domingo, 20 de agosto de 2017

Dificuldades para conseguir um trabalho.

A pessoa que quer trabalhar e não consegue está excluída da sociedade. Do ponto de vista da terapia sistêmica, que olha para as dificuldades das pessoas considerando que ela faz parte de vários sistemas (familiar, religioso, de uma organização, do seu país etc.), trata-se de uma pessoa que está vivendo uma situação de exclusão.

Segundo o teórico Bert Hellinger, isto significa que esta pessoa pode estar seguindo a um excluído do seu sistema familiar (um antepassado ao qual inconscientemente somos leais, numa dinâmica denominada de ”lealdades ocultas”).

Por que razão isto acontece? 

O biólogo escocês Dr. Rupert Sheldrake explica este fenômeno como sendo resultado de campos morfogenéticos, que são campos não físicos que exercem influencia sobre sistemas que apresentam algum tipo de organização inerente. São campos de formas, padrões, estruturas ou propriedades organizativas. Segundo ele, estes campos permitiriam a transmissão de informação entre organismos da mesma espécie como se dentro de cada espécie do universo, existisse um vinculo que atuasse instantaneamente em um nível sub-quântico, fora do espaço e do tempo. De acordo com esta teoria nossa consciência, pode perceber instantaneamente e influir instantaneamente sobre qualquer parte do universo.

A observação e o trabalho desenvolvido por Bert Hellinger demonstram que os sistemas são regidos por três leis que ele denominou de “leis do amor”. São ordem ou hierarquia, pertencimento e equilíbrio entre dar e receber amor e danos. Quando em um sistema estas “leis” não são respeitadas pelos seus membros, em algum momento, são criadas desordens que deverão ser compensadas para a preservação do mesmo.

A compensação destas desordens terá que ser realizada por um dos membros mais jovens do sistema que, por “amor”, tomará a si ou receberá da consciência familiar ou de algum ancestral (inconscientemente) a incumbência de equilibrar esta desordem. Às vezes trata-se de para compensar um dano que algum ancestral cometeu e não assumiu. Assim sem saber uma pessoa pode estar “presa” ou “emaranhada” em uma lealdade oculta, vivendo sem saber como um ancestral, a exclusão, a rejeição, o sentimento de não pertencimento. Outras vezes é sinal de uma intrincação grave. A pessoa estará emaranhada em um campo mórfico de fracasso ou de morte.

Se alguém tiver fidelidade a uma exclusão não será visto por seu entorno por mais que trabalhe. Se estiver vinculado a um dano não assumido não verá resultado por mais que trabalhe.

Para ser bem sucedido e ter trabalho um homem primeiro deve pagar sua divida com o país. Sua força está aí. Caso seus pais tenham vindo de outros países e algum desses países necessite agradecimento cabe a este descendente viver este agradecimento.

No caso de casais a esposa é o centro da família e devolve o que recebeu dos pais dando à sua família. Quando se entrega a isto com amor, o Sistema Familiar lhe apoia na realização profissional.

Se a pessoa também rejeitar sua mãe ou seu pai ou ambos, se negar a assumir a vida como ela é, ou não quer estar no estado adulto, só no infantil, no vitimismo no medo, também terá dificuldades para conseguir trabalho e realizar-se profissionalmente.

Tomar o pai incondicionalmente nos permite dizer sim à realidade, ter força e realização profissional. O êxito na vida vem através da mãe, da mesma forma que a saúde, o amor e a abundancia. Da maneira como tratamos nossa mãe tratamos a vida e da mesma maneira ela nos responde.

"Quando abraçamos aos nossos pais juntos internamente (pai e mãe) temos tudo. Nossos projetos e empresas são expressões da nossa vitalidade e da nossa participação a serviço da vida. Nossa maneira de viver a compensação adulta, de oferecer algo criativo ao sistema familiar, às novas constelações e em especial as constelações quânticas destacam nossa responsabilidade pessoal. Uma vez que olhamos, honramos e agradecemos o problema que surge em nossa vida temos a liberdade de continuar vivendo com o que nos cabe, direcionados para a vida como ela é com toda a nossa força".(1)

As crises e os problemas são indicações do que precisamos fazer para mudar, para mais consciência e mais vida. Eles surgem quando nos distanciamos da sintonia com a vida ou quando desrespeitamos uma ou várias das ordens do amor.

Através da ferramenta fenomenológica da constelação familiar é possível identificar se as dificuldades e bloqueios de uma pessoa resultam de uma lealdade oculta ou de um emaranhamento ou de uma dificuldade em tomar aos pais como são. Sem queixas, sem criticas. E iniciar o movimento de cura que deverá vir da decisão da própria pessoa em mudar.

Marcia Paciornik
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O mais rico nas constelações familiares é ter a possibilidade de "ver", compreender, e partir para uma mudança.
Às vezes o cliente permanecia muito tempo em terapias convencionais e não alcançava o "ponto" que precisava ser "olhado e modificado".
A constelação é a manifestação do inconsciente, com tudo que ali está registrado... e ela nos permite perceber o que há e que precisa ser modificado em sua estrutura atual!
Não há mágica...todas as respostas é o cliente que as tem, porém não sabe que tem. O constelador é o peça menos importante na solução: ele é apenas o facilitador. A permissão, a mudança e a concretização dos objetivos de vida é do cliente.
Se gostou ou tem alguma duvida ou questão por favor nos envie seus comentários ou perguntas. Um abraço. 
Tais

domingo, 13 de agosto de 2017

Pai: o caminho para o mundo


Olhe para seu pai e perceba: há um convite na sua mão estendida. Pais nos levam para o mundo, apresentam oportunidades, complementam nossa coragem quando necessário. Nos fazem seguir em frente.

Pais são nosso símbolo máximo de autoridade, e talvez por isso, muito incompreendidos e julgados, para que possam nos prover de segurança e disciplina.

Nos permitem crescer, mesmo que para isso arrisquem o papel de heróis, que nós filhos, tão infantis no nosso amor, desejamos.

Pais são heróis, mas não pelos motivos que acreditamos. Em tudo que fazem há uma disposição para cuidar, prover e ajudar a crescer. São heróis por suportarem o limite que precisamos, mas não queremos enfrentar. Se aceitarmos, teremos o melhor ambiente para crescer. Se não, a vida o fará com menos carinho.
Um pai e uma mãe

Há, com certeza, algo especial em como um pai e uma mãe se complementam. Seus papéis podem variar, mas não existe um pai sem haver uma mãe e vice-versa. A concepção precisa destes dois papéis.

Enquanto a mãe alimenta, o pai cuida da segurança. Num primeiro momento, o trabalho mais pesado é da mãe. É de quem o filho mais precisa nos primeiros anos.

Mas o tempo passa, e garantida a sobrevivência dos primeiros anos, será o pai que guiará o filho para o mundo, para a descoberta, para o vôo.

Pais são nossos referenciais para o masculino. Para um filho homem, é onde ele encontra a força para ser o que seu papel permite. Através da vivência com o pai, um garoto cresce e vive o que há de mais poderoso no mundo masculino, e aos poucos vai encontrando sua identidade e suas possibilidades. 

O mesmo ocorre com a filha mulher, com a diferença que após os primeiros anos com a mãe, a filha deve ir para o pai, aprender a caminhar no mundo e então, voltar para a mãe, onde ela deve tomar todo o feminino que precisa para seguir adiante.

Nos dois casos, o pai é essencial para o bom desenvolvimento dos filhos e para que o movimento deles para o mundo seja realizado com sucesso.

O Pai, por Bert Hellinger
(trecho adaptado do material da Hellinger LebenSchule)

Dentro do sistema familiar, o homem e a mulher têm prioridades iguais. Eles criam a família juntos, eles são equivalentes.

Em relação aos filhos, o homem e a mulher são igualmente grandes. Porém é dentro da mãe que começa a vida. Dentro dela somos concebidos, dentro dela nós crescemos. Ela é tudo pra nós, com ela experienciamos a unidade, até que nascemos. 

O que então ainda resta ao pai?

Bert Hellinger diz: 

“Somente na mão do pai a criança ganha um caminho para o mundo. As mães não podem fazê-lo. O amor dele não é cuidadoso nesta forma como é o amor da mãe. O Pai representa o espírito. Por isso o olhar do pai vai para a amplitude. Enquanto a mãe se move dentro de uma área limitada, o pai nos leva para além desses limites para uma amplitude diferente.”

Para ajudar a compreensão, descrevemos aqui uma imagem sugerida pela consteladora do Ipê Roxo, Maria Inês Araujo Garcia da Silva em um dos nossos cursos de formação. Ela disse: 

“Para percebermos a diferença da forma como o pai e a mãe lidam com o filho basta imaginar um passeio com as crianças num parque, por exemplo. A mãe, preocupada e cuidadosa, a todo o tempo fala para o filho: ‘não suba na árvore’, ‘cuidado para não cair’, ‘não corra’… E sim, desta forma realiza com grande eficiência seu trabalho de cuidar dos filhos. O pai, ao contrário, ao chegar em um ambiente assim, verifica os possíveis riscos e se coloca de uma forma a preservar o filho longe deste lugar perigoso. Atento, o deixa livre para explorar.”

Essa liberdade é necessária para que o filho possa perceber o mundo, e mais tarde caminhar para a vida de forma completa.

Por isso o progresso vem principalmente do pai. Quando a mãe quer manter os filhos longe do pai, ela os mantém longe do progresso. O movimento vai através da mãe para o pai e através do pai para o mundo. Assim o filho fica completo. 

Bert Hellinger
E os pais que nos foram difíceis? 

“Eu não consigo aceitá-lo.”

Não aceitar ao pai é não aceitar a sua realidade, o que já compõe você. Nós como filhos, temos dificuldades de encarar os pais como os seres humanos que são. Imaginamos e esperamos deles coisas que atravessam o limite do justo e possível.

O pai, dentro do sistema familiar, tem o papel da ordem, da rigidez e da autoridade. No mundo, temos   uma   dificuldade   de  compre-
ensão com esse papeis. Quando este assunto entra em nossa casa, na figura de um homem do qual esperamos somente o amor idealizado na nossa mente, o conflito se instala.

Um bom caminho de volta aos braços do pai é ver o que verdadeiramente o move. O Amor escondido em atos de humanidade. É dar a ele o tamanho devido, não imaginário.

Hellinger nos instrui a deixar com os pais o que pertence ao destino deles, com tudo o que faz parte e tudo que faz falta. É necessário reconhecê-los como pessoas normais e comuns e que vieram de seus próprios emaranhamentos.

Aqui talvez valha olhar para si próprio e as dificuldades que não conseguimos resolver. Se estamos neste caminho de vida, em algum momento podemos nos tornar pai e mãe, e carregaremos para esta experiência o que nos compõe hoje, com todas as dores e amores. Nossos pais estiveram nesta mesma posição, por vezes influenciados por algo que não conseguiram escapar.

De uma coisa temos certeza: O filho que se alinha ao pai, idependente do destino que lhe coube, é mais apto e leve para seguir adiante. Com o tempo as peças se ajustam e o nosso caminhar prospera com ele no coração.
Fonte: Ipê Roxo - Instituto de Constelação Familiar
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Não podemos nos esquecer de que a vida é maior que os nossos pais. Quando alguém trata o pai ou a mãe como se fossem eles que nos deram a vida, surgem muitas dificuldades. É como se estivesse nas maos dos pais darem a vida que têm. Na verdade,essa é uma idéia maluca, que nos impede de soltar-se dos pais...
Devemos olhar para longe... "de onde vem a vida", tirando o peso dos pais! Isso , por um lado libera os filhos dos pais e possibilita-os tomar a vida de onde ela vêm; Com isso os pais recebem uma dignidade maior, porque estão conectados a uma longa corrente de gerações passadas. Isso libera tanto os pais como os filhos.
Esse "ato religioso" (como diz Bert Hellinger) de tomar a vida, é como fazer uma reverência e então tomá-la. Nesse momento deixo qualquer censura contra meus pais, deixando de ser relevante se houve culpa ou não.
Abrace seu pai, seja em pensamento, seja em lembrança, seja em gratidão! Ele é seu pai ( quer queira ou não).
Bom dia.
Tais

domingo, 6 de agosto de 2017

Física quântica e amor a tudo



Uma onda quântica de luz compõe-se de subidas e descidas, de fases positivas e negativas. De forma semelhante, as pessoas compõem-se de emoções positivas e negativas, de subidas e descidas de sua consciência. As mesmas leis governam ambas as coisas. As fases positivas de luz chamam-se pósitrons. As fases negativas chamam-se elétrons. Nenhuma destas fases por si mesma é luz; cada uma delas tem massa e participa no que se denomina densidade. Se uma onda de luz representasse a verdade, as fases positivas ou negativas sozinhas representariam verdades pela metade.

Quando as fases positivas e negativas juntam-se em perfeito equilíbrio, dão lugar à luz.
A luz não se movimenta através do espaço como um rastro contínuo brilhante, senão que vai e vem dentro e fora da existência, conforme salta de uma onda completa (um quantum) para a próxima. Entre os pontos de luz (fótons) encontram-se as partículas “médio-quânticas” positivas e negativas (pósitrons e elétrons).

Isso é um salto quântico: um salto desde um estado radiante de iluminação para o próximo.

Existe uma lei na simetria, na física quântica, que exclui qualquer estado isolado de “semi-quânticos” (pósitrons).Parece ser que no universo sempre existe um estado “semi-quântico” (elétrons) para equilibrá-lo.
Todos os fenômenos são universalmente quânticos totais. Ao estudar a lei mencionada, eu pensei: “isso quer dizer que não podem existir coisas como a felicidade sem tristeza, ou a tristeza sem felicidade”.

No meio das experiências positivas e negativas, entre o que gostamos e o que não gostamos, encontra-se o núcleo da experiência humana, que não é outra coisa senão o amor. O verdadeiro amor é uma síntese de dois aspectos de uma onda, e uma onda completa é luz, a qual, também, pode-se chamar “amor”. O amor é um estado quântico completo. Os físicos sabem que um estado quântico completo não possui massa nem carga, nem espaço nem tempo, que por definição é espiritual e incondicional.

A consciência é luz e nasce em estados quânticos completos. Deus é luz quântica completa.

Defino o amor como "a síntese, ou a mistura perfeita, de duas percepções dualistas,
a soma de todas as polaridades”. (…) Quando a felicidade e a tristeza se juntam formam o amor. (…), o positivo e o negativo, o elétron e o pósitron, todos eles são dualidades e quando se unem por completo são amor. Seja qual for a “…logia” que investiguemos todas conduzem à mesma essência: o amor, a teoria do campo unificado que penetra em cada ser humano e une-os a todos.

Para criar a luz é necessária a união perfeita das partículas positivas e negativas e, exatamente da mesma forma, precisamos de ambos os lados de cada acontecimento para alcançar sua verdadeira natureza, que também é luz. A luz no centro é amor incondicional; as ondas, ou partículas emocionais, são amor incondicional. Atraem o seu lado oposto, do qual precisamos para regressar ao centro, porém tudo é amor.


"A experiência descobrimento. 
Um novo e revolucionário método para a transformação pessoal.”
Dr. John Dermartini - Fonte: www.insconsfa.com
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Um homem que ama a si mesmo respeita a si mesmo e um homem que ama e respeita a si próprio respeita os outros também, porque ele sabe, ‘Assim como eu sou, os outros também são. Assim como gosto do amor, respeito, dignidade, os outros também gostam’. Ele se torna cônscio de que não somos diferentes, no que diz respeito ao essencial, nós somos um. 

O homem que ama a si mesmo desfruta tanto do amor, se torna tão contente, que o amor começa a transbordar, começa a alcançar os outros. Tem que alcançar! Se você vive o amor, você começa a compartilhá-lo. Você não pode continuar a amar a si mesmo para sempre porque uma coisa ficará absolutamente clara para você: que se amando uma pessoa, você mesmo, é um êxtase tão tremendo e tão belo, tanto mais êxtase está esperando por você se você começar a compartilhar seu amor com muitas pessoas!

Lentamente as ondulações começam a se expandir cada vez mais longe. Você ama outras pessoas; então você começa a amar os animais, os pássaros, as árvores, as pedras. Você pode preencher todo o universo com o seu amor. Um simples indivíduo é suficiente para encher todo o universo com amor, assim como um simples seixo pode encher todo o lago de ondulações – um pequeno seixo.
Boa semana
Tais

domingo, 30 de julho de 2017

Por que todo mundo deveria fazer terapia de vez em quando?

A terapia é uma boa ferramenta para poder analisar os nossos problemas a partir de outro ponto de vista. Os amigos podem nos dar conselhos, mas muitas vezes estes não são suficientes ou não são exatamente o que precisamos. É nesse momento que os psicólogos entram em cena. A sociedade está começando a admitir que a terapia não serve apenas para os loucos. Cada vez mais pessoas têm vontade de buscar na terapia uma contribuição que não conseguem encontrar em outro lugar.

Para pedir ajuda a um profissional da psicologia não é preciso estar louco nem fora de si. Pelo contrário, hoje em dia é bastante comum ir à terapia para melhorar e conhecer melhor o nosso interior. A terapia se transformou, para muitas pessoas, em um espaço onde é possível explorar suas luzes e suas sombras e aprender com elas. Não se trata de receber conselhos de alguém que não conhece você, mas de aprender a enxergar os seus problemas a partir de outra perspectiva.

Conceitos equivocados sobre a terapia
Muitas pessoas ainda continuam pensando que na terapia todo mundo se deita em um divã enquanto busca traumas na infância que podem explicar como a pessoa se sente agora. Outras acham que o terapeuta é uma pessoa que vai resolver os problemas do paciente sem que este tenha que fazer nenhum tipo de esforço. Também há aquelas pessoas que acreditam no oposto, que o terapeuta é um agente passivo na terapia, que se limita apenas a ouvir.

Essas ideias representam conceitos equivocados sobre como um psicólogo trabalha hoje em dia. A psicoterapia do divã se enquadra na psicanálise e nem todos os psicanalistas atualmente utilizam um divã. Nesse sentido, poderíamos dizer que, especialmente na Europa, a evolução da psicologia praticamente erradicou os divãs das consultas até transformá-los na exceção, não sendo mais a regra.

Os psicólogos não vão facilitar respostas, mas vão ajudar você a encontrá-las, inclusive alguns vão fazer perguntas que talvez você nunca se tenha feito e que podem (ou não) ser relevantes para o problema que você está enfrentando. Além disso, dependendo da situação, vão propor uma série de exercícios que podem ajudá-lo nessa tarefa. O mundo da terapia evoluiu muito e podemos encontrar correntes como a terapia cognitivo-comportamental, ou as terapias de terceira geração (mindfulness, terapia humanista, terapia sistêmica, etc.) que se utilizam do método cara a cara.

Por que é bom fazer terapia de vez em quando?
A terapia não é exclusivamente reservada para aquelas pessoas que têm transtornos mentais. É um bom recurso para todo mundo porque não somos invencíveis e, às vezes, precisamos de pontos de vista externos que possam nos enriquecer. Também não somos perfeitos, portanto, é provável que cometamos erros e não seria legal voltar a repeti-los.

“Frequentemente as pessoas dizem que ainda não encontraram a si mesmas. Mas o si mesmo não é algo que se encontra, e sim algo que se constrói”.
-Thomas Szasz-

Ir ao psicólogo é um ato de necessidade para muitas pessoas. Para outras não há motivos para ser algo obrigatório, mas não deixa de ser benéfico para a saúde mental e emocional. Na vida passamos por situações, traumas e momentos difíceis com os quais não precisamos lidar sozinhos. A psicoterapia nesse sentido sempre está disponível como um recurso que pode ajudar.

Razões pelas quais a terapia pode ajudar
É interessante analisar as diferentes razões pelas quais a terapia é um bom recurso para qualquer pessoa em momentos pontuais da vida, que não implicam necessariamente tristeza ou ansiedade. Vamos ver!

Alivia o sofrimento proporcionando novas perspectivas para ver o mundo
A terapia ensina estratégias para diminuir o mal-estar e a angústia. Além disso, não alivia apenas os sintomas, ela ajuda a entender como esses sintomas apareceram na sua vida e porque se mantêm. Por exemplo, não ajuda somente a diminuir a ansiedade, mas também a entender porque ela está presente nesse momento na sua vida. Dessa forma, você pode analisar a partir de outra perspectiva o que está acontecendo.

Protege sua saúde emocional para que você consiga entender melhor suas emoções
O processo terapêutico é um bom recurso para melhorar sua inteligência emocional. Ele se aprofunda na análise dos seus medos e das suas emoções reprimidas para trazê-los à tona e começar a expressá-los para, assim, não se configurarem mais como um problema. Por exemplo, se você sente medo de ficar sozinho, a terapia pode ajudar para que você compartilhe esse medo e comece a lidar de outra forma com a ajuda do psicólogo.

Convida a sair da sua zona de conforto
O que você já conhece nem sempre funciona. É por isso que uma boa terapia pode ajudar a explorar suas zonas desconhecidas e a lidar com a incerteza de uma forma mais tranquila. Por exemplo, imagine que você se sente mal por não ter amigos, mas não faz nada para mudar. Aprender a se abrir e a se expressar na terapia vai ser muito útil para, em seguida, tentar realizar novas atividades que vão proporcionar oportunidades de conhecer pessoas novas.

Ajuda a se distanciar dos problemas e enxergá-los de uma forma mais ampla
Quando estamos imersos nos nossos problemas, muitas vezes é difícil encontrar uma solução. Nesse sentido, o psicólogo pode ajudar você a ampliar seu leque de opções e, inclusive, a entender por que determinadas situações, por vezes positivas a partir de um raciocínio lógico, despertam rejeição. Por exemplo, se você tem um problema com um parente. Ao se colocar no lugar da pessoa, por meio de um “role-playing” na sessão, você vai conseguir entender melhor o conflito.

Permite conhecer melhor as diferentes partes de si mesmo
Nunca nos conhecemos completamente. Sempre há partes que podem ser exploradas e entendidas de uma forma melhor. Às vezes, temos maneiras de ser e de agir que podemos rejeitar de maneira consciente ou inconsciente. Por exemplo, em um processo de psicoterapia, você pode perceber quais partes de si mesmo você não aceita e começar a se reconciliar com elas.

Clareia a mente e permite ver o que é importante na sua vida
Frequentemente, nos ofuscamos tanto com o que está ruim, com o que não funciona, que nos esquecemos de valorizar o que realmente é importante na nossa vida, de aproveitar o nosso presente e os nossos afetos e pessoas queridas. Por exemplo, você pode estar tão envolvido no trabalho que se esquece do seu relacionamento com seu companheiro ou sua companheira. A terapia ajuda a relativizar seus problemas e dar valor ao que é importante.

Favorece o autoconhecimento e uma atitude compassiva
Entrar em um processo de autoconhecimento vai nos permitir tomar consciência de muitos pensamentos, emoções e atitudes das quais não tínhamos consciência. Por exemplo, às vezes nos tratamos mal e não percebemos. A terapia ajuda a: estimular a autocompaixão, ter mais paciência e ser mais compreensivo consigo mesmo.

Fortalece sua saúde mental prevenindo possíveis quedas emocionais
A terapia é um bom recurso para fortalecer a autoestima e recuperar a sintonia com nosso interior que costumamos perder no turbilhão do estresse diário. Na verdade, você já tem muitas ferramentas para enfrentar seus problemas, a terapia apenas vai ajudar a tomar consciência delas e a escolher qual é a mais adequada para cada momento.

Lembre-se de que é você quem escolhe seu destino e quem possui o leme para guiar o barco. Nesse sentido, você pode aprender a mantê-lo em rota ou navegar aproveitando o processo. Não tenha medo de pedir ajuda, não é algo que vai fazer você se tornar mais fraco. É exatamente o oposto.

Nunca é tarde para descobrir os benefícios da terapia e começar a aproveitar o dia a dia sem tanto peso nem dores de cabeça. A terapia funciona para todo mundo porque somos humanos, passamos por momentos difíceis na vida e não precisamos saber resolver tudo sozinhos. Compartilhar seu mal-estar e se beneficiar de um tratamento psicológico pode ser uma grande decisão, a longo prazo sua saúde mental vai agradecer.
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Eu ainda acrescentaria a Constelação Familiar e Organizacional como uma forma de terapia breve.
Ela proporciona a possibilidade de "ver"a manifestação do inconsciente do cliente, sua ancestralidade e emaranhamentos nos quais o cliente pode estar vinculado.
Por que breve?
Uma Constelação é tão abrangente e sanadora que muitas vezes, aquela dificuldade que acompanha o cliente há anos ( mesmo com muita terapia), pode ser resolvida. Mas sempre seguindo a verdade de que cabe ao cliente as mudanças. Nós, consteladores , somos apenas os facilitadores. A transformação cabe ao cliente.
Por exemplo,  em uma constelação o cliente me buscou porque não conseguia ter sucesso profissional. Ao colocar o tema, ele viu que a grande mudança na vida dele (profissional) teria que passar pelo perdão à mãe...e, ao final da constelação ele disse "se depender deste perdão, prefiro ficar assim"... 
É uma escolha, certo? Neste caso o facilitador nada poderá fazer. A constelação mostra, mas o movimento é do cliente.
O que ele pode fazer é buscar terapia ( aí com psicólogo, pois facilitadores de constelação não fazem terapia) para que o ajude a fazer as mudanças necessárias-passo a passo.
Excelente semana para todos!
Taís

domingo, 23 de julho de 2017

As feridas emocionais se propagam através dos laços familiares

As feridas emocionais se propagam através dos laços familiares
As feridas emocionais se estendem através dos laços familiares de forma quase implacável. São como uma sombra que se camufla nas palavras, no modelo educacional, nos silêncios, nos olhares e nos vazios. Até que alguém maduro e consciente detém o processo para dizer basta e fugir dessa teia de aranha.

Todos nós, em algum momento de nossas vidas, já lançamos uma pedra na superfície de um lago ou um rio. Imediatamente, quando esta cai e afunda, é gerada uma perturbação. As partículas de água variam a sua posição inicial e desenha-se na superfície o que se conhece como frentes de ondas.

Cada um tem a sua história, cada um sabe quanto lhe doem as suas feridas, seus vazios, seus cantos quebrados…

Se o impacto foi muito forte, serão geradas muitas ondas. São como o eco de um grito silenciado, como a própria metáfora de uma ferida emocional, a mesma que impacta sobre o membro de uma família para depois se estampar no restante das gerações com maior ou menor intensidade.

Foi Oscar Wilde quem uma vez disse que poucas esferas eram mais misteriosas e herméticas do que as famílias. Trancados no isolamento dos próprios lares, quase ninguém sabe com plena ciência o que acontece entre essas quatro paredes onde uma ou duas gerações de pessoas compartilham um espaço em comum e os mesmos códigos.

As feridas de uns impactam sobre os outros como ondas invisíveis, como fios que movem fantoches e como ondas carregadas de raiva que corroem as rochas das praias. Então, vamos falar de uma coisa complexa, dolorosa, e às vezes dilacerante.

A íntima arquitetura das feridas emocionais
Quando falamos da origem dessas feridas emocionais que são transmitidas ao longo dos laços familiares é comum pensar em fatos como abusos sexuais, violência física ou a perda traumática de um ser querido. De forma semelhante, também não podemos descuidar dos conflitos bélicos e do impacto que, por exemplo, terão todas as crianças refugiadas que a sociedade está descuidando nos limites de nossas fronteiras.

Contudo, mais além destas dimensões já bem conhecidas de todos, também se abrem “lacerações” emocionais causadas por outras dinâmica, por outros processos talvez muito mais comuns que as apontadas anteriormente. 
Ter crescido sob uma criação baseada no apego inseguro ou em um contexto baseado na contenção emocional gera, sem dúvida, diversas feridas e inclusive transtornos emocionais. 
Fazer parte de uma família onde a ira sempre está presente é outro responsável. São contextos onde abundam os gritos, as censuras entre os seus membros, a toxicidade emocional, o desprezo e a desvalorização constante. 
Outro aspecto que pode ocasionar um grande impacto no seio de uma família é o fato da mãe ou o pai viver mergulhado em uma depressão crônica e não tratada. A impotência, os códigos de comunicação e as dinâmicas estabelecidas entre pais e filhos deixam marcas permanentes. 

“As feridas emocionais são o preço que todos temos que pagar para sermos independentes.”-Haruki Murakami-

Os traumas e a epigenética
Conrad Hal Waddington foi um biólogo do desenvolvimento, geneticista e embriologista que criou um termo tão interessante quanto impactante. Falamos da epigenética, a ciência que se encarrega de estudar o conjunto de processos químicos que modifica o DNA sem alterar a sua sequência, e onde os traumas têm, sem dúvida, uma grande importância. Por exemplo: 
Sabe-se que quando uma criança está rodeada de um entorno de confusão, caos emocional e vulnerabilidade, experimenta níveis exorbitantes de estresse. 
Imediatamente, seus mecanismos cerebrais, endócrinos e imunológicos reagirão para encontrar um necessário equilíbrio, mas a longo prazo, ficarão saturados até desenvolver sérios efeitos secundários implacáveis: aumento do cortisol no sangue, taquicardia, enxaquecas, dermatite e até asma. 
Sabe-se, por exemplo, que a expressão do genoma, isto é, o fenótipo, mudará segundo as experiências estabelecidas com o ambiente (nutrição, hábitos, estresse, depressão, medos…) 

Desta forma, todas estas mudanças epigenéticas irão se refletir também nas novas gerações, a ponto do trauma pontual em uma pessoa afetar até 4 gerações posteriores.
As feridas emocionais e a sua abordagem

Já ouvimos falar que a dor faz parte da vida, que o sofrimento nos ensina e que é preciso perdoar para avançar. Na verdade, todas estas ideias têm importantes nuances que é preciso detalhar e inclusive reinterpretar.

Vejamos alguns aspectos em detalhe.

Não é preciso sofrer para aprender; de fato, o verdadeiro aprendizado nos é dado pela verdadeira felicidade. É ela quem coloca os fundamentos de um apropriado equilíbrio emocional, e ela também que nos coloca em contato com aquilo que realmente é significativo para nós. É por essas coisas que vale a pena lutar.

Não deixe que as suas feridas transformem você em alguma coisa que VOCE NÃO É.

Por outro lado, perdoar é uma opção, mas nunca uma obrigação. A reconciliação mais importante que teremos que realizar é com nós mesmos. Uma ferida emocional nos transforma em uma coisa que não nos agrada: em alguém que sofre, que se enxerga como frágil, pouco habilidoso, em alguém cheio de ira e rancor e que ainda é prisioneiro de quem o prejudicou. Devemos aprender a nos curar, a reconciliar-nos com nosso ser ferido para fortalecê-lo, cuidá-lo e atendê-lo…


Por fim, e não menos importante, é preciso dispor de estratégias adequadas e protocolos para detectar logo cedo as feridas emocionais das crianças. As escolas deveriam disponibilizar mecanismos práticos para detectar o quanto antes esses hermetismos ou essas condutas desafiadoras que com frequência escondem dinâmicas familiares problemáticas ou disfuncionais.

Não podemos esquecer que, apesar de nenhum de nós poder escolher nossos pais ou família em que nascemos, todos temos o pleno direito de ser felizes, de levar uma vida digna e com um adequado equilíbrio psicológico e emocional. Devemos lutar por isso.
Imagens cortesia de Balbusso Anna e Elena.

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Podemos observar nas Constelações, que uma família se comporta como se tivesse uma alma em comum. Por isso há uma compensação. Se, por exemplo, , um membro da família é excluído (independente dos motivos...), um outro, para compensar, assume o seu destino. Na família, atua, portanto, uma alma em comum, pode-se também dizer uma consciência em comum.

Muitas vezes as feridas emocionais são carregadas por muitas gerações, até que seja feita a inclusão...
O conhecimento da causa das doenças nas famílias e de sua cura provêm das constelações familiares. Através delas foi possível entender que muitas doenças estão relacionadas com emaranhamentos nos destinos de outros membros da família.
Bom dia e boa semana.
Tais

domingo, 16 de julho de 2017

Um pensamento alternativo para o momento atual




"O cansaço físico, mental e emocional que estamos sentindo é devido as novas frequências eletromagnéticas inteligentes que estão chegando do Sol Central.

Estas estão mexendo radicalmente em nossas estruturas físicas, emocionais e espirituais.

Como se fossemos apenas um aparelho de celular ligado a uma bateria de um imenso navio.

Há muita energia vindo do mundo espiritual. Sendo assim há a necessidade de estabilização.

O QUE FAZER?
Mentalmente:
Vibrar em alta ressonância, de preferência na mais alta energia possível, a energia da gratidão, da compaixão, da generosidade,da benevolência e do compartilhamento mútuo das ideias.

Evitar julgamentos alheios, pois não sabemos realmente o que cada um veio passar nesta vida.

Elevar o pensamento para coisas nobres ao invés de continuar compartilhando noticias fúteis e terríveis que teimam em multiplicar pela televisão e mídias sociais.

Faça diferente, encontre coisas boas nas pessoas e nas situações, elas existem, mas estão sendo esquecidas.

Pare de reclamar e comece a agradecer, a gratidão é a energia que moldará o novo mundo. Quando um pensamento ruim vier, compreenda-o e imediatamente neutralize com outro superior e positivo.

Quando um problema vier a sua mente, transmute a informação, procurando imediatamente a solução para ao mesmo e foque nesta.

Mude o foco, encontre coisas belas em você, em seu comportamento, pare de se mutilar energeticamente, todos nós temos coisas boas e virtudes.

Fisicamente:
Fazer exercícios calmos e concentrados, emitindo ao mesmo tempo que os faz, ondas azuis para todos os locais onde sente supostamente dor, desconforto ou fadiga muscular, transformando um simples exercício de alongamento e fortalecimento em um exercício vibracional quântico intensificado.

Beber bastante água mineral, de preferência aquela que sai direto das pedras , pois traz fragmentos minerais puros do centro da montanha, rochas e cristais.

Evitar alimentos industrializados e com condimentos exagerados.


Coloque para dentro do seu corpo coisas bonitas, saudáveis e que possuem vida.

Tomar sol e agradecer enquanto faz isso.

Mergulhar na água no mar ou na água de rio corrente para entrar na frequência nova da Natureza.

Espiritualmente:

Prestar atenção na intuição, pois esta está chegando com força e é a primeira informação que chega do mundo espiritual para adentrar em sua mente. Ouvir uma música boa, aquela que faz os pelos do seu braço arrepiar, pois esta é capaz de produzir a ressonância com seu espírito.


Prestar atenção nas inspirações, pois elas vêm pura e simples, caso contrário não conseguimos anotar o que é recebido ou fazer no exato momento em que ela chega, perdemos o contato e o espírito demora para trazê-la novamente.

Inspiração é algo que seu próprio espirito lhe envia, não é um espirito terceiro ou uma amparador, é você mesmo em manifestação futura e dimensão divina tentando conversar consigo mesmo.

Relacionamentos:
Não precisa mais gritar com ninguém, seu coração já não suporta mais gritos e discussões, ele só quer harmonia e entendimento, a época dos sofrimentos terminaram, quem ainda continuar nesta ideia passará por grandes provações.

Se for preciso se posicionar, posicione-se e faça o que precisa ser feito.

Trabalho:
Seu espirito não está mais querendo fazer o que não faz sentido e não preenche o seu propósito de vida.

Ele está forçando-o a entrar com força total no seu centro de sinergia, aquele que sintonia com as forças que vem do Universo. Se não mudar ou melhorar sua relação com seu trabalho sua vida vai ficando cada vez mais vazia, mesmo que através dele receba bastante dinheiro, nada disso poderá dar um sentido real para a sua existência daqui em diante.

Não se preocupe em encontrar o novo mundo, ele não é um lugar, mas sim uma frequência, um estado vibracional em que todos podem estar se assim o desejar.

O estado da gratidão pura e silenciosa.

Sintonia é o caminho, sintonia consigo mesmo.

Essa é a verdadeira espiritualidade que os mentores desejam de nós, pois estando completos e conectados, estamos em plena Sintonia com o Todo."

E lembre-se, está tudo na mais divina ordem!

Tenha fé, confie e tente olhar a vida com os olhos de um observador, com gratidão e amor..."
Autor desconhecido. Texto recebido por email junho/17
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domingo, 9 de julho de 2017

Pais-helicóptero’ estão criando filhos simplesmente 'inempregáveis'

 
Às vezes, a melhor forma de “estar presente” na vida dos filhos é não estar.

'Pais-helicóptero' são os pais que estão sempre girando em torno dos filhos. Praticamente os embrulham em plástico-bolha, criando uma corte de jovens adultos que têm dificuldade de ter um desempenho satisfatório no trabalho e em suas vidas.

'Pais-helicóptero' pensam que estão fazendo o melhor, mas, na verdade, estão prejudicando as chances de sucesso dos filhos. Em particular, estão arruinando as chances de que os filhos consigam um emprego e consigam mantê-lo.

"Pais-helicóptero' não querem que seus filhos se machuquem. Querem suavizar cada golpe e amortecer cada queda. O problema é que essas crianças superprotegidas nunca aprendem como lidar com a perda, com o fracasso ou com o desapontamento — aspectos inevitáveis da vida de todos.

A superproteção torna quase impossível que esses jovens desenvolvam a tolerância em relação à frustração. Sem esse importante atributo psicológico, os jovens entram na força de trabalho em grande desvantagem.

'Pais-helicóptero' fazem coisas demais pelos filhos, portanto, essas crianças crescem sem uma ética de trabalho saudável e sem habilidades básicas. Sem essa ética de trabalho e habilidades necessárias, o jovem não será capaz de realizar muitas das tarefas exigidas pelo local de trabalho.

'Pais-helicóptero' superprotegem seus filhos e os privam de qualquer consequência significativa por suas ações.
Com isso, eles perdem a oportunidade de aprender lições de vida valiosas a partir dos erros que cometem; as lições de vida que iriam contribuir para sua inteligência emocional.

'Pais-helicóptero' protegem suas crianças de qualquer conflito que possam ter com seus colegas. Quando essas crianças  não crescem, sabem como resolver dificuldades entre eles e um colega ou supervisor.

As pessoas resolvem problemas tentando coisas, cometendo erros, aprendendo e tentando novamente. Esse processo cria confiança, competência e autoestima. 'Pais-helicóptero' impedem que seus filhos desenvolvam todos esses importantes atributos que são necessários para uma carreira de sucesso.

'Pais-helicóptero' pensam que seus filhos devem vencer qualquer coisa. Todo mundo que participe de um evento esportivo deve ganhar um troféu. Todos devem conseguir uma nota de aprovação, mesmo que sua tarefa esteja atrasada ou malfeita.

Em um local de trabalho funcional, há apenas um vencedor de uma competição, e apenas um trabalho de alta qualidade é recompensado. Se as crianças crescem pensando que independentemente do que façam irão vencer, não perceberão que, na verdade, têm de trabalhar duro para conseguir ter sucesso.

Esses jovens mimados ficarão arrasados quando continuarem perdendo competições, se saindo mal em entrevistas ou sendo demitidos de seus empregos. Não entenderão quanto esforço é realmente necessário para ser um vencedor no mundo do trabalho.

Esses jovens carecem de competência e ação por nunca terem tido de resolver um problema ou completar um projeto sozinhos. Esperam que outros façam essas coisas para eles, assim como seus pais sempre fizeram. Em essência, não podem pensar ou agir por si mesmos.

A criação-helicóptero inculca uma série de atitudes negativas nas crianças.
Elas crescem com grandes expectativas de sucesso, independentemente de quanto tempo ou energia investem, e sentem que merecem tratamento preferencial — sendo que nenhum dos dois comportamentos cai bem com seus colegas ou chefes.

Em uma entrevista de emprego, os futuros empregadores podem ser dissuadidos pela atitude excessivamente egocêntrica de um jovem ou alarmados por sua falta de habilidades básicas.

A aura de ignorância e incompetência de um jovem, combinada com expectativas de recompensas imediatas e substanciais sem relação com o desempenho, pode ser o beijo da morte em qualquer entrevista para um bom emprego.

Quando os pais decidem acompanhar seu filho de 20 e poucos anos em uma entrevista de emprego, isso mina qualquer confiança que um empregador possa ter nesse funcionário em potencial. "Por que", os empregadores podem se perguntar, "alguém procurando emprego precisaria trazer a mamãe ou o papai na entrevista, a menos que esse jovem seja mais uma criança do que um adulto?".

Mesmo de pequenas maneiras, os 'pais-helicóptero' paralisam seus filhos. A criança adulta de 'pais-helicóptero' vai fazer sua pausa para o café e então sair da copa sem ter limpado sua sujeira ou lavado sua xícara. Podemos imaginar como isso causará ressentimento entre seus colegas.

Esses jovens esperam que "alguém" limpe sua coisas, da mesma forma que sua sujeira foi sempre limpada quando eram crianças. Não percebem que já não há ninguém os seguindo, limpando sua sujeira, seja física, interpessoal ou profissional.

Barb Nefer, em um artigo publicado no site WebPsychology, diz que a geração do "milênio está sendo fortemente atingida pela depressão no trabalho. Um em cada cinco trabalhadores [20%] já sofreu de depressão no trabalho, comparado a 16% da Geração X [nascidos entre 1960 e final dos anos 70] e dos 'baby boomers' [nascidos entre 1943 e 1960]".

Nefer destaca que, de acordo com um "'white paper' da Bensinger, DuPont & Associates, os 'millennials' têm desempenho inferior no trabalho e índices mais altos de absenteísmo, bem como mais conflitos e incidentes de advertência por escrito", fatores que "podem afetar o desempenho no trabalho".

De acordo com um artigo de Brooke Donatone publicado pelo Washington Post, uma nota de 2013 na revista "Journal of Child and Family Studies revelou que universitários que tiveram criação-helicóptero relataram níveis mais altos de depressão".

O artigo do Washington Post também destaca que uma "criação intrusiva interfere no desenvolvimento da autonomia e da competência. Por isso, a criação-helicóptero leva a uma maior dependência e menor habilidade de completar tarefas sem supervisão dos pais".

Às vezes, a melhor forma de 'estar presente' na vida dos filhos é não estar.

Os artigos acima deixam claro que a 'criação-helicóptero' está contribuindo para um crescente índice de depressão entre jovens bem como para uma incapacidade de ter um desempenho otimizado no local de trabalho.

Se você é um pai ou uma mãe que quer que seus filhos sejam bem-sucedidos na carreira quando adultos, precisa estar ciente de quaisquer tendências relacionadas à criação-helicóptero em você ou em seu parceiro.

Amar seus filhos significa guiá-los, protegê-los e apoiá-los. Não significa sufocá-los, superprotegê-los ou fazer tanto por eles que nunca aprendam a pensar por si mesmos, a lidar com desafios ou com o desapontamento e fracasso.

A coisa mais amorosa que você pode fazer como pai ou mãe é dar um passo atrás e deixar seu filho cair, se preocupar e resolver as coisas sozinho. Às vezes, a melhor forma de "estar presente" na vida de seu filho é não estar. É assim que você os capacita a desenvolver confiança, competência, autoestima e inteligência emocional.

Hoje os jovens precisam de pais que os ajudem a se tornar adultos úteis. Isso significa girar menos em torno deles e embrulhá-los menos em plástico-bolha e empoderá-los mais para que façam coisas por si mesmos, resolvam coisas por si mesmos e aprendam a lidar com as dificuldades, tudo por si mesmos.
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*Este texto foi originalmente publicado no HuffPost Canada e traduzido do inglês
Marcia Sirota - Psiquiatra, palestrante e coach
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domingo, 2 de julho de 2017

Depois de uma Constelação Familiar


 Durante os dias seguintes à sua constelação, você estará em um período de sensibilidade e emotividade intensificadas, com a memória e o inconsciente muito abertos, como se você estivesse energizado ou em um estado alterado de consciência. Por esse motivo, é muito aconselhável, durante estes dias, uma terapia energética (crânio-sacral, acupuntura, polaridade etc.), pois os efeitos da constelação e dessa terapia se potencializarão mutuamente.

Depois, durante várias semanas, inclusive vários meses e, em alguns casos, anos, você continuará processando a informação recebida no dia da sua constelação. Nesse período irão ser elaboradas as mudanças sistêmicas e energéticas que irão ocupar um lugar em você, em outros membros da sua família e nas pessoas que estão em ressonância com você. São mudanças muito profundas e sutis: mudanças de crenças, mudanças de energia, mudanças de "roteiro", que implicam que você irá deixar várias compensações às quais tem muito apego, que irão lhe chegar novos objetivos.

Algumas pessoas se sentem mexidas, estranhas, durante uns dias. Assim como depois de qualquer psicoterapia, atravessa a fase de mudanças com ilusão, curiosidade, paciência, senso de humor. Irá descobrir, depois, às vezes logo em seguida, que se sente fluir de um modo novo, cheio de energia e de amor por si mesmo e pelos demais.

Às vezes se produz uma resolução fisicamente dolorosa, como dores, gripe, cansaço. Cuide-se, são etapas normais de "desintoxicação".

Não tome decisões precipitadas; você gastaria em vão a energia que, pouco a pouco, vai se apropriar. As decisões virão sozinhas!

Posteriormente você irá perceber que empreendeu um giro em sua vida e que este giro fluiu sozinho, porque você já está totalmente no aqui e agora, aproveitando e desfrutando do que lhe cabe, usufruindo ao máximo de suas possibilidades. Que flua, não significa que vem sozinho; vem graças à sua entrega, ao seu novo respeito pelo sistêmico e pela vida tal como ela é, à sua tomada de consciência, à sua decisão de assumir suas responsabilidades.

A constelação continua agindo durante um tempo; é necessário dar-lhe seu espaço. E não existe regra para saber quando constelar de novo.

Os sistemas aos quais pertencemos irão enviar sinais na forma de nova dificuldade quando eles precisarem que voltemos a constelar; e, às vezes, isso acontece muito rápido. Pense que não há regra! Seu corpo, suas emoções, sua vida, irão lhe dizer quando. Alguns irão sentir a necessidade de trabalhar sistemicamente diferentes aspectos de sua vida que irão surgindo no cotidiano, e aprenderão a fazer isso sozinhos, tornando-se cada vez mais autônomos.

Enquanto isso, participar da constelação de outras pessoas é muito recomendável, sempre que você o sinta, que lhe dê vontade. Possibilita novas tomadas de consciência, novas liberações e reforço do processo iniciado.

Com o tempo, nos momentos de stress, é possível que você observe novamente reações ou sintomas que a constelação fez desaparecer. Aparecem novas camadas da cebola, mas agora você tem mais experiência; o que ainda não está liberado totalmente volta a se manifestar para uma nova tomada de consciência.

Também tenha em conta que a constelação interrompe o "motor" sistêmico, a origem de nossos problemas, e nos permite viver na energia criativa, mas o cérebro tem gravado estes velhos problemas e, em momentos de cansaço ou dor psíquica, o mesmo cérebro, buscando a economia energética, recorre ao velho conhecido, embora com menos força, mesmo que já não tenha sentido... Então, nos cabe um trabalho de purificação e aceitar-nos como somos... Também nos daremos conta que os apoios terapêuticos periódicos de todo tipo são úteis para "desgravar-nos" e manter-nos energeticamente fluidos.

Desde que Hellinger se aproximou do amor ao espírito e de seu movimento, a compreensão das constelações tem mudado. Temos nos dado conta que o importante de uma constelação é o movimento que se coloca em curso para o cliente, não a imagem final... Inclusive uma pessoa pode esquecer completamente sua constelação, esquecer as imagens da sua constelação. O movimento interno posto em marcha dentro dessa pessoa e de seu sistema familiar não precisa dessas imagens. Somos movimento...

Tomo minha vida e meu processo com amor e admiração.
Cada um de nós está a serviço da vida, 
vivendo a etapa que nos corresponde viver; 
cada um de nós é como temos que ser, 
todos juntos 
ressoando todos com todos. 
Agradeço a todos que me permitiram chegar onde estou, 
agora sei que tudo o fizeram por amor. 
Agradeço a oportunidade de devolver sua dignidade 
e seu lugar às pessoas não honradas. 
Alegro-me pelo patrimônio de humanidade 
que estou entregando às gerações futuras.
Brigitte Champetier de Ribes
Tradução: Eliana Medina, Ana Laura Gortari e Judit Miriam Scheinik
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Em um encontro de Constelações Familiares (grupo) todos são beneficiados: 
"Ao estar presente , você participa de uma grande alma que lhe abraça se você abre seu coração, se conecta com sua participação interior e se entrega com respeito aos acontecimentos." (Bert Hellinger).
Se você está apenas como participante do grupo ou representante, infalivelmente seu sistema receberá diante daquilo que você tiver ressonância. Saímos sempre renovados (menos julgamentos e compreensão das Leis do Amor) 
Dificilmente  seremos os mesmos se estivermos abertos àquilo que se mostra.
Participe dos grupos de Constelações.
Boa semana
Tais

domingo, 25 de junho de 2017

As Novas Constelações a partir do Centro Vazio



O Paradoxo

"Rejeitar algo só serve para que esse algo cresça.

Temer algo é atrair esse algo.

Somente o assentimento (reconhecer e dizer sim)(*) nos libera das cargas e permite que se inicie a mudança.

Como entender esse Paradoxo?

Nossa vida é energia, é movimento e mudança. Se fluímos com esse movimento, vamos para mais vida. Se nos opomos a ele, a mudança não chega, a estamos bloqueando.

Contudo, uma forte influência sistêmica nos leva a imitar o que já existe. O sentimento de culpa nos impede de sermos autênticos: como vou me atrever a abandonar a tradição?

Além do mais, nossa mente tem medo de mudança: agarra-se ao conhecido e quer repeti-lo várias vezes. Estamos continuamente freando a  corrente   viva  da vida  com  nossos  medos,  ilusões,
frustrações... Nos custa reconhecer que a vida está nos falando através das provas, problemas, conflitos ou acidentes. Cada dificuldade é necessária para que dela germine algo novo. Mas, para que dê seus frutos, temos que aceitar vivê-la...

Para que nossos problemas nos falem, primeiro temos que aceitá-los. Aceitar todos os limites que configuram nosso destino. Somente, então, a vida voltará a seguir seu fluxo.

No problema, está a solução, está a vida!

O que é o Destino do ponto de vista das Constelações?

Nossas vidas estão determinadas pelo nosso sistema familiar e pelos outros sistemas a que pertencemos. Uma observação sistêmica a qual não podemos ignorar é a seguinte: os menores (que vieram depois, descendentes)(*) têm que terminar o que seus maiores (que vieram antes, ascendentes, antepassados)(*) não terminaram. Toda emoção segue um ciclo que permite acabar em paz e adaptado a um nível mais alto da realidade. Se um enfrentamento não chegou à reconciliação, se não se agradeceu um favor, se não se terminou de chorar um morto, um descendente terá que viver este mesmo conflito, até que se resolva. Nosso destino está marcado por várias fidelidades a ancestrais que não acabaram algo. E seus conflitos serão nossos conflitos, mesmo que nos neguemos a assumi-los.

A cada dia nosso destino varia, se torna mais fácil quando assumimos algo e piora quando o rejeitamos.

Por isso que o primeiro requisito antes de se configurar uma constelação é assentir ao que nos toca e nos responsabilizarmos pelas consequências de todos os nossos atos, emoções e pensamentos.
O que constelar?

O que é o essencial para mim atualmente?

No caminho da vida que sigo, o que é que realmente preciso?

O que é que tento várias vezes e não consigo?

Existe um padrão de repetição em minha vida, nas minhas atitudes, nas minhas escolhas?

Algo aconteceu, algo que não posso integrar?

A constelação não vai
além do que a pessoa oferece. No equilíbrio entre dar e receber, a pessoa assume e agradece sua vida tal como ela é, e a vida irá lhe presentear com uma mudança. A mudança será proporcional ao que nós liberarmos por amor!

O constelador não é o curador; ele apenas se coloca a serviço do seu destino, do seu sistema familiar e da energia, permitindo que outras forças (movimento do espírito, forças de cura, ressonância etc.) trabalhem fazendo emergir uma nova realidade da sua própria vida

Esse movimento de cura respeita o livre arbítrio da pessoa e não irá além do quanto ela se rende ao amor, à aceitação e ao respeito.

Por outro lado, não existe cura individual: a cura é de todos. A solução é necessariamente uma solução boa para todos. Por isso, não podemos esquecer os detalhes do que queremos conseguir. Somente as forças de cura sabem qual pode ser a solução boa para nós. E nossa abertura à vida, tal como ela é, irá permitir que se desenvolva uma solução totalmente inesperada e boa para todos.

Os que querem controlar o curso de sua vida, o fazem durante um período e logo o controle necessariamente lhes escapará; e irão viver a polaridade do seu controle.

O constelador não vai se fazer de pai nem de mãe, não é um protetor, nem é um mago: não pode mudar meu destino, nem me liberar de minhas responsabilidades ou de minhas  culpas. 
Tampouco vai poder transformar meus sonhos em realidade. Só vai se centrar, permitindo que o cliente se conecte com seu próprio centro vazio. Aí reside toda a cura!

Na Nova Constelação Familiar, veremos um fenômeno duplo:

Diante do cliente e do constelador vão se manifestar as dinâmicas ocultas que governam a vida do cliente como membro de distintos sistemas.

Os pequenos (descendentes)(*) estão a serviço dos maiores (ascendentes)(*). Nós, os vivos, estamos a serviço dos mortos. Assim que aceitamos esta hierarquia e este serviço, os mortos passam a nos ajudar, permitindo que nossa vida tome um novo rumo.

Aparecem as desordens dos campos(1) (relação de casal, relação com os filhos, relação com os pais etc.) aos quais o cliente está vinculado.

E começa a se manifestar um movimento de reconciliação(2) entre os ancestrais, que vai até onde a atitude interna do cliente o permita.

E, por sua vez, este movimento de reconciliação libera o cliente de sua intrincação (emaranhamento)(*).

O que ocorre entre cliente e ancestrais é totalmente circular, sistêmico.

O cliente está conectado com o campo energético no qual se desenvolve a constelação. O cliente está em interação recíproca com esse campo. Guiado pelo constelador, irá fazendo, internamente, afirmações curadoras, reconhecendo, sem medo, o que existe (sigo você na morte, pago por você etc.) e tomando decisões conscientes (me despeço de você, deixo a culpa com você, honro você etc.) que irão atuar sobre o desenvolvimento da constelação, pois o movimento do espírito mostra o caminho ao cliente, mas não o obriga a tomá-lo se ele não se decide por isso.

Quando acaba a constelação, o constelador se retira e se esquece, deixando o cliente com toda sua força e sua nova autonomia, totalmente aberto à vida e à sua nova consciência."
Brigitte Champetier de Ribes
Tradução: Eliana Medina, Ana Laura Gortari e Judit Miriam Scheinik