domingo, 8 de maio de 2016

Aceitar a mãe é aceitar a vida

Examinar como está sua relação com ela vai te ajudar a entender como está sua relação diante da vida. 

Por Alice Duarte
"Antes de planejar o presente de Dia das Mães ou o almoço deste domingo, convido você a fazer algumas reflexões: Como está a sua conexão com sua mãe? Você se relaciona com ela ou com as ideias que tem sobre ela? Sente que tem reivindicações e dificuldades para aceitá-la do jeito que ela é?

É muito difícil alguém ter êxito na vida se não tomou plenamente a mãe, se a rejeita ou despreza. A pessoa pode até ter sucesso por um tempo, porque usa a raiva para agir, mas isso não se sustenta no longo prazo. Pois a base para desenvolvimento pessoal saudável é reverenciar a vida. E reverenciar a vida passa obrigatoriamente por reverenciar a mãe.

Bert Hellinger, o criador da Constelação Familiar, diz que fazer exigências e ter reivindicações são formas de rejeitar os pais. “Quando alguém quer impor aos pais a maneira como devem ser ou o que deveriam fazer por ele, impede a si mesmo de tomar o que é essencial.”

Talvez tenha esquecido que você existe nesse planeta graças a ela e que veio dela o seu primeiro sustento, o leite materno. E muitas ainda puderam seguir alimentando, cuidando, educando… enfim, servindo seus filhos, muitas vezes sem reclamar e sem pedir nada em troca. A mãe representa para o nosso ser íntimo o sustento da vida, por isso que a maneira com que se relaciona com ela tem tanta relação com a maneira com que você se relaciona com o dinheiro, a prosperidade e o ato de servir aos outros.

Muitos sentem que têm motivos de sobra para desprezar a própria mãe – seja porque ela não lhe deu atenção e amor suficiente ou o abandonou quando criança. Por incrível que pareça, por mais que rejeite tudo isso e queira fazer diferente, vai acabar repetindo em sua própria vida aquilo que despreza.

Se ao longo da vida uma mãe esteve muito ocupada resolvendo a missão dela, ou presa a envolvimentos sistêmicos transgeracionais, é natural que tenha sobrado muito pouco tempo e energia para se dedicar aos filhos. É possível olhar para tudo isso através de uma sessão de Constelação e aí sim ter um novo olhar para a própria mãe, um olhar mais adulto, que entende tudo o que atua e vê que não cabe mais reivindicações de criança.

É preciso agradecer a vida que veio dela, pelo preço que lhe custou – e às vezes o preço pago foi alto: renunciar uma carreira, um projeto de vida, suportar um casamento infeliz, dificuldades financeiras e por aí vai. E quando se olha sem julgamentos para a própria mãe e para o seu destino adverso, seus fracassos, suas dificuldades e limitações, e diz “sim” a tudo isso – até mesmo para aquilo que você não entende direito – algo mágico acontece. Você já não será mais afetado negativamente por essas influências. E estará livre para viver a própria vida e seguir o próprio destino."
Texto originalmente publicado no site aliceduarte.com

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Ir ao encontro e tomar a nossa mãe é necessário, independente de tudo que aconteceu...
Apos o nascimento, o próximo evento decisivo e o próximo sucesso é o movimento em direção à nossa mãe, agora como contrapartida a nos oferecer o seu peito e a nos alimentar. Ganhamos a vida dela novamente com o seu leite, desta vez do lado de fora. E, se isso não foi possível (não importam os motivos)...ainda assim...ganhamos a vida!
Qual é a qualidade do sucesso aqui que nos prepara para os futuros sucessos, tanto na vida como no trabalho? Ao tomar a mãe como a fonte de nossa vida, com tudo o que flui através dela para nós, tomamos nossa própria existência; na medida em que tomamos a nossa mãe, aceitamos nossa vida como um todo. Este tomar é ativo. Precisamos sugar para seu leite fluir. Precisamos chamar para que ela venha. Precisamos nos alegrar com o que ela nos dá e mostrar isso ao mundo. Através dela nos tornamos mais ricos.
Mais tarde na vida vemos que aqueles que tiveram sucesso pleno tomaram sua mãe exatamente assim, e tornaram-se felizes e vitoriosos. Em geral, como nos relacionamos com a nossa mãe é como nos relacionamos com a vida, incluindo aí a vida profissional. Se nós rejeitamos a nossa mãe, nós também rejeitamos a vida e o trabalho. E, na mesma medida, trabalho e a vida nos rejeitam. Seguindo este mesmo movimento, as pessoas felizes em relação à sua mãe amam o trabalho e a vida. E assim como sua mãe dá a elas cada vez mais, à medida que dela tomam com amor, com a mesma intensidade, sua vida e seu trabalho dar-lhes-ão sucesso.
Aqueles que têm reservas sobre suas mães, também têm reservas sobre a vida e a felicidade. Assim como suas mães se retiram deles como resultado de suas reservas e da rejeição, a vida e o sucesso se retiram também.
Onde nosso sucesso começa? Ele começa com a nossa mãe.
Como o sucesso chega a nós? Quando nossa mãe é bem-vinda e quando a honramos como nossa mãe, o sucesso chega.
Bom dia da Mães, mesmo que apenas dentro de seu coração...com gratidão! Gratidão profunda.
Tais

11 comentários:

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    1. Obrigada . Creditos para Alice Duarte, que o escreveu.

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  2. OK. E quando é a mãe que rejeita o filho? Faz da vida deles um inferno, acusando de destruir o futuro dela por ter engravidado? Destrói todas as chances do filho de ser feliz para elas se sentirem melhor e vingada?

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    1. Pelo olhar das Constelações, tudo está certo como é... eu tomo tudo isso, reverencio e sigo...para a Vida!
      Ficar no episódio trará apenas mais sofrimentos.

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    2. Acho que o melhor caminho é o perdão. Quando perdoamos nos libertamos tb. Sei que não é um processo fácil, mas não impossível.

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    3. Acho que o melhor caminho é o perdão. Quando perdoamos nos libertamos tb. Sei que não é um processo fácil, mas não impossível.

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  3. Realmente há casos muitos difíceis! Não aceito terapeutas q não tenham passado por uma dor similar a minha, e tenha conseguido curá-la. É hipócrita dizer que dá para curar uma dor, sem que vc tenha feito isso vc mesma, consigo mesma.

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    1. É um direito seu escolher o terapeuta que te atenderá. Está tudo certo!

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  4. Não sou de fazer comentários, o texto é interessante, mas como psicóloga também li esse texto como se a autora estivesse falando dela própria. Concordo que temos que ser gratos a mãe pela vida. Mas os esforços que elas fazem, coisas que deixam de fazer para poder criar os filhos, nada mais é do que escolhas que foram feitas por elas. Isso que é ser mãe, e por isso ser mãe não é um papel que cabe a todo mundo, pois a partir do momento que se é mãe, deve-se aprender a se doar, a se "sacrificar" e com isso há também perdas, e por isso que é a mulher que escolhe se tornar mãe ou não. Deve haver gratidão? Sim! Mas é um compromisso que ela mesma escolheu.

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  5. Acrescento mais uma questão, vinda da minha experiência pessoal. Minha mãe, embora tenha me dado todos os cuidados necessários, nunca expressou afeto em relação a mim. Uma explicação possível é o fato de que ela também não recebeu amor na infancia dela, porém o fato de que ela sempre deu muito amor ao meu irmão contraria essa hipótese.
    Por outro lado, embora eu tenha, na idade adulta, conseguido entender e, em grande medida, perdoar essa ausência de afeto, não tenho quase nenhum impulso para me relacionar de maneira afetiva com ela. Tenho mesmo alguma dificuldade, uma vez que a forma sempre beligerante com que ela age com as pessoas, inclusive muitas vezes humilhando os demais, me incomoda muitíssimo.
    O que descrevi, na minha opinião, coloca a questão de que esse afeto mãe-filho/a me parece que não é uma obrigatoriedade, como o texto postula. Entendo que o amor fraterno que sinto por todos os seres humanos obviamente se aplica a essa relação com minha mãe também, mas não entendo esse "amor especial" derivado do fato de que sai de um útero específico. Fazendo uma analogia: dependo do sol para existir, mas isso não obriga a que eu ame o sol. Reconheço a importância do sol para o fenômeno da minha existência e pronto. Não me parece lógico que as pessoas tenham que gostar de outras por razões biológicas.

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