domingo, 15 de outubro de 2017

Como nos abrir ao exito e à abundancia?

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"Quando podemos dizer que temos exito? Ou o que vivenciamos como a abundância?

Quando deixamos a sobrevivência! Quando estamos plenamente na vida. E isto só é possível após termos aceitado a ambos os pais incondicionalmente exatamente como são: humanos, imperfeitos, falhos, às vezes ausentes, omissos, cruéis, indiferentes ou amorosos, presentes ou ausentes, não importa. 

Esta é a principal condição para o êxito e a abundância que vem da mãe e para a realização profissional que recebemos do pai. É assim!

"Dinheiro, mãe e vida são energias equivalentes, como tratamos a mãe assim nos trata o dinheiro" 

Mas nem sempre é fácil. Uma rede complexa de emaranhamentos sistêmicos que herdamos, escolhemos ou recebemos da nossa memória emocional transgeracional amarra tanto os nossos pais quanto a nós mesmos enquanto filhos a situações traumáticas do passado familiar e muitas vezes cria obstáculos intransponíveis à harmonia e à aproximação entre pais e filhos.

E nosso êxito ou realização profissional ficam travados, limitados, ou totalmente impossibilitados.

Estar na abundancia é dispor de tudo que necessitamos. Do que realmente necessitamos!

E por mais incrível que possa parecer uma das condições para isto é simplesmente aceitar tudo como é e todos como são. Assentir. Apenas quando conseguimos fazer isto com convicção e quando aceitamos incondicionalmente nossa mãe como é deixamos a sobrevivência e possibilitamos a abundancia."
                                                                                                                                                            Brigite Champetier Ribes

Como alguém pode se abrir para o êxito e a abundancia?

Como deixar fluir a energia e a força do dinheiro?

Qual a importância de equilibrar o dar e o receber.

Quem recebe as heranças? Qual a condição fundamental?

Como flui o dinheiro no matrimonio?

Qual o significado das dívidas na vida de uma pessoa?

Por que razão algumas pessoas são jogadoras contumazes?

Quais as causas da avareza?

Todas estas são questões sistêmicas que podem ser "trabalhadas e olhadas" em uma constelação .
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Muitos cliente chegam buscando respostas e alternativas para uma mudança na sua relação com a prosperidade ( financeira, emocional, nos relacionamentos...) e ao deparar-se com a importância de dar um lugar de amor aos pais, ficam muito insatisfeitos e imediatamente, perguntam:
- O que tem a ver meus pais com minhas dificuldades financeiras?
Mas...todo sucesso , na vida, passa pela aceitação dos pais, como eles são. 
Reconhecendo nosso lugar no sistema, vemos que somos uma soma de muitas histórias. E todas elas são sintetizadas por nossos pais e na vida que eles passam para nós. Eles são o vínculo maior com o nosso sistema e nossa força. É através deles que acessamos tudo que veio antes e nos construiu.

Percebendo isso, podemos reconhecer que uma parte fundamental da nossa caminhada é a boa qualidade do vínculo com nossos pais. É uma ponte que liga os dois lados fundamentais do nosso sistemas: Nós (presente e futuro) e nossos antepassados (nossa história).

Imagine o seu sistema como uma inteligência que está sendo construída há muito tempo. Através de muitas décadas, pessoas neste sistema se desenvolveram para trabalhar, cuidar, aprender novos ofícios, além do desenvolvimento natural que cada indivíduo tem a oportunidade ao caminhar nesta vida.

A cada geração, os integrantes que chegavam recebiam um pouco mais que a anterior. Conhecimentos e inteligências eram compartilhados, riquezas (abundantes ou não) eram reinvestidas nos novos membros do sistema. Pais e mães cuidadosos – dentro do seus limites – que carregavam as novas gerações adiante.

Esse movimento entre gerações chegou até nós, através dos nossos pais. Eles nos passaram a vida e foram testemunhas e incentivadores dos nossos primeiros sucessos. É através deles que podemos acessar tudo o que veio antes. Nesse acúmulo de experiência que é a nossa história, reside nossa maior força.

Consequentemente, se não "tomamos" nossos pais , exatamente como são...não tomamos a nossa história e tudo que foi construído para que chegássemos até aqui! Caminhamos na vida praticamente sem nada...

Então, o que acontece quando interrompemos ou não aceitamos este vínculo? Primeiramente deixamos de acessar todo o fluxo da nossa história. E quando interrompemos este fluxo, nossa sensação de pertencimento fica fragilizada, trazendo um vazio na nossa vida.

Muitas pessoas sentem isso e buscam em experiências externas aquilo que realmente falta. Nós somos a soma de nossos pais, somos constituídos pelo material deles, passados a nós por eles. Se os negamos ou negamos sua história, estamos em um nível mais profundo, negando a nós mesmos.

A dualidade deste sentimento é um peso para qualquer indivíduo. Por isso, o caminho da cura passa pelo pai e pela mãe, e pela inclusão destes no coração e na vida de cada um. Ao restabelecer o fluxo, recebemos o presente do pertencimento, de encontrar nosso lugar. Nos encontramos e podemos seguir adiante, com as peças da nossa história cada uma em seu lugar.
Boa semana
Tais

domingo, 8 de outubro de 2017

O homem que não sabe relaxar

Recebi uma missão difícil do meu terapeuta: olhar para o ócio. Olhar para o estado do “não fazer nada”. Recomendou-me até a leitura do Ócio Criativo, de Domenico De Masi, coisa que iniciei ontem mesmo, afinal, fazer é comigo mesmo! Até ler sobre o não-fazer está valendo! Não sei parar, e embora pare muitas vezes, estou sempre “fazendo” algo, mesmo que seja planejando minhas viagens na maionese. Tudo tem que ter um sentido: a volta no parque é para emagrecer. As viagens é para me inspirar. A meditação é para acalmar a mente. A oração é para falar com a espiritualidade. O que escrevo é para levar conteúdos aos leitores. O meu trabalho é uma missão. Tudo precisa ter um sentido!

Walfredo detectou, na minha fala, diversos adjetivos pesados, quando eu me referia ao estar neste lugar “do não-fazer”. Inútil. Sem sentido. Aborrecido. Desconfortável. E enquanto ele desfilava algumas possíveis razões para eu não saber lidar com este estado natural de relaxamento e prazer – relaxamento e prazer? Que é isso? – sentado na confortável poltrona do consultório, pulavam em minha mente imagens do Alex, pequenino, brincando no quintal da casa em Suzano. Horas e horas devaneando, mexendo com meus soldadinhos e o forte apache, conversando com o meu cachorro, olhando os movimentos das formigas no formigueiro e conversando com elas, sentindo o ar e a brisa no meu corpo, vivendo um mundo prazeroso, dentro de mim mesmo, e…

– Alexandre! Alexaaaaannnndreeeeee!!! Venha já pra dentro! Você não fez as lições? Limpou o banheiro? Já se arrumou? É uma lentidão, você, heim? Quanta indolência! Se apresse, mariquinha!

Vovó, com a gentileza que não lhe era característica, me tirava do estado de deslumbramento comigo e meus mundos, para jogar-me cruelmente no mundo daqueles que fazem alguma coisa. Limpar banheiro? Que merda! Lição… para quê? Trocar de roupa? Eu só estou com esta faz dois dias!

E eu lutava bravamente para permanecer no meu mundo interno. Sentava na mesa, abria o caderno e os livros, mas devaneava, devaneava, devaneava…

– Alexaaaannnndreeee!!!! Eu não aguento mais a sua preguiça!!! Você não vai jantar, enquanto não acabar estas lições!

Entre no sentimento desta cena…

Esta era a instrução de Walfredo, o terapeuta. Sentir? Sim!

Bem… sentia-me extremamente invadido. Talvez pela primeira vez eu validei que eu sentia PRAZER em estar neste lugar interno. Era muito bom! Eu viajava, era criativo, o melhor de mim aflorava nestes momentos. E não somente vovó, mas vovô e meu irmão, dia-a-dia, iam desconstruindo o menino sonhador e feliz que vivia dentro de mim.

– Vagabundo! Você é burro mesmo! Lerdo! Não aprende nada! Idiota! Você é estúpido!

Os adjetivos proferidos por eles eram rudes, duros… êpa, pera lá! Tão duros e semelhantes aos adjetivos que comecei a disparar, aos cinquenta anos de idade, ao me referir aos momentos de ócio. Essa fala não é minha. É deles! Eles mataram a minha criança sonhadora, e eu aceitei! Pelo menos é o que minha criança ferida diz.

– Vem uma tristeza profunda, Wal. Depois raiva, e sentimento de vingança. Um dia eles vão ver só! Sim! Lembro-me que aos 11 anos, parece que virou uma chavinha na minha mente, e eu resolvi mostrar o quanto eu podia ser aquilo que eles queriam que fosse… e muito melhor que eles, um bando de fracassados – dois velhos e um cara desequilibrado! Passei a perceber a lógica de tudo. Comecei a ganhar os jogos de xadrez do vovô e do meu irmão mais velho. Na escola, passei a me destacar. Não um gênio, mas bom em muitas coisas. E embora isso impactasse a minha família, continuei sentindo que não era validado. Por nenhum dos três: vovô, vovó e meu irmão. Eles pararam de me xingar, mas não vinha elogios… Quanto mais os anos passavam, mais ódio eu tinha. Lerdo?!? Vocês vão ver só….

Estava criado o pacto de vingança… Eu não posso mais relaxar, viajar nos meus mundos, ter prazer. Tenho que ser competitivo e fazer coisas com sentido. Para esfregar na fuça de vocês, que me humilharam…

“Foque na vergonha que você ainda tem de si mesmo. Por que você precisa ser tão importante? Porque você é inseguro. Por que você é inseguro? Porque existem partes de você que ainda não aceitou, e tem vergonha. Procure identificar essas partes que você ainda tem vergonha. Tenha coragem de se olhar no espelho. Aí você tem uma pista de onde você foi bloqueado. Onde a sua espontaneidade e a sua inocência foram bloqueadas. Onde houve uma cisão com o Eu divino.

Eu estou falando de traumas e choques de exclusão, humilhação, abandono e rejeição. Esses sentimentos dos choques estão ali: o medo, a humilhação, revolta, mágoas… Ainda estão no seu corpo emocional. Por que eu estou afirmando que esses sentimentos ainda estão no seu corpo emocional? Por conta dos condicionamentos mentais que geram as repetições negativas”, diz Prem Baba, liderança espiritual que utiliza a psicologia para abrir caminhos em direção ao Eu real que habita a todos.

Qual repetição negativa está ocorrendo na minha vida, hoje? A dificuldade de relaxar e curtir a vida, como ela é. A sensação de que eu tenho sempre que fazer “algo importante”… e que não posso parar. Não posso relaxar. Não posso curtir as coisas como elas são, mesmo que eu não faça absolutamente nada.

Resgatando a criança sonhadora

Eu era feliz. Sim, eu era muito feliz! Não precisa de nada. Um formigueiro. Meia-dúzia de bonequinhos. Galhos, terra. Meu cachorro. O cantar dos pássaros. Minha Caloi. A bola de couro com as “orelhas” descoladas. Não queria a presença deles. Era só eu. Para que família, se eles são tão loucos e corrosivos? Eu me basto! E me bastava…

Talvez por isso criei aversão a estar muito profundamente ligado à família. Curto um pouco, dou uns sorrisinhos, e quero mais é ir embora. Mas estes anos todos, fugir não aliviou a minha dor de não curtir a vida. Bebi muito, fiz e faço muitas viagens, parti para o vício no trabalho e do fazer, fazer, fazer… e hoje descobri que todas as distrações e vícios foram colocados para anestesiar a dor do assassinato da minha criança sonhadora. E feliz. E quem a matou… fui eu!!!

“É fácil entender porque o ego interpreta a felicidade, o amor e a paz espiritual como seus inimigos: porque quando desfrutamos desses estados de ânimo, experimentamos nossa essência espiritual. Nesses momentos, vemos um mundo muito distinto daquele que nosso ego nos proporciona. Perdoar é fácil quando vemos o mundo através dos olhos do amor, na medida em que resulta claro que as respostas buscadas ao longo de toda nossa vida podem ser encontradas ali, e não, como supõem o ego, nas coisas externas”, explica Gerald Jampolsky, no livro El perdón.

Aquele Alex era feliz. E é feliz. Foi o que senti, enquanto ia, lentamente, me vendo brincando, sonhando, jogado ao nada, naquele quintal, nos fundos de casa.

O Alex que me transformei conquistou muito. Aprendeu, competindo, chegando longe, conseguindo adquirir coisas, a ser um bom cumpridor de tarefas. Aprendeu a fazer a lição de casa, a limpar o banheiro, manter as roupas arrumadas, como vovó queria. E hoje ele é muito competente nessas tarefas. E dezenas de outras. Mas vovó não poderá aprovar. Nem vovô. Nem meu irmão. Estão todos mortos.

Agora eu posso deixar a mesa da cozinha, e retornar ao quintal. Sozinho. Não há ninguém que vá me impedir. As lições estão feitas, a casa arrumada. Eu obedeci vocês, minha família. Conquistei um lugar ao sol. Sou um grande profissional. Tenho filhos. Uma esposa maravilhosa. Dívidas pagas, dinheiro guardado. Um caminho espiritual trilhado. Mas a minha felicidade não está nas minhas conquistas.

Saio pela porta da cozinha. O mato tomou o quintal. As paredes do muro, em ruínas, descascadas, quase não se seguram em pé. O cachorro não vem mais pulando ao meu encontro. Ele também morreu. Revolvo o mato. Sim! Há formigas! Elas não foram embora! Muitas delas… e algo meio esquisito, um torrão de barro disforme, me chama a atenção. Me abaixo, abro o mato que me atrapalha. Seguro esta… pedra? Não… A ponta de uma espada de plástico se mostra, saindo das placas de terra. O meu general Custer também está lá… Sento-me ao chão… Começo a limpar, devagar e carinhosamente, a terra endurecida, em volta do “meu comandante”… Piranga, meu cachorro collie, vem correndo, enorme e babando, e pula nas minhas costas…

Alex Possato
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domingo, 1 de outubro de 2017

Seu relacionamento está em crise? Quer resolver? Comece por você!

 
Como está o relacionamento com seu parceiro? E como está sua relação consigo mesmo? O que um tem haver com outro? Tudo! Enquanto você não aprender a identificar suas necessidades emocionais que não foram supridas nos primeiros anos de vida, tenderá a buscar isso nos relacionamentos. Calma… Isso acontece de forma inconsciente, mas precisa saber disso para começar a identificar.

Parece que quando amamos, nós deixamos de lado e só vemos o ser amado. Fazemos de tudo para agradá-lo e, ainda assim, parece que nunca conseguimos. Mas será que agir assim agradar você? Provavelmente, não! Antes de agradar ao outro, tem que saber agradar a si mesma! Conhecer-se mais! Identificar suas necessidades emocionais! Conhecer suas crenças ! Como fazer isso? O mais indicado é buscar um profissional de confiança e iniciar um processo de auto conhecimento.

Mas também podem começar sozinho. Pense por alguns minutos na suas lembranças de infância. Quais são? Se encontrasse com sua criança agora, o que ela pediria?… Pense sobre isso e como suprir suas necessidades. O que tem feito por você?  O que gosta de fazer? O que está impedindo de fazer mais por si mesma? É, muita coisa para pensar!

A falta de diálogo com o companheiro é uma das causas mais comuns de conflitos e o caminho mais certo para uma separação. Em geral, as pessoas não tem o hábito de conversar consigo mesmas, então, como irão conseguir se comunicar com outro? Sim, converse muito com sigo mesma, pode ser escrevendo tudo que sente e refletir depois. Vai ajudar muito a organizar a sua mente se conhecer melhor.

Outro fator que pode interferir muito no relacionamento e também tem  a ver com os primeiros anos de vida são as repetições de padrões. O inconsciente e tende a repetir tudo que viveu, ainda que sejam mostrados.
E sendo assim você pode estar vivendo exatamente aquilo que nunca mais queria te ver. Pense como era seu ambiente na infância. O que prevalecia? Tinha diálogo ou violência ?  Passo ou brigas constantes? Você sofreu algum tipo de abuso? O que sentia? Será que está vivendo/sentindo no seu relacionamento atual?

Ainda temos as crenças, que podem limitar e também são aprendidas nos primeiros anos de vida. Se você ouvia constantemente: "casamento é para sempre ou em nossa família nunca teremos divórcio", poderá ter muita dificuldade em se separar pela crença aprendida muito cedo e ficou gravado em seu inconsciente, e que como já sabe agora, ele tenderá repetir como verdade absoluta. Quais eram as frases que eu ouvia e que podem estar lhe impedindo de agir como deseja? Crenças precisam e devem ser atualizados. Quais são as suas?

Como pode perceber, uma crise no relacionamento pode ter várias causas, que podem ter origem na sua história de vida. Para identificá-las é preciso muita coragem para olhar para o que tem lhe machucado e por medo do que pode ser identificado, você ignora como se nada estivesse acontecendo. Resultado: foge da verdade trabalhando mais, comendo mais, dormindo mais, envolvendo-se em relações passageiras sem vínculos. Ou seja, fará de tudo para evitar pensar e principalmente sentir. E se continuar a ignorar o que sente, os conflitos começam a se acumular, a crise sem instala e poderão surgir sintomas físicos. Assim, vai se machucando, acumulando mágoas e ressentimentos, sentindo como se não fosse digna de ser amada. Mas será que tem que ser sempre assim? Não, com certeza não!

Lembre-se: " Ha três possibilidades de mudança na relação: o eu, o outro, a relação. A única que depende exclusivamente de você é o eu! O outro depende dele. A relação, dos dois".
Rosimeire Zago
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Bert Hellinger nos traz a imagem de que a cada novo relacionamento, entramos com “menos”. Já deixamos “coisas” com os parceiros que vieram antes, e por isso temos menos à disposição, somos capazes de dar um pouco menos a cada novo relacionamento.

É importante salientar, porém, que esse é um movimento da alma, não se relaciona com bens ou coisas concretas e sim com a disponibilidade interna (de alma e coração) para se relacionar. Por isso, é mais fácil terminar um segundo relacionamento em comparação com o primeiro…e, sucessivamente, a cada novo relacionamento há menos vinculação e mais fácil se torna a separação.

Aqui, não entra qualquer juízo de valor, de certo ou errado. Apenas se mostra uma lei que atua sobre todos e que, independente de nossa vontade, age sobre nós.

Dar-se conta destas leis que foram observadas por Hellinger, nos ajuda a perceber muitas das nossas atitudes quando estamos nos relacionando. Principalmente para quem está no segundo ou terceiro relacionamento, compreender como elas atuam pode nos ajudar a compreender e dissolver conflitos com um parceiro, por exemplo.

Quando duas pessoas não conseguem separar-se civilizadamente, isso acontece, às vezes, porque não souberam tomar plenamente um do outro aquilo que lhes foi oferecido. Devem, pois, dizer-se “Recebi o que de bom me deste e vou guardá-lo como um tesouro. Tudo o que te dei, dei-o com gosto, portanto, guarda-o também.
Assumo a minha parcela de responsabilidade pelo que saiu errado entre nós e deixo-te a tua. Agora partirei tranquilo”. 
Se conseguirem dizer isto com sinceridade, podem separar-se em paz.

Muitas vezes os parceiros agem como se a sua participação no relacionamento fosse como a associação a um clube, associação livremente escolhida e que pode terminar livremente. Mas a consciência secreta e infatigável que zela pelo amor ensina outra coisa. Se fossemos livres para cancelar as nossas parcerias, a separação não magoaria tanto.
Numa parceria séria de iguais, estamos ligados um ao outro e não podemos separar-nos sem sofrimento e culpa.
Pensem em seus relacionamentos anteriores com amor ( mesmo que ainda doa), respeito e "tome-os" como foi...do jeito que foi...
Muda muita coisa ter este olhar!
Boa semana
Tais