segunda-feira, 13 de outubro de 2014

A verdadeira Paz


O Dia Internacional da Paz é celebrado em 21 de setembro, e foi declarado pela ONU em 30 de novembro de 1981.

Li um texto de PATRÍCIA GEBRIM que nos fala sobre a verdadeira e a falsa Paz. Alerta ela que, para obter a verdadeira Paz, precisamos nos dispor a lidar com os obstáculos e desafios da vida e dos relacionamentos.

Precisamos evitar a tentação de pular etapas, nos refugiando em nosso eu mascarado que finge que não há nada errado. Precisamos confiar que existe em nós essa força poderosa - o nosso Eu superior, capaz de nos conduzir pelas tempestades da vida.

Nos lembra a autora que a verdadeira paz é como o sutil arco-íris, um maravilhoso presente reservado àqueles que não temem as tormentas. 

Nos incita que abramos mão dos caminhos mais fáceis, que enfrentemos a aspereza de nossos próprios labirintos desconhecidos, em busca da verdade de nosso Eu e que, a partir dessa verdade, encontremos a verdadeira paz.

“Muitas vezes para obter paz, concordamos em dar em troca algo de vital importância para nós. Pagamos um alto preço para obter a tão sonhada 'paz', sem nem mesmo nos darmos conta disso. Para obter esse tipo de paz, acabamos abrindo mão da nossa verdade, da nossa voz, da nossa criatividade, do nosso verdadeiro Eu”, diz ela.

“A falsa paz acontece quando negamos a nós mesmos e concordamos com o outro apenas para evitar conflitos. Acontece quando nos acovardamos e evitamos olhar para a realidade, quando preferimos brincar em meio às ilusões, nossas ou de outros”.

“A falsa paz acontece quando deixamos de ser quem somos, quando deixamos de dizer o que pensamos e de agir segundo o que acreditamos”.

“A falsa paz é aquela que é obtida pelo nosso eu mascarado. Fingimos que concordamos: afinal, para que discordar? Fingimos que gostamos: afinal, para que frustrar o outro? Fingimos que sabemos: afinal, que diferença faz? O motivo para assumirmos esse eu mascarado parece nobre, afinal, estamos fingindo para obter esse artigo tão sublime e desejado... a tal paz, não é mesmo?”.

“O problema é que, ao assumir essas máscaras deixamos de ser quem somos, traímos a nós mesmos, deixamos de revelar a nossa verdade, deixamos de presentear o mundo com aquilo que é único em cada um de nós. Além disso, acredite, a coisa toda não funciona”. 

“Nunca seremos de fato felizes se estivermos baseando a felicidade em uma falsa paz. Acabamos nos tornando ausentes e artificiais, e por mais que nos esforcemos, o outro acabará pressentindo essa falta de verdade, e acabará se afastando de nós”.

“É fácil encontrar exemplos da falsa paz. Pense naqueles relacionamentos em que tudo parece sempre calmo e equilibrado, mas onde não há crescimento, não há vida. É como uma poça de água parada. Perfeitamente parada, a ponto de começar a apodrecer, pois tudo o que fica estagnado acaba morrendo um dia”.

A vida é aquilo que flui ininterruptamente. Paz não é ausência de movimento, não é imobilidade
Texto recebido por email- autor desconhecido
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PARÁBOLA DA PAZ VERDADEIRA
Há muito anos, um rei criou um concurso para premiar o artista que melhor captasse, numa pintura, a paz perfeita. Muitos tentaram e, ao final, o rei gostou de apenas duas.

A primeira era um lago calmo e cristalino onde refletiam as imagens de montanhas e árvores que o ladeavam. O céu era de um azul perfeito e todos os que fitavam a pintura, enxergavam nela um profundo conteúdo de paz. 

A segunda pintura tinha um quebra-mar sobre as rochas escuras e sem vegetação. O céu enegrecido, pontilhado por raios e trovões, precipitava uma grande tempestade. Definitivamente, essa pintura não revelava nenhum conteúdo de paz e tranquilidade.

Mas, quando o rei observou mais atentamente, verificou que no alto das rochas, havia um pequeno arbusto crescendo de uma fenda. Neste arbusto, encontrava-se um pequeno ninho e ali, no meio do mar revolto e céu tempestuoso, um pequeno passarinho descansava calmamente.

O rei então escolheu a segunda pintura e, diante de uma plateia surpresa, explicou: 

– A verdadeira paz não é estar num lugar calmo e tranquilo, sem trabalho árduo e dor. Paz significa que, apesar de estarmos no meio das adversidades e das turbulências da vida, permanecemos calmos em nossos corações. Esta é a verdadeira paz!

Lembremos da Paz do Cristo que, quando embarcara em um navio com Seus Apóstolos, e estavam indo através do mar da Galileia, permaneceu dormindo tranquilamente, em plena tempestade.

Despertado por eles, conclamando a fé de seus Apóstolos, apenas levantou-se e acalmou os ventos e as ondas com seu poder, dizendo: “Cala-te, aquieta-te” (Marcos 4:39).

Suavemente repreendeu-os, por terem medo e não se lembrarem de que todos podem acalmar os mares agitados durante as tempestades encontradas pelo caminho, desde que seja mantida inabalável no interior a Verdadeira Paz.
Uma bela semana em Paz!
Tais

Um comentário:

  1. Taís, muito bom este texto.Parabéns,
    abraços
    Leony

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