domingo, 7 de outubro de 2018

Sobre o perdão

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"Segundo a tradição dos Kuhunas, o perdão gera um bloqueio nos fios “Aka” e o acesso a fonte do Ser, isto é, o caminho de acesso ao Eu Superior fica bloqueada, é como um cano que esta obstruído, não passa toda a energia que seria possível, caso estivéssemos de coração totalmente purificado, então é necessário fazer “Kala”, que significa limpeza ou desbloqueio da senda para receber as bênçãos do “Eu Superior”.

Dentro da própria filosofia Huna, temos o Ho’oponopono, prática para o perdão e liberação de todos os envolvidos, alcançando a cura através do amor.

Para os Kahunas, o perdão libera o fluxo de energia entre o Eu Médio e o Eu Superior e libera as memórias do Eu Básico. Enfim, maior crescimento para todos os envolvidos.

Na pratica do Ho’oponopono, basta você dizer: – Eu te amo, Eu sinto muito, por favor me perdoe, obrigada!, Ao fazer essa afirmação, puxamos a luz amorosa de “Poe Aumakua” e liberamos o fluxo da energia amorosa através dos cordões de luz, que os kahunas chamam de fio Aka, e com isso, a cura através do amor chega aos desafetos, aos magoados e aqueles que foram feridos por nossas ações inconscientes, ou mesmo resultado de vidas passadas ou qualquer outra coisa que você sente que impende o feliz entendimento entre partes.

Agora, para o trabalho em Constelação Familiar, segundo Bert Hellinger é diferente, segundo essa Terapia, nós não podemos perdoar. Pois quando nos colocamos no lugar de quem vai perdoar, nos colocamos acima do perdoado, gerando um desequilíbrio.

Hellinger diz: – Não temos esse direito e nem esse poder. É contrario as leis sistêmicas e a ordem do amor. Isso é uma postura arrogante de querermos perdoar o outro.

Vejam que é uma forma completamente diferente do sistema Kahuna e talvez de qualquer outra doutrina filosófica, não melhor nem pior, é diferente. Por que isso?

Por que faz parte de um conjunto de “saberes”, um método de trabalho, onde as pessoas aprendem uma maneira de lidar com o Amor, e resulta numa maneira diferenciada de curar as feridas dos seus sistemas, isto é, dos relacionamentos.

Então, dentro das Constelações Familiares, para que a cura possa ser possível, olhamos para a pessoa que causamos dor e sofrimento e ao invés de dizer eu te perdôo, eu digo, olhando nos olhos:

– Eu sinto muito.

Ao olhar para a pessoa e dizer que sentimos muito, reconhecemos o nosso lugar na relação, oferecemos um espaço de igualdade, consideramos perante o outro que falhamos que assumimos isso, e que estamos nos submetendo a esse acerto de contas e levamos em consideração a pessoa e respeitamo-la, e deixamos com ela o tempo que for necessário para que a reparação possa se dar. Assim, a pessoa culpada, conserva a sua dignidade e tem oportunidade de sentir-se respeitada. E sem nenhuma cobrança. Deixamos livre.

Através dessa postura, quando sentimos muito, trazemos de volta para dentro de si a compreensão do que aconteceu, a responsabilidade do que aconteceu e ao mesmo tempo, deixamos o outro livre para aceitar ou não, nosso pedido de reparação.

Ocorre que, esse gesto de humildade, comove o outro e libera o amor da alma, que coloca em movimento “as forças curativas”, que possibilita: – que o que foi interrompido, volte a fluir…

É outro caminho.

Temos sempre que ter clareza do Sistema de Crenças que estamos vinculados, e saber que em cada um deles existem regras e possibilidade de chegar ao Divino, pois, o amor que flui em nossos relacionamentos, significa o divino agindo em nós e a partir de nós, sendo o amor em ação.

Precisamos só avaliar se aquilo que temos como certo se esta de fato dando resultados.

Se não, podemos abrir novas possibilidades e experimentar outras formas.

Perdoar é uma difícil tarefa, exige de nós uma profunda reflexão.

Pois tem pessoas que perdoam com a mente, mais não com o coração.

E dai o corpo adoece, como um sinal que “algo” não está tão bem como o esperado.

Fica aqui a reflexão.

Com gratidão."
Por Cida Medeiro
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Sentimentos intensos como a raiva originam-se frequentemente em que um movimento de amor que fora interrompido precocemente, no qual a criança não pôde prosseguir. A raiva protege a criança da dor do amor. É somente o outro lado do amor.
Uma separação ( as vezes "apenas" no coração da mãe ou do pai), a criança sente-se só... e para não sofrer tudo novamente, ela "não consegue estabelecer um vinculo d amor, seja ele qual for."

E o que o perdão tem a ver com raiva? A raiva nos prende ao agressor. A vítima está livre do agressor com sua própria alma e seu destino. Isso é uma forma de respeito. Dessa forma, a vítima fica livre. Esse afastamento daquilo que fez, para um lugar sem esse sentimento(raiva) - centro vazio - digamos assim, dá força e, de vítima, nos transformamos em protagonistas.

Mas aqueles que perseguem e ficam indignados, os moralistas e os inocentes são, na alma, criminosos. As fantasias que se criam aí ( de vingança, por exemplo), são frequentemente piores do que os atos dos agressores.

No dia de hoje, pense nisso com os olhos voltados ao nosso querido Brasil , e, como filhos dele, naquilo que vamos decidir "com amor". Bom dia 
Tais 

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