domingo, 6 de maio de 2018

A Vida nos trata como tratamos nossa mãe!

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Segundo Bert Hellinger, psicoterapeuta criador das Constelações Familiares, e formulador das Leis Sistêmicas do Amor e da Vida, “O sucesso tem a face da mãe”.
Quem não conquista o sucesso na vida, entendendo-se sucesso como ter relacionamentos afetivos amorosos e enriquecedores para ambos, uma relação saudável com o dinheiro, conquistar seus objetivos, realizar-se e ser feliz na vida, sentir-se seguro, é porque “não tomou sua mãe”.

Tomar a mãe significa aceitá-la plenamente, sem julgamentos, amorosamente no coração, independentemente de como tenha sido sua criação, educação e relação com ela, se sentiu-se ou não amado o suficiente ou da maneira que imagina “adequada”, se foi castigado injustamente, preterido ou mesmo abandonado.

Conheço muitas pessoas, amigos, alunos, pacientes, que ouvindo essas palavras, com expressão angustiada, de raiva ou sofrimento, afirmam ser uma tarefa impossível! Não conseguem, e muitos afirmam sinceramente que não querem, abrir-se para esta aceitação. Carregam mágoas profundas, cicatrizes mal formadas que encobrem superficialmente feridas crônicas e incuráveis da alma.
Porém, não há como dizer sim à Vida, sem a aceitação, e antes de dizer SIM a ela, nossa mãe. A Vida nos foi entregue através da mãe, nascemos de suas entranhas, de sua carne. Nosso corpo foi forjado em seu ventre, através do alimento ingerido por ela e que tomamos para nós. Esses nutrientes nos permitiram evoluir a partir do momento da concepção, quando duas células, mãe e pai, se tornaram somente uma, EU, através de um ato de amor da Vida, para para trilhões de células no momento do nascimento.

O oxigênio que nos manteve vivos, foi inspirado através de seus pulmões. O ritmo pulsante e tranquilizador que nos embalou durante os nove meses que em seu ventre fomos carregados, vinha das batidas de seu coração.
As emoções que sentíamos e nos envolviam, tanto as ruins que refletiam medos, incertezas e angústias, como as boas que carregavam os sonhos, esperanças, desejos e ideais, vieram de sua alma, e do campo familiar do qual ela fazia parte, e já nos envolvia, campo sistêmico que reverbera as experiências de milhares de pessoas que vieram antes de nós, as quais nos constituem incondicionalmente.

Revoltar-se, ter restrições, julgar ou criticar a mãe (ou também o pai, o que traz outras implicações) significa que nos julgamos maiores que ela, o que vai contra a lei da Hierarquia, significa também excluí-la o que vai contra a lei do Pertencimento e resulta em não realizar uma troca amorosa pois recebemos a Vida também através dela, o que vai contra a lei do Equilíbrio de Troca.

Em resumo, com a escolha e atitude de não aceitar nem tomar plenamente a mãe, deixamos de vivenciar as três Ordens do Amor, as principais e fundamentais Leis dos relacionamentos e da Vida.
O resultado é a criação e/ ou a continuidade do fenômeno transgeracional de emaranhamentos familiares, e o consequente fracasso em conquistar um destino de Sucesso, e uma Vida plena e feliz.
A partir da ampliação da consciência sobre esses temas, da aceitação de tudo e de todos como são, dizemos SIM à Vida, podemos transformar essa realidade, cumprir nossa missão pessoal, e enfim viver um destino saudável, com efeitos curativos em todo nosso sistema.

Viva a Vida!

Fontes: Obras de Bert Hellinger; conteúdo do curso de formação “Consciência Sistêmica”, reflexões do autor

Fonte: Somos Todos Um-Autor Roberto Debski-Por Resiliência Humana

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domingo, 29 de abril de 2018

Algumas frases ditas durante a Constelação: caminhos para a solução

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"Durante o atendimento em Constelação Familiar algumas frases são ditas. Elas ajudam a liberar emaranhamentos do sistema e auxiliam o cliente a ver a raiz das suas dificuldades.

Se você já participou de um atendimento em Constelação Familiar, sabe que durante o processo é comum que algumas frases sejam sugeridas pelo facilitador ou surjam espontaneamente dos representantes.

Estas frases apresentam em si um caminho de solução para a questão, auxiliando o cliente a reconhecer o que afeta e atua em sua vida.

Para quem não conhece a Constelação familiar e não conhece a experiência em grupo, vale saber que essas frases são sugeridas pelo facilitador para serem ditas pelos representantes que participam da dinâmica do tema trazido.

Em resumo, estas frases não são fixas – em alguns atendimentos pode sequer ser necessário a utilização de frases – mas ainda assim é uma ferramenta que comumente auxilia na verificação da origem do emaranhamento familiar no qual o cliente está envolvido.

As frases também sofrem adaptações em cada caso abordado. Esse é um dos preceitos mais importante da Constelação Familiar: cada caso é único.

Ainda assim, é possível perceber que certas dinâmicas ocorrem com mais frequência. E é sobre frases que se aplicam a estas dinâmicas que escrevemos hoje.

Como funciona um atendimento em Constelação Familiar?

O atendimento pode ser realizado em grupo, nos workshops, ou individualmente com auxílio de bonecos e figuras. O cliente traz a sua questão que gostaria de olhar através das Constelações Familiares.

A questão é algo que dói. Não no sentido da dor física – embora isso seja uma possibilidade na constelação de sintomas, por exemplo – mas uma dor emocional. Ou como falamos, uma dor na alma.

Bem conectado com essa questão, o cliente e o facilitador no trabalho em grupo buscam representantes para alguns relacionamentos chaves. Sempre com foco naquilo que influencia o tema: pai, mãe, filhos, companheiro(a), etc.

Os representantes, seguindo as sensações e emoções que surgem em seu corpo, se movimentam.

Nesta movimentação, novas imagens se mostram e apresentam o que está na base da questão do cliente.

Pode ser um afrontamento entre pai e filho. Um parceiro afetivo da mãe ou do pai de um relacionamento anterior. A perda de um filho ou uma exclusão familiar. Uma história trágica que ficou esquecida. Como gostamos de frisar, cada história é única, e elencamos aqui somente exemplos para fins didáticos.

As frases

E quais seriam essas frases, e como elas funcionam?

Elas também são chamadas de ‘ordens da ajuda’. Ao perceber algo que no sistema familiar do cliente se encontra bloqueado, como o relacionamento entre duas pessoas por exemplo, o facilitador sugere uma frase que ajuda a trazer à tona a questão principal da dificuldade.

Com o uso destas palavras, é possível que novos movimentos surjam a partir do momento em que elas foram ditas.

Em nossa experiência, vivenciamos que são frases que tocam em questões profundas da vida e que trazem para todos os participantes o que é realmente essencial.

A frase também serve como uma forma que cliente que trouxe o tema tem de vivenciar pontos que ele prontamente reconhece como fazendo parte de sua dificuldade, mas que ele não conseguia identificar anteriormente.

Essa compreensão acontece em um nível corporal e racional e auxilia o cliente no movimento para a resolução de uma questão que atrapalha sua vida.

Vamos colocar algumas frases que aparecem com certa frequência na constelação e explicar brevemente sobre dinâmicas possíveis que elas podem demonstrar.

Lembramos novamente que esse artigo de forma alguma tenta esgotar as explicações e utilizações de cada frase, mas somente é uma forma de ampliar o conhecimento das pessoas sobre Constelação Familiar de Bert Hellinger.
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Por favor

“Por Favor”: Muitas frases utilizadas nas Constelações iniciam-se com um “Por favor”. A utilização dessa frase permite primeiro ao cliente reconhecer a sua subordinação ao sistema familiar como um todo.

Compreender este fato é uma chance de reconhecer a realidade própria e dos familiares, inclusive naquilo que é difícil. Os conhecimentos trazidos por Hellinger e outros estudiosos das relações familiares mostram que nossa liberdade perante acontecimentos da vida é limitada.

Isso não nos retira a responsabilidade pelos nossos atos, porém nos cede a compreensão maior de tudo que nos influencia.
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“Eu amo seu pai/mãe em você”:

“Eu amo seu pai/mãe em você”: Em relacionamentos entre casais com filhos e que se separam, é possível que as mágoas entre o casal invada o papel de cada um como pai e mãe. Nesse movimento, o filho encontra-se em terreno perigoso, pois em sua alma ele serve com lealdade a seus pais.

A frase “eu amo seu pai/mãe em você” traz tanto pai/mãe para seu lugar, como libera o filho de qualquer necessidade de compensação do papel de um dos seus pais que esteja sendo excluído. 

Isso libera a criança para seu desenvolvimento, ao mesmo tempo que traz clareza aos pais quanto a seus papéis como os únicos possíveis para que aquela criança exista.
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Eu sigo você

“Eu sigo você”: Essa dinâmica exprime toda a lealdade e amor que existe no sistema familiar. Quando há na história familiar algum destino difícil, é comum observar que alguém da geração posterior toma essa postura “de seguir” o destino de outra que veio antes.

Uma forma de ver isto é na experiência interna e profunda de acompanhar aqueles que sofreram em sua dor, como que fazendo companhia e reafirmando o pertencimento àquela história.

Quando esta dinâmica surge, a frase de um representante para seu familiar é “Eu sigo você”. Isto traz a tona para o cliente seu amor profundo e o significado de um desejo de repetir algo difícil, como que buscando uma compensação do sofrimento vivido por seu familiar.

É também possível perceber os efeitos negativos dessa frase em todo o sistema, pois a repetição acaba trazendo apenas mais peso ao indivíduos do grupo. Uma solução possível é a frase “Em sua honra, e pelo que custou à você, eu faço algo com minha vida.”
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“Você é o pai/mãe certo(a) pra mim”:

“Você é o pai/mãe certo(a) pra mim”: Na continuidade do exemplo anterior, a frase “Você é o pai/mãe certo(a) pra mim” complementa a noção de que aquele filho só existe com aquele pai e aquela mãe.

A mudança de qualquer um dos dois resultaria em um indivíduo diferente. Assim, se há amor pelo filho, é porque há amor por aquele que permitiu que ele fosse gerado. Quando se fala em amor entre casais separados, é disso que se fala.

O reconhecimento de que aquele filho só pode ser gerado no encontro e no amor de um homem e uma mulher especificamente. O fato de o relacionamento não continuar posteriormente não encerra com este encontro profundo.
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“Sinto muito, eu fui muito arrogante”:

“Sinto muito, eu fui muito arrogante”: Essa frase é bastante dita em situações onde a identificação entre familiares é tão extrema, que um deles (geralmente o de uma geração posterior) adota dificuldades de outros como forma de “aliviar” ou “ajudar”.

A constelação vê isso como arrogância pois é uma visão fantasiosa do problema. O resultado prático dessa postura é geralmente o sofrimento de duas ou mais pessoas, sem que nada seja efetivamente resolvido. A frase “Sinto muito” também é percebida diferente da “me desculpe”.

Com a frase “Agora deixo isso com você, com amor”, é possível perceber como essa nova postura emana muito mais força e permite ainda um vínculo saudável entre essas duas gerações que antes estavam conectadas através do sofrimento.
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“Querida Mamãe/Papai, agora eu concordo”:

“Querida Mamãe/Papai, agora eu concordo”: Pais e filhos são um dos relacionamento mais definidores na visão sistêmica de Bert Hellinger. Filhos, em sua alma, estão sempre prontos para defender seus pais da dor e do sofrimento, embora não tenham a capacidade de realmente lidar com isso.

Essa forma de arrogância conduz à sofrimentos que enquanto não trazidos à luz, atuam trazendo uma espécie de peso para o sistema.

Ao ver o que é, em toda sua realidade e perceber seus limites, os filhos se liberam para viver sua vida, para fora daquilo que não lhes pertence e que diz respeito somente aos seus pais.

A frase “Foi difícil para mim, mas agora aceito como foi” é também um exemplo nessa linha, quando algo na história familiar foi muito pesado e como a uma geração que veio depois, só resta ver e aceitar. Isso é lidar com a realidade e os limites impostos por ela.
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“Você também faz parte”:

“Você também faz parte”: Em sistemas com exclusões, como por exemplo o aborto, é comum que esse movimento atue em todos os seus integrantes. Muitas vezes os clientes com essa característica chegam nas constelações com o sentimento de “falta algo” em suas vidas.

A exclusão se faz clara numa constelação, e a frase que traz distensionamento é “você também faz parte”. Isso é uma forma de convidar para a alma da família aquele integrante que por algum motivo foi expulso. Essa frase está ligada a uma das leis da vida de Bert Hellinger, o pertencimento.

Essa lei fala que todos aqueles que nasceram em um sistema farão falta se forem excluídos (através de expulsão, abortos, segredos…). Ao falar essa frase, atua no cliente e no sistema esse reconhecimento do pertencer que foi negado à alguém.

E com bonecos, como esse processo acontece?
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Na constelação individual, o trabalho dos representantes deve ser feito pelo facilitador em conjunto com o cliente. Aqui, impressões e sensações são verificadas em cada figura em sua posição.

É comum o facilitador pedir ao cliente que encoste em um boneco e perceba o que está sentindo: se é um sentimento de peso, se é leve, o que muda em seu corpo quando sente aquela figura naquela posição.

O facilitador também percebe em seu próprio campo como as movimentações e o posicionamento das peças pelo clientes alteram no decorrer da constelação. E também atenção ao próprio cliente, na sua respiração, postura corporal e respostas que surgem durante o atendimento.

Em pontos onde não há fluidez, as frases são utilizadas. Da mesma forma como na constelação em grupo. Nesses caso, é sugerido ao cliente que diga algo para determinado papel tendo a pessoa em mente.

A vivência da Constelação

Essas frases são alguns exemplos de como a Constelação Familiar atua. Sua teoria fala de como nossos relacionamento familiares e nossa lealdade ao nosso sistema de origem atuam na nossa vida.

Quando estamos alinhados com a ordem, o pertencimento e o equilíbrio, (http://taispsi.blogspot.com.br/2013/02/as-ordens-do-amor.html)    experimentamos esse fluxo como leve e forte. Se não, a tendência é sentir um peso em determinadas áreas da nossa vida.

A forma como esses emaranhamentos se mostram é particular a cada caso, e por isso não trabalhamos de forma alguma com generalizações. Mas através da nossa experiência de mais de 10 anos de prática, é possível perceber movimentos com os quais uma grande parte das pessoas pode se identificar."
Materia divulgada por: https://iperoxo.com/
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Interessou-se pelo assunto? Quer constelar?
Você pode fazer contato comigo através do celular (41) 99962-3302  ou pelo e mail  tais.fittipaldi@gmail.com.
Boa semana
Tais

domingo, 22 de abril de 2018

O Brasil e a nossa indignação pela ótica da Constelação Familiar

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Trago neste artigo o texto da aluna da Formação em Constelação Familiar Letícia Gazoni. Nele, ela fala das nossas dificuldades e indignações com nosso país. De como é possível olhar de outra forma para as dificuldades que atuam na nossa indignação e nossa não aceitação do que é.

Logo após, um trecho de Bert Hellinger que fala sobre esse sentimento, e como é o pano de fundo desta emoção. Clareando nossas percepções torna-se mais fácil lidar com estas questões que são tão desafiadoras a todos nós.

Um desafio chamado Brasil

Ontem uma reflexão “pipocava” na minha cabeça e senti vontade de escrever sobre ela, mesmo sendo um assunto um tanto polêmico.

Tenho ouvido muito falar sobre as condições políticas no Brasil com os mais diversos sentimentos: indignação, raiva, tristeza, revolta. À mim eles também já pertenceram, mas hoje, não mais.

Não que seja agradável ouvir as notícias, mas não mais lhes dou minha energia. Alienação? Nem de longe. Inteirando-me ou não das notícias, continuo fazendo o que me cabe, deixando de agir (falar, argumentar, queixar) levada pelo sentimento secundário de indignação que os noticiários nos trazem já carregados com seu próprio filtro (emoções, pensamentos e intenções).

Já pensei como tantos que dizem que este país é uma vergonha e que o melhor a se fazer é realmente, mudar-se para outro. E não há nada de errado em mudar-se quando se sente uma forte conexão com outro país, mas se o impulso for fugir (não conseguir lidar com o que se sente), o sentimento vai como acompanhante, muitas vezes até como guia e muito pode pesar.

O que compõe um país?

De que são feitos os costumes, os valores, a identidade, a alma de um país? São feitos de cada um de nós, de mim, de você e dos políticos corruptos também, é claro.

Mas todos temos exatamente o mesmo peso, isso mesmo, o mesmo peso. E quando me pergunto se eu realmente estou trazendo para o mundo o meu talento de maneira que ele possa servir e me trazer plenitude, é o mesmo que me perguntar: estou fazendo minha parte pelo meu país?

Ao contrário do que pensava outrora, não é olhando primeiro para fora (política, pobreza…) que posso fazer algo por meu país, mas sim olhando para dentro, para como eu me sinto em relação ao meu lugar no mundo, a como me coloco no mundo.

Como posso querer que meu país seja bem sucedido e próspero se me submeto a estar em um trabalho onde não vejo propósito, nobreza, mas sim para pura e simplesmente satisfazer minhas necessidades externas (físicas e de consumo) sem que isso me traga prazer e gratidão e sem que eu me sinta realmente útil e equilibrado entre o dar e receber?

Estou sendo honesto comigo neste caso? Como posso cobrar honestidade de meu país se ele é o meu espelho?

O valor da superação

Até mesmo em meio aos que lutam por sobrevivência, quantas histórias vemos de pessoas que de tanto quererem encontrar seu lugar no mundo, superam-se e o alcançam? Como podem sair de suas precárias situações sem que a situação do seu país tenha mudado?

O que essas pessoas têm que as outras não tem? Nada, todos temos tudo o que precisamos, elas apenas olham para o lugar certo, para dentro e acessam lá aquilo que precisam para transformar-se.

Arrisco-me a dizer que durante esse processo, essas pessoas provavelmente não reclamaram ou desdenharam seu país, elas não se distraíram olhando para fora, em lugar disto, deram voz ao que verdadeiramente queriam desde o mais profundo de seu ser. E então, quando seus talentos cruzaram com as necessidades do mundo, ali, elas passaram a sentir-se realmente plenas e gratas.

O quanto basta para sentir-se pleno? Segundo Bert Hellinger, não é o muito que sacia, e sim o essencial. E qual a contribuição dessas pessoas para o nosso país? A vibração de gratidão, completude e serenidade, cooperação, liberdade e autonomia que enriquecem a Alma, a identidade do Brasil.

O nosso lugar

Eu posso sentir tudo isso e me sinto extremamente feliz, grata e pertencente ao Brasil.

Você já se perguntou por que, num mundo de aproximadamente 193 países, você nasceu justamente aqui? Qual o seu propósito aqui? Aquele, que além de te trazer completude ainda deixe seu legado, enriqueça a Alma do seu país e sirva de inspiração para muitos por aqui?

Eu venho me fazendo essas perguntas há algum tempo e estas perguntas tem me mostrado um novo olhar, um novo caminho e muito orgulho de estar exatamente aqui e poder deixar a minha contribuição para ele e aceitar tudo o que ele me traz com gratidão e amor.
Texto de Letícia Gazoni, aluna da Formação em Constelação Familiar do Instituto Ipê Roxo,

A indignação, por Bert Hellinger

"Quando nos tornamos indignados sobre uma situação qualquer, parece que estamos do lado do bem e contra o mal. Ou do lado da justiça e contrário à injustiça.

Parecemos então ser aquele que intervém entre o agressor e sua vítima de modo a impedir um mal maior. Contudo, pode-se também intervir entre eles com amor.

E isso seria, com certeza, melhor.

Assim, o que o indignado quer? O que ele realmente obtém?

O indignado se comporta como se ele próprio fosse uma vítima, embora não seja. Ele assume o direito de exigir uma reparação do agressor embora nenhuma injustiça tenha sido feita, pessoalmente a ele.

Ele assume a tarefa de advogado das vítimas, como se ele tivesse dado a ele o direito de representá-las; e fazendo assim, deixa as verdadeiras vítimas sem direito.

E o que faz o indignado com esta pretensão? Ele toma a liberdade de fazer coisas más aos agressores sem medo de qualquer consequência ruim para sua própria pessoa. Pois suas más ações parecem estar a serviço do bem, e assim elas não temem qualquer punição.

As ações incentivadas pela indignação

De modo a manter sua indignação justificada, tal pessoa dramatiza tanto a injustiça sofrida pelas vítimas quanto as consequências das ações da parte culpada. Ela intimida as vítimas a verem a injustiça pelo mesmo modo com ela mesma vê.

De outro modo, caso as vítimas não concordem, tornam-se suspeitas e alvo de uma indignação justificada. Como se elas mesmas fossem agressores.

Da perspectiva da indignação é difícil para as vítimas deixar seu sofrimento ir embora, e é difícil para os agressores deixarem sua culpa ir embora. Se às vítimas e aos agressores for permitido encontrar uma resolução e uma reconciliação por seus próprios meios, elas podem se permitir, uma a outra, um novo começo.

Mas se a indignação entra em cena, tal resolução é muito mais difícil, pois o indignado, geralmente, não fica satisfeito até que o agressor tenha sido completamente destruído e humilhado, mesmo que isto, ao ser feito, intensifique o sofrimento das vítimas.

A indignação é em primeiro lugar uma questão de moralidade. Isto quer dizer que o indignado não está realmente preocupado em ajudar outra pessoa, mas comprometido com uma certa demanda para a qual ele se proclama o executor.

Deste modo, ao contrário de alguém que ama, tal pessoa não conhece nem contenção, nem compaixão.

“Nós estamos liberados do mal quando podemos, serenamente, deixá-lo ir.
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Que texto!!!!!
Deixem-se levar por aquilo que provoca algo em ti... sem contestar. Deixe-o agir.
Creio que se todos refletíssemos, nosso pais estaria melhor. Eu me recolho aqui... e ficarei a pensar onde ajudo, como ajudo, e de que modo faço isso.
Bom dia!
Tais