domingo, 30 de setembro de 2018

Lidando com a rejeição

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"Difícil, mas possível

É muito difícil para alguém que foi rejeitado pelas pessoas que são seus pais ou por um deles seguir na vida obtendo sucesso, sendo saudável emocionalmente e sem mágoas.

Difícil, mas bastante possível.

Ajuda a entender quando a gente percebe que os pais são pessoas. Então, separa aí na cabeça: os pais prum canto e as pessoas-que-são-seus-pais pro outro canto.

A gente romantiza muito os pais. E aí quando precisamos enxergar a pessoa deles, pode haver algum descompasso mesmo. Decepção.

Dai, já estando adulto com 30, 40 ou 50 anos, esse sentimento de "rejeição" ainda pode ser "o assunto" para nós filhos. 

Na sessão, esses filhos não conseguem falar de sua origem (os pais) sem se emocionar – ou chorando e magoado, ou raivoso, ou angustiado, ou ainda culpando os pais por sua própria infelicidade e insucesso.

Vida Empacada

Fato é que a vida desse sujeito não anda.Tudo fica mais pesado.

Se ele consegue emprego, em algum momento tudo e todos são chatos.

Se ele consegue formar uma família, a criação de filhos é fatigante e se manter na relação de casal é infinitamente custoso.

Em todos os âmbitos ”levar a vida” se torna uma tarefa inacessível e arisca.

Há uma frase do Bert Hellinger que gosto muito e é mais ou menos assim:

”Se tudo fica bem com a família,
tudo fica bem com a vida”.

O contrário dessa frase é verdade, também.

Não estar bem com a "nossa fábrica" é um erro para quem busca solução de verdade.

– Ah, Isabela! Você fala isso porque não conheceu meu pai, minha mãe e minha história. Se você tivesse vivido um terço do que experimentei, você não escreveria isso.

Você quer ter Razão ou Ser Feliz?

Será que algo é solucionado com essa zanga eterna que a gente tende a cultivar por anos e anos?

A idade chegou pra nós e ainda ficamos presos nessa frustração de não ter tido a oportunidade de desfrutar de um papai e de uma mamãe (pessoas comuns) que não nos deram o que queríamos ou algo assim?

O que a experiência das Constelações Familiares tem para nos contar sobre isso?

Até os 10 ou 15 anos, ok. A pessoa vai comparar a grama seca dele com a grama verde do vizinho.

Os pais daquele vizinho são os "the best" - ou algo assim.

Contudo, a vida vai passando e a gente precisa refletir em direção ao MAIS.

Para tanto a gente divide didaticamente essa situação em duas: alienação x realidade.

Real ou Ideal

Nem tudo é mesmo como "queremos", certo?

As coisas "são-como-são" e precisam ser reconhecidas como tal em algum momento de nossa vida adulta – isso, claro, se você deseja se estabelecer saudavelmente na sua própria existência.

Nesse nosso caso aqui ficar no ”ideal” é permanecer fincado na "querência".

Assim a gente fica muito mimado, ou amargo, ou inseguro.

Não conseguindo controlar nossas vidas (como queremos e imaginamos), a gente adoece.

Já os adultos que concordam com as coisas "tal-como-são" têm facilidade de se conectar com o "real", já percebeu?

Eles seguem o fluxo e se adaptam às intempéries da vida sem muita pirraça (resistência).

Eles são práticos. Invejavelmente práticos.

Quando a pessoa, porém, envelhece e fica cativa de um ressentimento perpétuo em relação às pessoas dos pais, ela sustenta uma espécie de pirraça-existencial fundada no ideal e na querência.

Suas frases são assim: "eu-quero" "eu queria" "bem que poderia ser de outro jeito" "porque eu, porque eu?" "e se fosse…".

Essa postura da "querência-eterna" não ajuda em nada. Não soluciona nada.

Insistir nisso é permanecer num pensamento mágico infantil de que os pais são super-homens e super-mulheres que não podem errar, fraquejar, perverter, fracassar, cair, murchar, morrer, ir embora, não gostar dos filhos, ficarem doentes, enlouquecerem, etc.

É preciso, em algum momento da vida, entender que as pessoas (que chamamos de pais) são abaláveis.

Algumas dessas pessoas são funcionais, outras nem tanto.

Há uma dinâmica ancestral atuante por de trás dessas pessoas e que as fazem menos operantes do que a sociedade espera. Como foram os papais delas?

É uma bola de neve.

Estamos em um sistema familiar, lembra?

Cartão Vermelho Para os Pais? Cartão Vermelho Pra Você!

Não é porque a gente chama nossos pais de "pai" ou de "mãe" que as guerras estão resolvidas.

Sim, algumas dessas pessoas podem ir embora. Sim, alguns deles podem precisar de um sanatório. Sim, alguns deles bebem. Sim, alguns deles traem. Sim, alguns deles nos espancam. Sim, alguns deles vão embora. Sim, alguns deles roubam. Sim, alguns deles usam drogas. Sim, alguns deles se separam. Sim, tudo isso dói! É a realidade.

Enfrentar a realidade é sair da ilusão.

Enquanto a pessoa fica presa nas suas "querências" ela está iludida.

Ela fica montando um cenário ideal em sua mente e desejosa de que esse cenário se realize.

Toda sua energia fica mobilizada para escrever cenas ideais sobre seus pais e sua vida.

Isso se chama alienação.

Quem vive negando a realidade está no mundo da lua, afastado de suas potências, desligado, desconectado, alheio de si mesmo.

Pergunto: isso vai lhe levar para onde?

Entre realidade e desconexão, fica com a primeira.

Se as coisas não foram fáceis vai doer reconhecer essa verdade em seu grupo familiar, mas a realidade vale a pena.

A gente precisa tomar logo as rédeas do nosso caminho de forma adulta e responsável e não de forma infantil e exigente - ad eternum.

Como? Apropriando-nos o quanto antes de nossa biografia.

É a boa hora.

Deixe seus pais serem as pessoas que eles conseguiram ser e segue em paz com sua REALIDADE.

Aí mora o caminho da saúde e do seu sucesso pessoal.

Bons trabalhos!"

Isabela Couto | Psicanalista | Constelação Familiar com Treinamento pelo IDESV
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As lágrimas da compaixão por si mesmo não comovem o destino.
Com respeito ao que foi, como foi, sim...é muito diferente!
Quem se abandona a essa dor e critica os pais nunca sairá do lugar...ou sairá apenas pela metade.

Na Constelação, o cliente se expõe a essa dor de forma bem pungente e profunda. Essa dor queima. Quem se expõe à ela pensa que é infinita... Entretanto, a experiência de exposição a dor da rejeição,  fica totalmente entregue a ela, vivencia que logo será superada.

Mas aquele que olha para si e sente compaixão por si mesmo, sente uma dor infinita.  Uma pessoa assim não será capaz de uma coisa nova. A dor é superficial e pode durar uma vida toda. Quem vivenciou a dor da rejeição na sua totalidade está pronto para algo novo. Para ele a vida continua.

A dor também se torna infinita quando estou zangado com alguém do qual fui separado. O luto encobre ou esconde o rancor daquele que está zangado com a pessoa que perdeu ( seja morte ou separações).

Amemos nossos pais, como eles são (ou foram), pois o bem maior nós já recebemos deles ( A Vida).
Boa semana
Tais

domingo, 23 de setembro de 2018

Meu pai errou feio comigo..

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Isabela Couto, em sua página do facebook, responde a uma questão 

Pergunta: 
"Meu pai me magoou muito a vida toda. Eu tenho que incluir? Ele errou feio comigo."

Resposta de Isabela Couto: 
"1) a vida não é o que você deseja;

2) vamos separar didaticamente o que chamamos de "Pai" do que chamamos de "Homem"?

Fazer isso terá grandes efeitos psíquicos.

Pai é uma função. Essa função começa a existir quando o espermatozóide dele encontrou o óvulo de sua mãe. Já o Homem (que você chama de pai), ele existia bem antes de você.

• Seu pai é perfeito

Bert fala que nossos pais são perfeitos e muita gente chia com essa sentença. O que Hellinger quer dizer é que no momento da concepção (ovo + esperma) deu tudo certo.

Então, nessa perspectiva biológica, animal, natural, sapiens, você precisa admitir que eles (mãe e pai) são perfeitos. Você é a prova viva e respirante disso.

• Agora vamos falar do homem

Na "era pré-esperma" quando você nem existia ainda esse homem (futuro-seu-pai) já estava por ai sendo ele. Esse homem (que você chama de pai) tem o sistema ancestral dele e possivelmente o pai dele (seu avô) e o pai do pai dele (seu bisavô) foram daquele tipo de homens que chamamos de "mais seco" ou "duros". Eles foram homens conforme se um grupo, seu tempo e seu contexto.


• Compreender ajuda


Você não precisa amar esse pai e nem esse homem, mas compreender esse contexto pode lhe ajudar a sair de onde você está.

• E onde você está?

Você está no plano das ideias e precisa ir pro plano das realidades. Você construiu um pai-ideal na sua mente e esse pai-idealizado não bate quase nada com o pai-real (aquele homem "duro" e "seco").

O pai do ((seu gabarito)) não corresponde ao homem que já existia antes de você. E por conta disso, porque você criou um pai na sua cabeça, você se acha no direito de reclamar e ficar ressentido.

• Pai-ciência

Já pensou passar a vida inteira brigando com o cachorrinho porque ele não é um bode. Ou brigar com o cactus porque ele não é uma orquídea? Já pensou passar a vida toda lutando com o pai-real porque ele não é o pai-ideal. Pai-ciência!!!

• Desiludir é ver o realzão e suportá-lo

Sabe do que você precisa? De desilusões, de muitas desilusões. Tirar os véus, os ideais, as querências. Rasgar os gabaritos, quebrar as suas réguas, esquecer das suas medidas e renunciar a ter razão, razão e mais razão.

Aquele homem não tem que mudar porque você nasceu e o chama de pai. Você não é tão especial e poderoso assim.

• Ele é quem ele dá conta de ser. Deixa assim.

Eu sei que o seu pai-ideal é mais doce e colorido, contudo ele não existe (tipo papai noel, coelhinho da páscoa e companhia) .

A grama do vizinho é sempre mais verde, o pai do vizinho é sempre mais pai. Essa é, contudo, uma lógica perversa e disfuncional. Por esse caminho que você escolheu ir só há espinhos.

• O adulto inocente é um infeliz

Num mundo lotado de parques temáticos e esvaziado de livrarias, é bem mais fácil escolher ser Peter Pan e acreditar no mito do pai-ideal.

Fazendo desse jeito ele (o papai) será sempre o culpado, não é verdade? E você será sempre o inocente, ferido e magoado.

• Os inocentes não progridem

Quem se vê como vitima aponta o dedo e julga o outro com extrema facilidade. Pessoas assim precisam do algoz pra justificarem seus fracassos e sua vida meia-boca.

Bert Hellinger diz que o perfeito não cresce. Quem se entende perfeito, não tem mais motivos.

• Ema ema ema, cada um com seu Sistema.

Larga disso. Ele não tem culpa, ele tem ancestrais. Você não tem culpa, você tem ancestrais, seus avós não têm culpa, eles têm ancestrais. Todos temos nossas dinâmicas antigas. Intercorrências que nos influenciam.

Todos erramos, todos somos incompetentes em muitos níveis. É humilde pensar assim. Se por hora você não consegue amá-lo ao menos compreenda-o.

Isso pode ajudar você."


Isabela Couto | Psicanalista | Constelação Familiar com Treinamento pelo Idesv
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Tenho uma admiração enorme por essa terapeuta. 
Ao mesmo tempo que é técnica/amorosa com as palavras, nos leva através do raciocínio a conclusões bombásticas, incluidoras, reais.
Desejo que vocês consigam acolher este texto , que serve para  questões com papais e mamães também!
Bom domingo.
Tais

domingo, 16 de setembro de 2018

Vivendo a vida de outras pessoas

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"Quantas vezes já pensamos que a vida que vivemos não é a nossa vida, que nos sentimos em uma prisão, fiéis a um destino que não nos pertence? Muitas vezes somos vítimas involuntárias de sentimentos negativos ou sufocados pela culpa, sem entender o motivo. Imobilizados, condicionados por uma liberdade limitada, incapazes de voar, sem uma razão definida. Mas você não pode ter asas, se você não “sentir” as suas raízes. Uma árvore consegue alcançar o céu somente se possui raízes fortes.

A psicologia, a filosofia oriental e tudo o que estuda e analisa o comportamento e o estado da alma humana, convergem para uma única direção: a consciência. Uma simples palavra que encarna percursos possíveis, o desejo de enfrentar suas limitações e a coragem para ver e observar a si mesmo, construir um diálogo interno, para reconhecer suas próprias origens. De fato, parece que existe uma crença compartilhada de que há uma matriz, um DNA emocional que nos liga aos nossos antepassados. A sociedade contemporânea nos condiciona a uma visão “descartável” da vida e da morte, não reconhecendo o valor daqueles que nos precederam.

O alemão psicoterapeuta Bert Hellinger, analisou com profundo conhecimento de dinâmica de grupo, após anos de estudo e experiência, desenvolveu uma teoria fascinante, compartilhada por médicos e terapeutas de todo o mundo: Constelações Familiares (também chamada de representações sistêmicas). É uma técnica que nos permite identificar tendências que nos são desconhecidas, eventos traumáticos, físicos e mentais, que se repetem de geração em geração e que podem encontrar a causa em conflitos sérios e não resolvidas nas gerações precedentes. Para entender o significado desta técnica é importante ter uma perspectiva sistêmica.

Num sistema, o indivíduo não é importante em si, mas sim como uma função de algo maior. De acordo com Hellinger, cada grupo é um “sistema”, que fornece as chamadas ordens de pertencimento, deixando claro a todos os membros o que é “saudável” ou “correto” e o que não é. O conceito de “ordem” nos obriga a olhar o aspecto “cronológico” (do mais velho) e a um aspecto de disposição, legítima ou correta, dos membros do sistema familiar. Hellinger afirma que todos devem assumir total responsabilidade por aquilo que fazem: as implicações de ações insanas e não são assumidas, cairão sobre todo o sistema.

Sem ter consciência os descendentes estão ligados por uma espécie de vínculo orgânico\emocional a todos os antepassados membros da família, mesmo àqueles que não conheceram, e em virtude de tal vínculo podem, em alguns casos, estar “emaranhados”, ou seja, assumir, por amor, aquele destino. Muitas vezes, um erro cometido, um segredo, exclusão ou o não reconhecimento, sofrido por um membro da família, pode encontrar a sua compensação através de um sucessor, que reintegrará aquele membro no sistema familiar, e para que isso ocorra, o descendente “emaranhado” também pode “reviver” seus sintomas físicos, insucessos nos relacionamentos ou na profissão; perdendo dinheiro ou até mesmo sua vida.

Guerra, crianças não nascidas, suicídios e filhos não reconhecidos, são eventos que causaram muito sofrimento (gerando emaranhamentos), e esse sentimento é transmitido para as crianças, com consequências muitas vezes graves. Uma criança, quando nasce, é totalmente dependente de seus pais e, em especial a sua mãe, a união simbiótica. Para Hellinger, se durante a gravidez, parto ou nos primeiros dois anos de vida, acontecer um evento traumático, uma separação entre mãe e filho, cria o que ele chama de movimento interrompido. Aqueles que sofreram esse choque geralmente desenvolvem um padrão de comportamento que faz com que procurem obter o que tanto desejam, mas ao mesmo tempo, evitarão qualquer possibilidade de sucesso. Essas pessoas desenvolvem um perfeito e sádico mecanismo de autossabotagem impedindo a própria felicidade no amor e/ou prosperidade econômica. Isso explica muitas dinâmicas ligadas a sentimentos impossíveis!

Os pais (“são grandes”) dão aos seus filhos (“são pequenos”) na vida, e isso deveria ser suficiente, para que os filhos os respeitassem. Qualquer julgamento negativo de um filho aos seus pais, de acordo com Hellinger, colocaria o filho numa posição de superioridade, e desta forma, numa posição incorreta no sistema para com aquele que é “grande”. Algumas vezes, os filhos ficam do lado de um dos pais, carregando por amor, o peso da responsabilidade de pais, desempenhando até mesmo o papel de amigos e confidentes: uma desarmonia que leva inevitavelmente ao conflito e a infelicidade. A solução é restituir aos pais as suas responsabilidades ou seus pesos, sem julgamento e sem raiva, agradecendo-os profundamente, só assim você pode ter uma boa qualidade de vida.

Através de uma espécie de representação do “teatro da Constelação”, este processo pode ser trazido à luz e a pessoa se torna consciente do emaranhamento. O nó desata, mudando assim o esquema em que a pessoa foi incorporada, percebendo que seu próprio sacrifício não trará qualquer beneficio. Depois de encenar a sua própria constelação e restabelecer o seu papel no sistema, nos meses seguintes as relações tendem a mudar. O amor infantil, através de representações, se transforma numa forma adulta e mais consciente, que nos torna livres e “não dependentes” e, desta forma, indivíduos adultos, com uma vida mais fácil e serena.

Se trata de dinâmicas difíceis de explicar se contamos somente com a racionalidade do método científico. Alguns comparam o campo de influência da família ao “campo morfogenético”, um termo elaborado pelo biólogo britânico Sheldrake, mas Hellinger prefere se referir à consciência coletiva inconsciente da tradição hinduísta. Certamente, a força deste trabalho reside no efeito que produz em um nível inconsciente, inclusive por meio das frases de cura, que restituem a cada um o seu lugar de direito no sistema familiar. Por esta razão, é importante que o cliente procure e confie um terapeuta/constelador, para o ajude a absorver emocionalmente a nova situação que emergiu. Os velhos padrões, como os velhos hábitos, são difíceis de morrer, mas morrem."

Simona Di Bella
 Eliana Guimarães - Clinica Integrare -Facebook

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Aqui eu gostaria de abordar, quando, às vezes, não é possível "olhar" para os "emaranhamentos sistêmicos" em uma constelação individual e, necessita que seja feita a constelação em grupo.

O cliente internamente acredita que individualmente estará evitando a exposição... As Novas Constelações preserva em muito o cliente. Poucas palavras, apenas as necessárias, onde a visualização do inconsciente manifestado se mostra, assim como , as ações que ele necessita estartar ( internas ou externamente), para que seu sistema faça o movimento necessário. Este movimento pode ser de inclusão/pertencimento, ordem/hierarquia ou equilíbrio entre o dar e receber.

No atendimento individual, o cliente está sozinho com o constelador. Enquanto na outra modalidade o cliente se encontra na companhia do grupo, geralmente de até 20 pessoas, além do constelador.

Na constelação individual, esse processo é feito com auxílio de âncoras e figuras, como bonecos e outros acessórios. O cliente e o constelador podem também participar como representantes.

O cliente coloca as peças no “campo” ( ou ele mesmo com seu corpo)através de uma imagem que atua em seu inconsciente, e a partir daí é guiado pelo constelador na observação das dinâmicas e emoções que vão surgindo sobre a sua questão que está sendo constelada.

Assim como a constelação em grupo, este é um trabalho para além do racional, e, por mais que seja difícil de ser explicado, existem muitos depoimentos que comprovam sua eficácia.

Ambas as modalidades trazem o mesmo resultado. Apenas através de caminhos ligeiramente diferentes. E, às vezes, individualmente o cliente (inconscientemente) "não permite" sair daquilo que acredita em sua vida. Então, faz-se necessário ir para o grupo.
No atendimento em grupo, embora as pessoas não se conheçam, cria-se uma atmosfera de confiança. O ambiente é facilitado em total respeito aos clientes e seus temas. Não há debates sobre o que se apresenta, fala-se apenas o essencial sobre o tema (sem explicações) e todos estão ali direcionados a um trabalho positivo a aos envolvidos;Tanto no atendimento individual ou em grupo, o conhecimento que rege os dois é o mesmo.

Nas duas modalidades de Constelação Familiar (em grupo ou individual) não há a necessidade de várias sessões sobre o mesmo tema. Uma basta. 
Caso o cliente sinta a necessidade de acompanhamento posterior,  pode buscar profissionais da psicologia, pois nem sempre o constelador é um psicólogo(a)- importante esta qualificação.
Uma excelente semana à todos vocês.
Tais

domingo, 9 de setembro de 2018

Histórias de sucesso

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Condições internas

A um sucesso que se mostra abertamente. Podemos vê-lo. E há sucesso que transcorreu em nosso interior. O sucesso exterior pressupõe que internamente já chegamos a uma meta com sucesso. Sem ter chegado internamente a determinada meta, o sucesso exterior em nossas empresas nem nossa profissão não aparece. Mesmo quando já tivermos sucesso, depois de um tempo ele diminui para. Até perdemos aquilo que já havíamos alcançado e, no final, ficamos sem sucesso.

Se sucesso não aparece em nossa vida e em nosso trabalho, nós nos detemos internamente e passamos ao movimento interno até que nos movimentamos com ele, com sucesso.

Quase sinto vergonha de falar de algo tão óbvio. É possível que alguns balancem a cabeça e se pergunte: o que isso tem a ver com sucesso?

Este movimento interno tem tudo a ver com sucesso. Ele nos leva ao sucesso mais importante de nossa vida. O sucesso mais importantes de nossa vida foi um movimento em direção a nossa mãe.

Nosso maior sucesso foi chegar à vida. Não há sucesso maior. Ter recebido a vida é o maior de todos os sucessos.Sem este, não há outros.

Mas nosso sucesso em direção a nossa mãe às vezes nos é negado. Não podemos chegar a ela.

Que obstáculos se eu ponho ao movimento bem sucedido em direção a ela?

São as imagens internas que temos dela e os sentimentos que relacionamos a estas imagens. Muitas vezes são sentimentos de superioridade, como se tivéssemos o direito de criticá-la. Como se tivéssemos o direito de censurá-la e de julgá-la como se fôssemos sua mãe, em vez de reconhecer que ela é a mãe e nós o filho.

O movimento em direção a mãe, esse movimento a ela, que realmente chega até o final, é uma conquista. Vai muito para além de nossa boa vontade, não o temos ao nosso bel-prazer em nossas mãos. É um movimento de entrega total a ela, tal como ela é, exatamente como é. Apenas uma coisa é mais importante: ela se tornou nossa mãe. Nada pode existir de maior ou mais maravilhoso, para ela e para nós.

Isso significa que soltamos nossas imagens e nossos sentimentos com os quais nos justificamos para rejeitá- lá de uma outra maneira. Nós não soltamos de nossa arrogância, como se fôssemos superiores a ela, e entramos em um movimento de entrega, como quando éramos crianças.

Como? Embaixo, totalmente voltados para ela, engatinhando até ela, pegando-a pelos pés e esperando até que ela não levante. Junto dela chegamos a meta numa relação profunda, com amor. Assim a temos e assim temos a vida.

O que teve nossa mãe de tão especial? O que ela fez que foi tão especial? Esteve a serviço da vida. É isso. Nesse sentido teve sucesso de maneira perfeita. Não existe maior sucesso imaginável que seu sucesso.

 O que significa, afinal, o sucesso? O que significa, afinal, nosso sucesso? O sucesso significa: "serviço à vida". Ligados a nossa mãe, nós também estamos a serviço da vida. Este movimento básico nos leva ao sucesso nos permite conservá-lo.

O que significa finalmente, então, o sucesso? 
O sucesso significa mais vida, mais vida para nós, mais vida para outros, mais vida com amor. 
Histórias de sucesso na empresa na profissão- Bert Hellinger
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domingo, 2 de setembro de 2018

O sucesso é uma lei da vida

   O sucesso é uma lei de vida. Toda a vida é bem-sucedida. O importante é se também tomamos a vida como vida. Toda vida é bem sucedida. Vida e mãe são internamente o mesmo. Do mesmo modo que tomamos nossa mãe, assim tomamos a vida. Quem rejeita sua mãe, rejeita a vida. A vida e ao mesmo tempo amor. Toda a vida humana se desenvolve através do amor. Todas as relações bem-sucedidas são relações de amor. Esta lei fundamental atua em todos os níveis.

   Neste caso, qual é o primeiro movimento? Toma-se a vida. Ela nos é presenteada. Recebemos a vida ao toma-la com tudo o que pertence a ela.

    O que tomamos primeiro são nossos pais tais como são. Ao tomar nossos pais tais como são, tomamos a vida.
    Muitas vezes algo se opõe a vida. Nós podemos tomar se também damos. Quando tomamos algo sem dar nós nos sentimos mal.
   Quando tomamos também queremos dar. Podemos ver isso, sobretudo na relação de casal. Ambos tomam e dão. Quanto mais um toma do outro, tanto mais podem dar um ao outro. Este é um equilíbrio de igual para igual.

   Não podemos devolver algo aos nossos pais, algo da mesma maneira. Aquilo que recebemos deles é grande demais para que possamos equilibrá-lo. Por isso muitos receiam tomar ainda mais dos pais, pois estariam obrigados a mais ainda. Eles se defenden do tomar, para se descarregarem da pressão de ter que devolver algum correspondente.

    Neste caso existe uma outra solução. Tomamos de nossa mãe e de nosso pai, sem temor, tudo aquilo que ele nos dão, pois sabemos que mais tarde o transmitiremos. Se estivermos dispostos a transmitir, podemos tomar tudo ilimitadamente de nossos pais. Por isso aquilo que mais tarde deve ter sucesso, apenas o terá se tomarmos de nossa mãe e de nosso pai tudo o que nos dão, e estivermos dispostos a transmitir. Nós nos dispomos a servir a outros com aquilo que deles recebemos

   Isto tem efeitos em muitas áreas. Quem não tomou sua mãe, não pode tomar o parceiro. A mesma relação que temos com a mãe e com o  pai reflete-se na relação de casal.

   Isso se mostra também nosso trabalho e nossa profissão. Quem tomou de sua mãe e seu pai pode transmiti-lo no trabalho. Quer dizer: o trabalho lhe dá prazer.

    Às vezes sinto isso. Compro uma passagem de trem. A mulher do guichê está radiante. Imediatamente percebi uma boa relação com a mãe com amabilidade. Logo me sinto à vontade com ela. O trabalho lhe dá prazer, pois está conectada com a mãe. Aquele que sente o trabalho como uma carga, não tomou a mãe.

    A relação com a mãe se reflete em nossa relação com a profissão e em nossa relação com o dinheiro. Quem não tomou a mãe não pode ter dinheiro. Pode obtê-lo, no entanto, isso lhe causar prazer? Tudo está inter-relacionado.

   Não se trata apenas de organizações, nem de trabalho, nem de nossa vida. Trata-se sempre de nós mesmos, de como mostramos também neste âmbito o amor à vida como ela nos faz felizes.
 Histórias de sucesso na empresa e na profissão-Bert Hellinger
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