domingo, 6 de julho de 2014

Direito Sistêmico - Uma visão sistêmica do direito, pela qual só há direito quando a solução traz paz e equilíbrio para todo o sistema.


Eis o título do artigo publicado pela Revista MPE Especial (do Ministério Público do Mato Grosso do Sul) de autoria do colega de constelações e Procurador de Justiça AMILTON PLÁCIDO DA ROSA (do MP-MS), citando o nosso trabalho na Justiça da Bahia e trazendo algumas explicações teóricas sobre as constelações sistêmicas desenvolvidas por Bert Hellinger e como elas conduzem a um novo olhar sobre o mesmo Direito, constituindo assim esta nova abordagem: o Direito Sistêmico.
Confiram aqui alguns trechos (recomendo a leitura do artigo completo – link: http://issuu.com/mthayssa/docs/revista_final_site2/50):


“Em face do recente surgimento de um novo paradigma de interpretação jurídica, denominado Direito Sistêmico, tendo como expoente, no Brasil, o Juiz de Direito Sami Storch, da comarca de Amargosa, na Bahia, cuidarei aqui de traçar determinados marcos teóricos e históricos mínimos que possam servir de roteiro de pesquisa para os interessados”.

“Este trabalho, que tem como escopo primordial fornecer um roteiro de estudo científico do Direito Sistêmico, dá ênfase ao segundo modo de se ver a Constelação Familiar, falando das várias correntes que estudaram a abordagem sistêmica, antes e depois do surgimento deste método terapêutico”.

“O Direito Sistêmico não é um novo direito, mas o mesmo direito vigente nosso de cada dia, porém interpretado, percebido e aplicado de uma nova forma hermenêutica, chamada sistêmica, que, aliás, não surge do nada nem cai do céu, mas resulta de uma síntese da experiência humana em vários domínios [...]“.

“Em breves palavras, a abordagem é sistêmica porque abrange todos os membros de uma família (vivos e mortos) que agem, não como um mero agrupamento de pessoas, mas articuladamente como uma totalidade, de modo que o comportamento de um atua em todos, não só na geração presente, mas também nas futuras. Ela é fenomenológica, porque é uma abordagem empírica e baseada na percepção do cliente e dos representantes, no momento em que a coisa acontece. Isto se explica pela própria etimologia da palavra, que possui duas raízes gregas: ‘phainesthai’, que significa aquilo que se mostra; e ‘logos’, que é estudo”.

“Então, se esse direito é tão maravilhoso assim, por tocar e reconciliar o coração das pessoas, temos que saber como ele é colocado em prática.

Ele, como as constelações familiares, pode ser aplicado de duas maneiras básicas. A primeira é aplicada fundamentalmente com a postura dos operadores do direito, que devem ver as partes de uma maneira sistêmica, com tudo o que elas trazem consigo, tendo em mente os princípios que regem todos os sistemas vivos.

Quando um juiz de direito recebe as partes e seus advogados com essa postura, de respeito e amor, a audiência ocorre de uma forma harmônica e conciliadora. Todos sentem o respeito que reina no ambiente e percebem que dali sairá um bom resultado para todos os envolvidos no problema.

É um ir ao âmago da questão. É um ir à alma dos seres humanos, para obter uma conciliação do coração de cada um dos envolvidos no conflito”.

“O trabalho é realmente fantástico e emocionante, pois traz resultados animadores, inesperados e de forma bastante rápida e eficiente. Quem já viu uma constelação familiar, pode perceber o que eu estou falando.”

“Direito Sistêmico é um direito em construção e está ainda muito dependente das Constelações Familiares. Isso, em si, não é um mal, mas ele pode e deve tomar seu rumo próprio, como o tomou a Pedagogia Sistêmica e as Constelações Organizacionais. Isso ocorrerá quando ele for aplicado em todas as áreas do direito e não somente nas questões ligadas à família, de modo a alcançar a sua independência científica. Cada um de nós, operadores do direito, pode colaborar para que isso ocorra. No mais, sejam bem vindos ao Direito Sistêmico!”

Texto extraído do Site abaixo mencionado
http://direitosistemico.wordpress.com/2014/06/25/direito-sistemico-a-justica-curativa-de-solucoes-profundas-e-duradouras/
(ROSA, Amilton Plácido da. Revista MPE Especial, ano 2, edição 11, janeiro/2014, pp. 50-57).

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Fiquei grata e certa de que os sistemas trabalham em silêncio, como diz nosso querido Bert Hellinger em seu trabalho fantástico sobre Constelações Familiares. 
O mais incrível é que as Constelações vão se infiltrando em lugares jamais imaginados...

O mundo de hoje, composto muito mais por pessoas céticas e descrentes, está mudando e esta é uma bela prova do que está acontecendo, em minha modesta percepção.
Estou muito feliz e queria dividir com vocês esta bela matéria postada pela Facilitadora de Constelação Sistêmica - Coach e Organizacional, Advogada -Claudia Pizzatto- em sua página no facebook - Constelações Sistêmicas.
Aproveitem!
Tais


domingo, 29 de junho de 2014

Por que as mulheres gostam tanto de receber flores?




Fui procurada pelo Conselho Regional de Psicologia para dar entrevista sobre este tema, que será publicadoa no site http://www.parana-online.com.br/ no dia 30 de junho. 
Refleti um pouco sobre o tema, recebi ajuda de alguns amigos e, na verdade, o que mais tocou-me foi a menção de que a Mulher tem em si uma funçao que lhe é inerente: "cuidar".... e daí escrevi este pequeno texto que norteou minha entrevista. Muito obrigada pela oportunidade de falar sobre algo tão singelo!

Todo ser humano tem necessidades para que a Vida aflore em Si com todo seu potencial. Essas necessidades são as de:
1- Ser amado
2- Ser reconhecido
3- Ser elogiado
4- Ser útil
5- Ser livre
Se uma dessas necessidades não estão satisfeitas o inconsciente irá buscar coisas que compensem essa carência.
Entre um casal -  por exemplo - precisa existir um equilíbrio entre dar e receber, e, aqui se refere a quaisquer trocas de manifestações afetivas - diga-se cuidados com a relação a dois, questões materiais, enfim salvaguardar o relacionamento em si.

Aí surge a pergunta: 
Por que as mulheres gostam de receber flores?
Se, por exemplo, a mulher desejar receber flores, mesmo que não peça ao homem, se existe uma sintonia entre o casal, ele sentirá vontade de "comprar-lhe flores". Neste caso refiro-me não somente em datas convencionais mas também esporadicamente, como forma de manifestação de afeto e reconhecimento. Alguém tem dúvida de que as mentes se comunicam? Não há necessidade de se expressar em palavras uma vez que a fisionomia, por exemplo, traduz aquilo que se pensa...mesmo que o companheiro não faça uma leitura tão clara...ele sente apenas!
E por que flores encantam as mulheres? Elas são um "presente que tem vida", que se não for cuidada murchará rapidamente. Esta é a real razão da mulher admirar tanto as flores, pois  assim  pode exercer sua  função de cuidar!

Aqui um outro olhar sobre o significado das flores, para ilustrar este assunto.
"Floriography - Linguagem das flores ou Linguagem secreta das flores, foi um meio de comunicação da era vitoriana, na qual, o envio de flores e arranjos florais eram usados para enviar mensagens codificadas, permitindo que as pessoas expressassem seus sentimentos, sentimentos estes que não poderiam ser expressos em palavras e sim, através das flores.

A era vitoriana ocorreu durante o reinado da Rainha Victoria, Inglaterra, que durou de 1837 a 1901, nela surgiu a secreta linguagem da flores, e, por ser um tempo de etiquetas e costumes sociais tornou-se extremamente popular.

O uso da linguagem não era apenas confinada a certas flores, mas também as cores, tamanhos, qualidade, quantidade, aromas, apresentações e arranjos. Além disso, aceitar uma flor com a mão direita significaria "sim", recebê-la com mão esquerda significaria 'não'; entregar a alguém uma flor invertida teria um significado oposto, como por exemplo, uma rosa vermelha invertida trazia uma mensagem de desagrado.

Cada flor tinha seu próprio significado ainda que, viessem combinadas com outras flores transmitissem uma mensagens diferentes. Outra curiosidade é que em alguns caso, as pessoas que não tinham dinheiro para comprar flores ou até mesmo teriam que dar uma resposta rápida, apanhavam flores de arvores, alecrim, trevos, flores do mata... e tudo isso tem um significados bem interessantes.

As mensagens enviadas podiam ser: propostas, ameaças, aviso de perigo, mensagens de amor. Para qualquer tipo de mensagem havia uma flor." (fonte desconhecida)

Mas, voltando àquela colocação inicial onde  todo ser humano tem necessidades para realização total da Vida  em Si que tal a iniciativa de mandar flores a quem quer que seja, para concretizá-los, mesmo que momentaneamente? 
Quem  nao se sentiria  amado, reconhecido, elogiado,  ao receber flores?
Experimente e depois me conte o que aconteceu.
Boa semana com flores.
Tais


domingo, 22 de junho de 2014

Tenha esperança... Você pode!


         Talvez você ainda não tenha percebido quanta força maravilhosa existe em seu interior. Lembre-se de que as pessoas, independentemente da idade, podem viver acalentando sonhos e esperanças. Compreenderá, então, que existem infinitas possibilidades. Acalentar esperanças é acreditar que "ainda é possível realizar muitas coisas.

         Se você pensar que não consegue fazer mais nada que possa ser feito, a esperança dissipará por completo. Ninguém pode permanecer vivo num estado em que toda e qualquer capacidade tenha se esgotado completamente. O fato de você estar vivo significa que em seu interior ainda está latente muita força maravilhosa. Posso afirmar isso categoricamente.

        Como podemos perceber, existe uma relação entre esperança e força . Quando acalentamos uma grande esperança, brota uma grande força, principalmente a força vital, e sabe-se que isso contribui grandemente para a saúde. Se , ao contrário, tivermos pensamnetos negativos, como: "Não tem mais jeito" "É caso perdido" etc.., e entregarmo-nos ao desalento, sofreremos uma queda brusca na força vital e não conseguiremos a cura da doença, que , na verdade, é curável. Portanto o desânimo é um "veneno" para quem está doente.

          O problema é que as pessoas, quando adoecem, tendem a deixar-se dominar por pensamentos sombrios e ver em tudo motivos para desânimo e desesperança. Mas por outro lado, o hábito mental de interpretar tudo de modo negativo  e sombrio é a causa do adoecimento. Por isso, quem se encontra doente ( leia-se não apenas mal físico, mas emocional também...) deve fazer o máximo esforço para ter uma mente "radiosa". Esta é apenas força de expressão, pois, naturalmente, toda esperança é radiosa, não sendo possível existir uma "esperança sombria".

          Algumas pessoas podem achar um tanto rebuscada a expressão "esperança radiosa". Para elas, eu diria simplesmente: "Tenham uma mente radiosa".

         Quem leva a vida com a mente radiosa será sempre saudável e feliz ( pesquisem nas pessoas com as quais você convive...). Isso porque a mente radiosa intensifica a força mental e faz com que a pessoa viva todos os dias com sentimento de gratidão a tudo. Existem, porém, pessoas que dizem sentir-se gratas a todos mas estão sempre com a fisionomia aborrecida e taciturna (observem também...). Elas não estão estão realmente gratas, apenas fingem estar.

Olhem no espelho e realmente vejam sua fisionomia: ela é alegre? ela tem um sorriso? As palavras podem ser expressas de formas variadas, e a fisionomia é uma delas. Então, dizer - A cara é minha e deixo-a como quero!  
Será correto? Não!!!! Você não vê a sua fisionomia...mas os outros veem a todo momento. Pense nisso!

Evidentemente, a gratidão verdadeira é duradoura, mantem-se inalterável em qualquer condição. Mas a gratidão simulada se desfaz rapidamente, fazendo com que a pessoa, diante de qualquer contratempo, comece de repente e se  zangar e a esbravejar. A atitude no momento crítico revela o verdadeiro valor das pessoas. 
Texto extraído e adaptado do livro Alegre e agradável jornada da vida - Seicho Taniguchi

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"Por que nossa mente insiste em colecionar lembranças ruins? Todas as experiências negativas que vivenciamos tornam-se, imediatamente, padrões recorrentes em nossa memória.

As lembranças dos acontecimentos - e as emoções que eles despertaram em nós -,são insistentemente revividos, como um alarme permanente a nos prevenir para que evitemos circunstâncias semelhantes, com a certeza de que o resultado negativo se repetirá.

A mente é a expressão do ego, e este tem como objetivo principal nos fazer evitar qualquer possibilidade de ver frustrados os nossos desejos. Se não podemos ter nossa vontade contrariada sem sofrer, naturalmente que a mente se encarregará de nos lembrar, a cada instante, da dor que vivenciamos para que ela não volte a ocorrer.

A questão é que esta suposta "proteção" que impomos a nós mesmos, não passa de ilusão, visto que é impossível, por mais que o desejemos, controlar o fluxo natural da existência.
E, na medida em que o novo se apresenta, - e ele sempre se apresenta, queiramos ou não - passamos então a travar uma verdadeira batalha interior, entre o desejo de viver e o medo de sofrer.

A saída é não lutar com a mente e utilizar a mesma estratégia, porém no pólo oposto, ou seja, ao invés de rememorar o sofrimento, trazer de volta à lembrança os momentos felizes que experimentamos, quando o êxtase e a sensação de plenitude nos invadiram.
Quanto mais formos capazes de resgatar este sentimento, mais motivados ficaremos para nos libertar da negatividade e nos tornamos receptivos às novas oportunidades que a vida nos trouxer."

Elisabeth Cavalcanti