu o problema e que até já perdoou. Entretanto, seu inconsciente não mente e você pode estar sendo vítima de sua consciência orgulhosa. Há muitas maneiras de “negarmos” a visão:

-quando estamos em estado de depressão constante;

-quando um fato desagradável em família nos “cega” de raiva ou ressentimento;

-quando passamos certos momentos em nossa vida que não nos agradam, ou teimamos em não ver o outro lado das questões ou, ainda quando não queremos mais cruzar com a pessoa ou situação que nos atormenta e até por ter perdido alguém para a morte.

Para exemplificar, vou contar um fato:

Certa ocasião, conversando com uma mulher, que havia perdido a visão repentinamente, ouvi dela que ficou cega do olho esquerdo por causa do rompimento do nervo óptico, segundo diagnóstico dos médicos. Perguntei-lhe há quanto tempo o fato havia acontecido. “Há cinco anos”, respondeu-me. Passei, então, a fazer-lhe novas perguntas para que, através de suas próprias respostas, eu pudesse auxiliá-la em sua reabilitação.

Perguntei-lhe se guardava mágoa de alguém ou não queria ver algum homem que lhe fizera tanto mal.

Ceticamente respondeu-me que não tinha problemas com homem algum. Resolvi ir mais fundo e direto na questão: perguntei-lhe qual o fato marcante que lhe ocorreu há cinco anos envolvendo algum homem.

A essa pergunta sua reação foi imediata: deixou vir à tona suas emoções escondidas. Era o que eu buscava. Ressentida, revelou-me que naquela época seu pai havia falecido e que isso fez com que ela sofresse muito.

As cenas descritas e a sequência de detalhes sobre a morte de seu pai mostraram-me que carregava em seu coração o trauma de sua perda. Disse-lhe, então, que enquanto ela não perdoasse o pai por tê-la deixado e não passasse a aceitar os acontecimentos da vida com compreensão e gratidão, sua vista não voltaria ao normal.

Se o cérebro dessa mulher estiver com o hemisfério cerebral esquerdo mais desenvolvido — cética, analítica, fechada, repetitiva, etc. — com certeza terá de esperar muito tempo até que outras pessoas lhe digam o mesmo, fazendo-a entender o quanto é importante o auto-conhecimento para a solução de muitos problemas. Mas, se seu hemisfério cerebral direito for o mais desenvolvido — amplo, receptivo, aberto, intuitivo, emocional, meditativo, — ela, pelo menos, pensará no assunto e encontrará uma forma de “conversar” com seu próprio coração e descobrir porque ainda sofre inconscientemente.

É muito fácil para a mente restaurar um nervo óptico! Difícil é mandar uma mensagem simples e direta para que ela trabalhe objetivamente, pois a mente consciente desconhece que a comunicação com a mente subconsciente (parte mais rasa do inconsciente onde podemos usar hipnose, sugestionamentos, falar com pessoas em coma etc) deve ser clara e simples.

Todo e qualquer esforço no sentido de exteriorizar a força interior através de rituais, alegorias, frases longas, orações, etc., esbarra na dificuldade da realização total, ou seja, quanto mais complicamos a mensagem que deve ser dirigida à mente subconsciente, menos ela assimilará o objetivo que você deseja.

Ela responde com maior rapidez às frases simples, curtas, objetivas, firmes (positivas) e coerentes com as emoções.

Interiorize-se, concentre-se e mande à sua mente desejos e emoções com absoluta convicção, caso contrário ela preferirá manter como resposta o pedido anterior, ou seja, os sentimentos convictos que você mais frequentemente manifestou, mesmo que tenham sido negativos. Para sua mente inconsciente (parte mais profunda do ser e que comanda o subconsciente) basta pensar com emoção e crença para que ela se manifeste psicossomaticamente ou através do ambiente em que vivemos.

Portanto, se algo em nossa vida causou-nos sensações fortes de tristeza, medo, ódio, desgosto, o corpo servirá como porta-voz da nossa mente, para nos mostrar que estamos saturando nosso coração, guardando tantos “lixinhos” do passado ou medos do futuro.

Por isso, será necessário dar outro comando para nosso subconsciente de forma clara positiva e com autoliderança. Reprogramar o cérebro é uma arte que requer disciplina, perseverança e força para nunca mais falar nem pensar no passado dolorido e sim repetir palavras, pensamentos e atitudes novas de alegria, esperança e fé. Isso cura todo o corpo.”

Linguagem do Corpo vol. 1 - Cristina Cairo

domingo, 24 de março de 2019

Influências nas Relações de Casal - duas visões

Resultado de imagem para casal

"Quando duas pessoas se conhecem, ou decidem ser um casal, a força da atração - inexplicável, afeto, paixão - é mais forte do que juízos e avaliações. Se isso não acontecesse a possibilidade de se unirem e desenvolverem um relacionamento seria muito pequena, pois raciocínios, criticas, medos e riscos fariam com que o bom senso prevalecesse.

No entanto, conforme o relacionamento vai se desenvolvendo outros aspectos começam a aparecer e muitas vezes atrapalhar a relação. Muitos aspectos externos, familiares e intrínsecos ao casal podem trazer dificuldades, mas também podem ser usadas como fortalecedor, se eles os conhecerem e souberem administrar.

A concepção do que é um casal, e como deve funcionar é um registro muito profundo e na maioria das vezes inconsciente nas pessoas. São gravações que vão se somando no interior do psiquismo de cada pessoa. Esses registros iniciam muito precocemente, quando seus pais sabem que estão grávidos. As emoções, dúvidas, conversas que circulam nesse momento começam a impregnar o ser que está sendo gestado da noção do que é um casal, para que um casal fica junto, o que o mantém ligado, entre outros aspectos.

A outra influencia importante, mesmo que subliminar, é a forma como o casal de pais se relaciona durante a gravidez e nos primeiros dias de vida do bebê. Isso vai também estruturando a visão interna e inconsciente sobre casais que o sujeito terá na sua vida como adulto e, depois, como parte de um casal.

Com base no padrão de relacionamento de casal que os pais têm, a pessoa é criada sendo incluída ou não na relação deles; sendo de forma explícita ou encoberta envolvida em parcerias, alianças ou rejeições. Nessas relações básicas de triângulo, cada indivíduo vai aprender a lidar de forma funcional ou dolorosa com as relações de par e triangulares.

Não há mais dúvida de que a qualidade e a forma do padrão de interação dos pais são definidores nas escolhas de parceiros que os filhos farão; porém, os outros casais próximos da criança e do adolescente ampliam a visão que o indivíduo tem, também podendo exercer importante influência na visão de casal que ele vai estruturando.

Muitos casais não tem consciência dessas influências nas suas relações amorosas e nas dificuldades que apresentam. Inúmeras pessoas, insatisfeitas e infelizes, mudam de parceiros na busca de um pouco de paz e entendimento; e frustrados repetem os mesmos dissabores e desavenças.

Ter a possibilidade de receber esta informação, aceitar que pode ter modelos internos e inconscientes que desencadeiam automaticamente ações e reações no relacionamento de casal, e passar a olhar para suas demandas e refletir sobre suas dificuldades e seus anseios, abre possibilidades de mudar muitas questões.

Esses conceitos estão internalizados em cada um dos elementos do par e interferindo nas suas escolhas, conceitos, dificuldades e regras do funcionamento de casal. Se, os parceiros conseguirem falar sobre isso, poderão diminuir dores, mágoas e dificuldades. Isso pode levar a uma vida de mais paz, mais amorosidade e cura das dores internas, e consequentemente, deixar para os filhos e outros que estão em volta, outras mensagens do que é ser casal, que certamente fará diferença no mundo."

Solange Maria Rosset - http://www.srosset.com.br
**********
A força total
"Quando uma criança olha para os pais, apenas para eles -  e isso é o que normalmente faz - ela sente-se fraca. Quaisquer que sejam as exigências que os pais tenham em relação à criança, ela se sente totalmente dependente deles. Com os pais é o contrário. Quando só vêem a si próprios e olham, então, para a criança, sentem-se fracos. Eles se sentem pequenos.

Quando a criança vê atras de seus pais os avós, os bisavós, os trisavós e olha mais além, pra lá, ao longe, de onde flui a vida, então vê os pais conectados em algo maior que vier dos pais a criança pode tomar, porque não toma somente os pais, toma de muito longe, de onde vem. Então, não importa como eles sejam . Aquilo que flui dos pais é sempre claro e limpo, grande e completo.

Quando os pais olham para trás e vêem de onde provém a voda, de muito longe e se vêem nessa corrente, então são fortes perante as crianças, mas não no sentido de precisar algo ou querer fazer algo, mas se sentem ligados a essa corrente. Então, a criança pode tomar tudo dos pais mais facilmente, porque também se sentem ligados a uma corrente.

Quando então a criança cresce, sente a necessidade de um relacionamento íntimo, quer se casar e então olha somente para o parceiro, sente-se fraca e desamparada. E esse parceiro, quando só olha para esse seu outro  parceiro, sente-se fraca e desamparada. E esse parceiro, quando só olha para seu outro parceiro, também se sente fraco e desamparado. Mas, se cada um deles vê que ele e ela estão ligados a essa grande corrente e, como o desejo por um parceiro está relacionado à corrente da vida, ainda sentem que essa vida flui através de si e eles se olham, então não olham somente para si mesmos. Eles não se olham apenas como homem e mulher com a ideia: agora vamos fazer a nossa felicidade. O que é isso? Quando vêem que estão dentro dessa corrente, ultrapassam a si mesmos. Então é relativamente insignificante como é o parceiro. Ambos estão na corrente da vida. Então, não se olha somente nos olhos, olha-se sem distinção, em direção à amplidão e sente-se carregado. Assim, o que quer que aconteça no relacionamento do casal, eles suportam."
A fonte não precisa perguntar pelo caminho - Bert Hellinger
*********
Duas percepções diferentes, porém complementares.
Como é bom sermos abertos para tudo aquilo que há em termos de conhecimentos... 
Ter gratidão àqueles que nos ensinaram faz parte também. A Solange e Bert Hellinger foram meus mestres. Solange foi quem me introduziu no caminho da Psicologia Sistêmica e Bert Hellinger ( através de Peter Spelter e tantos outros que me ensinaram), completaram este caminho que percorro como Psicóloga e Consteladora Sistêmica Familiar e Organizacional.
Meu blog é feito com muito carinho e o objetivo é sempre mostrar as várias vertentes de um mesmo tema.
Aqui tem um material fantástico para sua auto avaliação e/ou autoconhecimento. 
Boa semana
Tais